Passos Coelho decidiu ir, com um séquito desnecessário, ao último dia de feira do livro de Lisboa.
Além dos manifestantes que o assobiaram e apelidaram de ladrão, dos polícias com cara de mau, não lhe vi um livro na mão.
António Lobo Antunes demorou-se a sair da sua mesa para cumprimentar o senhor. Afinal, estava a trabalhar, a receber os seus leitores. Foi uma sorte, com tantas televisões e outros órgãos de comunicação social por perto, não ter dito nada de bombástico. No fim, já longe da confusão, ouvi um autor dizer: Já está em campanha. E outro: Boa sorte. E um outro: Bem precisa.

Em campanha, para quê, se mal lhe pergunte? As próximas eleições ainda vêm longe. Mas que precisa de “boa sorte”, lá isso precisa!
Cara Rosa, não faço ideia de quando serão as próximas eleições, admito, teria de fazer um esforço e contas e eu sou de letras, não gosto de balançar, portanto acredito que venham longe. Não me parece que estas acções mediáticas ou potencialmente mediáticas sejam só em prol de eleições putativas, mas acontecem e o comentário que reproduzi é 100% correcto, foi o que ouvi. Mais nada. Desejo-lhe uma boa semana.
Cara Patrícia
Não viu bem ou o canal que viu não mostrou as compras que PPC fez. Numa reportagem mostrou à jornalista as compras feitas e explicou a razão porque comprou um livro para a filha.
Posso garantir-lhe que o saco não tinha só um livro
Eduardo, quando o vi, posso garantir, que não tinha comprado qualquer livro, a feira é grande. Se comprou, pois ainda bem. Como compreenderá, não acho mal que qualquer cidadão vá à feira, pelo contrário, acho muito bem. O Presidente Jorge Sampaio foi visitar a Expo’98 com o filho, foi de metro, comprou bilhete e não levou seguranças nem avisou a comunicação social. Houve quem tivesse gostado de o ver, assim, entre o dito povo? Acho que sim. Houve quem achasse outra coisa? Porventura. As coisas são o que são, as pessoas também. Se o nosso PM comprou livros para ele ou para a família, folgo em saber, apenas posso relatar o que vi e o que ouvi, mais nada. Também se pode dar o caso de ter comprado e, na ânsia de tanto aperto de mão, ter dado o saco a um assessor, o que fará com que o meu comentário seja injusto: afinal o senhor foi comprar livros, bem haja. As possibilidades são muitas e os entendimentos também. Para mim, do ponto de vista mediático, o PM deveria ter ido sem alarido e alarido surgiria na mesma, porque as pessoas são o que são. Uns gostariam de o ver, outros nem por isso. A comunicação social ao domingo atrás do PM? Não me parece uma boa estratégia e, dito isto, posso dizer que tenho neste governo algumas pessoas de quem gosto, alguns amigos, alguns conhecidos e alguns que não entenderei nunca. Espero que compreenda a minha explicação, se é que se pode dizer que é uma explicação, e desejo-lhe uma boa semana.
Patrícia
Não vou entrar no velho jogo de “ping-pong” (agora designa-se de ténis de mesa) mas, perante o seu post , pareceu-me importante esclarecer o pormenor “da compra dos livros” (de facto, não fazia sentido, PPC ir à Feira do Livro e não comprar, ao menos, um livro) que, aliás, hoje, alguns matutinos assinalam as compras do PM .
Foi, somente , um pequeno contributo.
Quanto aos anteriores políticos terem ido, aqui, ou acolá, julgo que a Patrícia conhece a prática. Qualquer político, mesmo que não vá com um “batalhão de repórteres”, há sempre uma revista, um jornal ou uma televisão que é avisada. Por isso se soube que Jorge Sampaio foi à Expo, acompanhado com o filho. Um órgão de comunicação social estava lá.
No caso, de ontem, se os “Indignados ” não tivessem tido conhecimento da visita do PM , a visita de PPC à FL , teria sido uma visita de rotina e sem “alaridos”.
Para terminar. Sobre a ânsia de “apertos de mãos” e “beijinhos”, julgo que todos os políticos leram a mesma cartilha. Visto de outro ângulo, por vezes, a “ânsia” é do outro lado.
Retribuo os votos de uma boa semana e continuarei, sem qualquer delito, a passar pelo “Delito de Opinião” (como o faço, desde o seu nascimento).
Caro Eduardo, eu cá gosto de ténis de mesa, confesso, mas não precisamos de continuar nesta troca de comentários. Eu sei muito bem como as coisas funcionam, é verdade. No caso do Jorge Sampaio, a comunicação social estava e vivia na expo’98, posso garantir. Eu também lá estava. O facto de terem avisado os media da ida do PM à feira não me choca, choca-me o alarido desnecessário dos Indignados, choca-me as caras dos polícias, choca-me a falta de privacidade dos políticos (não sou fã dos Indignados, como compreenderá com este aparte), choca-me saber que há coisas que são feitas da mesma forma há anos com maus resultados e, apesar disso, vamos insistindo. Na verdade, nem sequer podemos dizer que concordamos que discordamos, porque nada do que me diz, ou escreve, me causa espanto ou outro sentimento menos positivo. Como dito, relatei o que vi e ouvi. Nada mais. Às vezes chega, outras não. Boa semana:)
Patrícia
Escrevi que “não vou entrar no velho jogo do ping-pong” e, como tal, não pego mais na raquete.
Uma boa semana de postagens, de trabalho e de lazer.
Também vi.
Realmente não se entende porque terão os políticos de andar sempre com uma turminha atrás (será que quando vão á casa de banho também vão os secretários de estado com eles?). Gostei da sua expressão ” policias com cara de mau “, ainda alguém deveria fazer um estudo sobre as caras antipáticas e brutas dos policias, será que essa é a principal condição para serem seleccionados?
Mas foi importante esta visita do 1º. ministro á feira do livro, pelo menos ficámos a saber que ele anda inspirado num presidente de um país que ainda pratica a pena de morte e onde existem leis que impossibilitam a liberdade de expressão…começo a ficar preocupada, com este rapaz ofuscado por Singapura…
CR, eu tenho boa ideia dos polícias, da autoridade, já tive de agradecer, pedir socorro, etc e tal e nunca fui mal servida, digamos. Os polícias que andam com figuras com o PM não terão um papel fácil. Isso também é compreensível, acho eu. Não deixa de ser antipático ter uns senhores de cara fechada? Com certeza. É a vidinha. Boa semana.