
1. O FUNDO DA GAVETA, Vasco Pulido Valente
«Um título com sentido duplo: não apenas alude ao facto de incluir dois ensaios, escritos desde 1989 e até hoje inéditos, mas funciona também como metáfora de um certo destino português.»

2. A LÍNGUA RESGATADA, Elias Canetti
«O centro do mundo visto pelo olhar de uma criança tornada adolescente com maturidade precoce: assim pode ser resumida esta envolvente autobiografia, inicialmente publicada em 1977.»

3. LÁ FORA, Pedro Mexia
«Mexia tem características inconfundíveis: uma irrepreensível elegância formal, sem concessões aos coloquialismos de turno; uma erudição que jamais se confunde com exibicionismo; um olhar interessado e atento ao “desconcerto do mundo”.»

4. DOIS PAÍSES, UM SISTEMA, Rui Ramos e outros
«Fascinante digressão por essas décadas irrepetíveis da monarquia constitucional, iniciada na década de 20 do século XIX, com a revolução liberal do Porto, e só terminada em 1910, quando o último Rei português, D. Manuel II, foi deposto pela insurreição republicana.»

5. JÚLIO DE MELO FOGAÇA, Adelino Cunha
«Quando saiu enfim em liberdade, quatro anos antes da Revolução dos Cravos, estava alquebrado pela velhice prematura e pela exclusão política e social. Perdera o PCP, sua família de substituição.»

6. COMO SER UM CONSERVADOR, Roger Scruton
«Ser conservador é, essencialmente, um estado de espírito. Impulsionado pelo nosso instinto de preservação e alicerçado na convicção de que é inútil dissipar energias na mudança do que funciona bem. Que é quase sempre mais do que parece.»

7. UM FUTURO DE FÉ, Papa Francisco
«Revela-nos um Papa que na Argentina natal sentiu necessidade de fazer psicanálise. Que fala de Platão, Hegel e Dostoievski. Que menciona filmes como Tempos Modernos e A Festa de Babette. Que se comove ao ver o quadro A Conversão de São Francisco, de Caravaggio.»

8. PORTUGAL CONTEMPORÂNEO, Oliveira Martins
«É um monumento, equivalente naquilo que hoje se convencionou chamar escrita de “não-ficção” a esse ponto cimeiro do romance intitulado Os Maias. Não por acaso, Joaquim Pedro Oliveira Martins e Eça de Queiroz eram amigos, companheiros de geração e de múltiplas tertúlias (sob o lema Vencidos da Vida), além de cúmplices no essencial das ideias.»

9. LA LLAMADA DE LA TRIBU, Mario Vargas Llosa
«Afastado das cartilhas que o empolgaram na juventude, Vargas Llosa insurge-se hoje contra a ascensão – com novo nomes – do velho “espírito tribal, fonte do nacionalismo”, que foi, a par do fanatismo religioso, uma das causas dos mais sangrentos morticínios que a História registou.»
Bons títulos, Pedro. Alguns muito instigantes, deixaram-me interessada e vou procurar mais sobre eles.
Obrigada pelas sugestões (serviço público …!).
A ideia é precisamente essa, caríssima Fátima: que funcionem como pistas de leitura destinadas à vasta comunidade “delituosa”.
Grato pelas suas palavras.
Lá fora, com Prefácio de Mega -Ferreira?!!!! Uma boa razão para desconfiar do autor e do livro.
https://www.google.com/amp/s/www.sa bado.pt/portugal/amp/o-grande-banquete-d a-imprensa-nacional
Não gosta do prefácio?
Faça como eu: não leio badanas nem prefácios. Nem editoriais.
Realmente,Mexia existe sem megas.Pegar ou largar.
Quanto a prefácios,Jorge de Sena.Com os respectivos pós e o texto e contexto para tudo bem nos assentar.Caso único.
A par de Fogaça, Pável,um Homem não se apaga,de Edmundo Pedro.
De Scruton prefiro o Escroques,sem papas e aparando as escorrências.
Em História de Portugal também trabalhou Oliveira Marques.Para que conste.
Agradeço as sugestões.