![8172397_rES28[1].jpg 8172397_rES28[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21547758_VKUSI.jpeg)
«Tanto me faz estar como não estar.»
Rui Rio, entrevistado pela TVI 24 (3 de Setembro)
O estatuto de ex-presidente do PSD é um dos mais ambicionados na política portuguesa. Dá um bocado para quase tudo – desde administrador não-executivo do grupo financeiro multinacional Goldman Sachs (Barroso) até comentador de futebol na TVI 24 (Menezes). Por isso não admira que Rui Rio ande obcecado por atingir tal meta. Na corrida eleitoral em curso dir-se-ia até que este é o grande objectivo que o anima.
Para lá chegar, deu ontem mais um passo decisivo. No suposto frente-a-frente com Assunção Cristas, em directo no Jornal da Noite da SIC – afinal um monólogo a duas vozes, onde era gritante (até pela linguagem corporal de ambos) a nula empatia ali reinante.
Sem necessidade, como todas as sondagens indicam, o ainda presidente do PSD tudo fez para afugentar ainda mais o que resta do seu eleitorado fiel. Posicionou-se no espaço já ocupado por António Costa: «Eu não vou disputar eleitorado à direita. Disputo mais eleitorado com o PS do que com o CDS.» E saudou como filho pródigo um trânsfuga que nas europeias de 2014, durante a governação PSD-CDS, aceitou figurar no tempo de antena socialista e em Junho de 2015 foi brindado com aplausos frenéticos na Convenção Nacional do PS ao atacar a coligação e exprimir a sua «plena confiança» em Costa.
Rio – que voltou a não proferir uma palavra sobre o anterior Executivo liderado pelo seu partido – dobrou-se em vénias ao trânsfuga, gabando-lhe o «currículo notável» e enaltecendo-o como «pessoa altamente respeitável na sociedade portuguesa». Acelera para a derrota com tão convicta pedalada que já ninguém duvida: conseguirá atingir a cobiçada meta.
Antevejo-o já como comentador no Expresso aos sábados e na RTP3 às quintas. Um futuro auspicioso.

Eu sou de direita e pela primeira vez não vou votar no PSD.
O doutor Rio agradece.
Pois eu votarei sempre PSD.
A.Vieira
Ao contrário do heróico doutor Capucho.
Off ou talvez não
O país arde e o noticiário da RTP passa uma longa reportagem sobre um programa que põe jovens a prevenir (com sucesso) fogos florestais.
Não vi e não gostei.
Voto por Lisboa, por isso dou como bem empregue o voto na IL.
Creio que alguns partidos mais pequenos conseguirão eleger deputados. É salutar para a democracia portuguesa.
Se o PSD não vencer as eleições o que é o Pedro Correia vai escrever ?
Daqui a pouco já não tem argumentos para atacar o PSD que elegeu Rui Rio.
Também vou gostar de ver o que vai escrever se o PSD vencer as eleições e António Costa montar uma geringonça 2.0…
WW
Eis um genuíno adepto de Rio. Ponha-se a pau: ainda acaba num parque temático, ao lado do doutor Capucho.
Se o doutor Capucho é um trânsfuga o que seria (será) a doutora Zita Seabra ?
WW
Boa pergunta para lhe fazer no dia em que a senhora pretender voltar ao Partido Comunista.
Ou ir para a Aliança !
WW
O paralelo com Capucho só faria sentido se Zita voltasse ao PCP (onde, de resto, jamais seria aceite de volta).
Eu não é por nada, mas dizer que o Durão Barroso é presidente do conselho de administração do Grupo Goldman Sachs é capaz de ser um bocadinho exagerado, ok?
Cumprimentos
Está bem. Concedo.
Será hoje que A. Costa e a Catarina M. nos vão elucidar o porquê ?.
Deverá a maioria dos portugueses, os que trabalham 40 horas no privado -e pagam os impostos, ordenado, benesses e segurança no emprego dos que trabalham 35 horas no público- continuar a votar nos partidos socialistas/comunistas de estes dois políticos ?.
Trabalham 35h e com salários mais elevados (e não me venham com a treta das qualificações escolares) sendo que a esmagadora maioria dos que orbitam na parte burocrática do “estado” não faz turnos nem trabalha aos fim de semana.
WW