Sim, sim, as árvores na foto recuperaram em sete meses…
Obviamente, esta zona não ardeu. Se fizer questão, tenho muitas fotos das zonas ardidas – só que, não o sendo, parecem a preto e branco e você não gosta de fotografia a preto e branco.
Eu tinha ouvido dizer que o concelho de O.H. tinha ardido totalmente… Segundo o J.A. agora me informa, afinal não houve partes que não arderam… Esta história dos fogos parece-me sempre um bocado mal contada. Dizem que arderam montes de ovelhas e tal. Mas agora eu consigo comprar queijo da serra por todo o lado a preço razoável. Se as ovelhas arderam todas, de onde vem o leite?
Não é um grande arredondamento dizer “todo”: https://observador.pt/2017/10/18/2017-tera-sido-o-pior-ano-em-area-ardida-sistema-europeu-aponta-para-mais-de-500-mil-hectares/ Veja o mapa. Se quiser dar-se ao trabalho, compare-o com o mapa dos concelhos: https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=%2f5uq3B13&id=4E3E3A1AE242BC89DB7653D2A6B105DA65B391B8&thid=OIP._5uq3B135tKNhkCSUGixqQHaHf&mediaurl=https%3a%2f%2fc2.staticflickr.com%2f6%2f5211%2f5384004487_169b61486d_b.jpg&exph=1024&expw=1012&q=concelhos+regi%c3%a3o+centro&simid=608041778017010479&selectedIndex=1&ajaxhist=0 Eu ajudo: salvou-se uma faixazinha no extremo Noroeste do concelho, na zona de ligação aos concelhos de Nelas e de Carregal do Sal.
O Anónimo era eu, que também sou anónimo. Estava a referir-me à Primavera de Millet que tem mais ou menos este ambiente. Barbizon, e Constable antes deles define mais ou menos o momento em que a linha do olhar coincide com a linha do horizonte, o que me parece mais importante e mais moderno do que os títulos e os rótulos (de facto) às vezes deixam transparecer. O Naturalismo é talvez o único momento em que apenas há observação e esperança, entre o Mito que o precedeu e a Psicologia que veio logo a seguir.
Na realidade, “ser” é uma fotografia. “Parecer” impressionismo ou o anterior realismo de Barbizon terá a ver com sensibilidades e conhecimentos. Se quiser elaborar, poderei mudar de época. E até de pintor, consoante o seu argumento.
Não é necessário, está bom! Só acrescentei um pormenor. Barbizon levou rapidamente ao Impressionismo mas foi o método de campo e a análise quase científica da luz que interessou ao Impressionistas — já não era tanto a paisagem em si mesmo. Curiosamente ainda se chama mala francesa ou cavalete francês aos cavaletes de ar-livre (aqueles que têm uma caixa e uma gaveta que sai por baixo da prancha — e que de facto têm uma silhueta parecida com um cavalo quando estão montados)
Pronto, fiquemo-nos então num Sisley que passou por ambas 🙂
O que me levou a pensar em Sisley foi não apenas a paisagem, as luzes e as cores mas também o quase-traço: a erva e as árvores parecem pontilhadas, as nuvens difusas… só o telhado é sólido!
Tenho um desses cá em casa, mas como não uso nunca me apercebi – acho que um destes dias vou tentar, sou dona da sombra de um cavalo e não sabia 😉
Não fosse o telhado da casa e eu diria ser de Sisley a pintura. Impressionista. Impressionantes, as cores e o enquadramento.
Obrigado, Sarin.
Linda paleta de cores. Poderia ser pintura.
Comigo tem que ser fotografia; sou péssimo a pintar. 🙂
No ano passado ardeu tudo, este ano já está tudo florido.
Sim, sim, as árvores na foto recuperaram em sete meses…
Obviamente, esta zona não ardeu. Se fizer questão, tenho muitas fotos das zonas ardidas – só que, não o sendo, parecem a preto e branco e você não gosta de fotografia a preto e branco.
Eu tinha ouvido dizer que o concelho de O.H. tinha ardido totalmente… Segundo o J.A. agora me informa, afinal não houve partes que não arderam…
Esta história dos fogos parece-me sempre um bocado mal contada. Dizem que arderam montes de ovelhas e tal. Mas agora eu consigo comprar queijo da serra por todo o lado a preço razoável. Se as ovelhas arderam todas, de onde vem o leite?
Dos carneiros.
Não é um grande arredondamento dizer “todo”: era-sido-o-pior-ano-em-area-ardida-siste ma-europeu-aponta-para-mais-de-500-mil-h ectares/ iew=detailV2&ccid=%2f5uq3B13&id=4E3E3A1AE242BC89DB7653D2A6B105DA65B39 1B8&thid=OIP._5uq3B135tKNhkCSUGixqQHaHf&mediaurl=https%3a%2f%2fc2.staticflickr.c om%2f6%2f5211%2f5384004487_169b61486d_b.j pg&exph=1024&expw=1012&q=concelhos+regi%c3%a3o+centro&simid=608041778017010479&selectedIndex=1&ajaxhist=0
https://observador.pt/2017/10/18/2017-t
Veja o mapa. Se quiser dar-se ao trabalho, compare-o com o mapa dos concelhos:
https://www.bing.com/images/search?v
Eu ajudo: salvou-se uma faixazinha no extremo Noroeste do concelho, na zona de ligação aos concelhos de Nelas e de Carregal do Sal.
Mais uma excepcional foto e de um assinalável bom gosto, JAA.
Obrigado.
Por acaso é mais Escola de Barbizon
Se há discussão em que eu não me meto é na dos movimentos artísticos. Até nos estilos musicais evito entrar em demasiadas classificações.
Mas obrigado.
O Anónimo era eu, que também sou anónimo. Estava a referir-me à Primavera de Millet que tem mais ou menos este ambiente. Barbizon, e Constable antes deles define mais ou menos o momento em que a linha do olhar coincide com a linha do horizonte, o que me parece mais importante e mais moderno do que os títulos e os rótulos (de facto) às vezes deixam transparecer. O Naturalismo é talvez o único momento em que apenas há observação e esperança, entre o Mito que o precedeu e a Psicologia que veio logo a seguir.
Na realidade, “ser” é uma fotografia.
“Parecer” impressionismo ou o anterior realismo de Barbizon terá a ver com sensibilidades e conhecimentos. Se quiser elaborar, poderei mudar de época. E até de pintor, consoante o seu argumento.
Não é necessário, está bom! Só acrescentei um pormenor. Barbizon levou rapidamente ao Impressionismo mas foi o método de campo e a análise quase científica da luz que interessou ao Impressionistas — já não era tanto a paisagem em si mesmo. Curiosamente ainda se chama mala francesa ou cavalete francês aos cavaletes de ar-livre (aqueles que têm uma caixa e uma gaveta que sai por baixo da prancha — e que de facto têm uma silhueta parecida com um cavalo quando estão montados)
Pronto, fiquemo-nos então num Sisley que passou por ambas 🙂
O que me levou a pensar em Sisley foi não apenas a paisagem, as luzes e as cores mas também o quase-traço: a erva e as árvores parecem pontilhadas, as nuvens difusas… só o telhado é sólido!
Tenho um desses cá em casa, mas como não uso nunca me apercebi – acho que um destes dias vou tentar, sou dona da sombra de um cavalo e não sabia 😉
Força! Do escuro para o claro, sempre — e do fundo para a frente. 😉
Muitas cores na paleta. Isto já foi depois das chuvas.
Certo. 30 de Abril, ao final da tarde.