Extraordinário. Já nem as moscas mudam.
(Nota: é comovente o pedido de empenho a todos nós, neste grande esforço conjunto a bem da nação)
Extraordinário. Já nem as moscas mudam.
(Nota: é comovente o pedido de empenho a todos nós, neste grande esforço conjunto a bem da nação)
Vergonhoso. Chocante. Patético.
Revoltante. Descarado. Inaceitável.
(e outros adjectivos menos civilizados que me apetecia usar)
O ” A Bem da Nação ” Faz-me lembrar outros tempos. Voltaram?
Não me diga que ainda não tinha dado por isso…
Nãããããããããããooooooo ! Não pode ser o que estou a pensar. As cunhas são iguais, mais iguais para uns do que para outros. Mas o resto… nãããããããõooooooo . Por favor, ajudem a mudar o cenário, que este filme já acabou. Penso eu de que……
O resto era os cofres cheios do ouro de África, caro Zeparafuso. Quem nos dera que tivesse mudado todo o filme, mas ainda houvesse algum resto mortal dessa parte…
como diz um certo blogger, ide-vos empalar. é isso que merecem, por gozarem descaradamente connosco.
Ora aí está: um linchamentozinho no Terreiro do Paço vinha mesmo a calhar este domingo. Ou uma graça com imaginação no pelourinho dos Távoras, que está para ali sem uso há tanto tempo…
sempre recuperamos monumentos históricos. e memória.
O que mais me deixa incrédulo é a utilização da lei de acordo com as conveniências: por um lado, dá-se de barato o “inconveniente” da retroactividade das leis fiscais, mediante construções jurídicas mais ou menos elaboradas, por outro, no rigoroso cumprimento da lei, a limitação nas admissões é vagamente limitada e as construções jurídicas, sejam ou não elaboradas, ninguém sabe o que são.
Será que ninguém tem o bom senso de perceber que não se trata de leis e de construções jurídicas, mas sim de bom senso, solidariedade, compromisso moral, honestidade intelectual, etc., etc., etc..
Bom senso? Honestidade intelectual? Solidariedade? Compromisso moral? Bah, esqueça. Tudo isso faz parte de um léxico que está completamente demodé. Agora tudo o que interessa é pôr paradigmas em cima da mesa, depois de devidamente mudados. Basicamente.
Há dias, alguém me mandou um “pensamento do dia” que dizia: Quando os que mandam perdem a vergonha, os que são mandados perdem o respeito.
E quando já o perderam ou nunca tiveram respeito por gente desta, têm apenas nojo. Que nojo!
É verdade. O descaramento é tal que já ninguém se dá ao trabalho sequer de disfarçar. E depois vêm pedir “empenho”, pomposamente, ao cidadão que já está praticamente à fome. Que nojo de gente, de facto.
O que me espanta sempre – digo-o sinceramente e sem recurso a figuras de estilo… – é a capacidade de encaixe de todos nós, portugueses. Como é que aguentamos, levamos e calamos, sem nos passar pela cabeça uma espécie de revolta colectiva?
Ah, já sei. Esquecia-me que há 8 meses demos a vitória nas urnas a estes cabotinos do interesse público.
Eu neste momento o que queria era votar, Ana. Só mesmo para mudar as moscas. Enxotava estas e punha lá umas novas.