Tenho pena de nada dever à banca neste momento. Dava-me um jeitaço dever algum à Caixa. Deixaria já de pagar e iria informar ao balcão:
— Não pago mais, mas não me levem a mal: é apenas um acto de gestão. Desculpem lá não entrar em pormenores, mas é um acto de gestão protegido pelo segredo da minha vida privada.
Claro que teria de mostrar alguma boa vontade:
— Fiquem tranquilos que não vos darei acções em troca, para que não façam qualquer mau negócio comigo. Conto apenas ser recompensado pela franqueza com que me apresento. E espero que isto fique só aqui entre nós, ao abrigo do segredo bancário.
Naturalmente, teria de explicar a coisa melhor, para ser entendido com a benevolência que me daria jeito.
— Espero que me compreendam e que me retribuam com um acto de gestão à altura do meu caso. Não se esqueçam de que sou vivaço, espertalhaço e chico-esperto, isto é, tenho todas as qualidades dos vossos melhores e mais acarinhados clientes. Fino, é o que eu sou!…

Hoje na AR… que vergonha este governo:
Louça: “há alguma razão para dar um prémio de 62 M€ ao empresário Manuel Fino, no negócio da Cimpor?”
Sócrates: “o governo não interfere na gestão da CGD. Essas explicações devem ser dadas pela administração da CGD.”
Louça: “uma operação que envolve um prémio de 62 M€ não é falada entre a CGD e a tutela? O governo e o sr. PM não quer saber dos dinheiros públicos”
Teixeira dos Santos: “a CGD não tem de discutir com a tutela os actos de gestão. A CGD tem feito um esforço para dinamizar a economia.
Não há adjectivo que caiba nas cabeças cabeçudas de estes titulares abusivos de cargos de alta responsabilidade política. Comportam-se arcaicamente. O Povo Português só lhes pode ser reles e cada um de nós reses para nos respeitarem tão pouco e sem que corem de vergonha.
Maldita prostituição da democracia perpetrada logo por um Governo PS.
Fiiiiiiino!…
… íssimo!