Um homem, uma mulher… Um casal quer ter um filho, mas um deles tem uma doença crónica hereditária, ou seja, uma deformação genética que vai passando de geração em geração. São inúmeras as doenças e os dramas… Mas, imagine-se que, numa espécie de milagre da Criação, os cientistas arranjam forma de reprogramar o ADN do embrião do tão esperado filho. E uma criança que, muito provavelmente, poderia “herdar” a doença dos progenitores tem agora pela frente toda uma vida saudável. Foi o advento dessa revolução biotecnológia que a revista Nature ontem anunciou. Qual é a questão disruptiva em tudo isto? É que, para muitos, o papel de Deus está reservado apenas ao próprio.
PS: Já agora, e passando a auto-promoção, recupero um post do Pedro Correia no qual, simpaticamente, recomendou o meu livro lançado em Novembro passado, que, precisamente, aborda estas temáticas.

Parece-me que é uma questão de estar a antecipar uma reacção que julgo não ter ainda aparecido. Para já, a única questão ética, ou moral, que se possa levantar a um crente, é o facto de se fazerem estes estudos em embriões, julgo eu. Agora corrigir mal formações, pré ou pós natal, ou reprogramar, como disse, não me parece, sequer, discutível.
Isso não vai suceder. Porque não existem doenças puramente genéticas, ou a existirem são uma minoria. Existe uma interacção íntima entre genoma e ambiente – alimentação, estímulos, etc. Por fim existem vários genes que regulam os mesmos traços fenotípicos, ou seja para uma doença podem contribur diferentes genes. Finalmente deve ainda levar-se em consideração a interação entre os vários genes e os segmentos aparentemente sem sentido informacional. As interacções são quase infinitas….as previsões múltiplas, exponenciais.
“É que, para muitos, o papel de Deus está reservado apenas ao próprio.”
Ao próprio de muitos ou ao próprio Deus?
Deus mais não é que o Omega da Evolução.
Todos os passos que nessa direção são dados representam uma Revelação de Deus.
Pelo menos é assim que eu penso que T. de Chardin pensava.
Seja como for, essa é a minha convicção.
João de Brito
Já que leu Chardin, se me permite, dê uma vista de olhos nesse outro grande Mestre que é Edgar Morin ( livros de O Método )
“Qual é a questão disruptiva em tudo isto? É que, para muitos, o papel de Deus está reservado apenas ao próprio.” g-plague-infecting-millions-as-punishmen t-from-god-for-sexual-promiscuity/), “para muitos, o papel de Deus está reservado apenas ao próprio”… infelizmente, para demais
Parece-me que disto (http://www.blackdeath.info/blame.html) a isto (http://shoebat.com/2016/06/19/horrifyin
Fazer o papel de Deus e, a maioria, nem sabe “da missa a metade”.
https://www.youtube.com/watch?v=9FlsZ1ER tUQ&t=1s
Why the Disbelief about Depopulation?
https://www.youtube.com/watch?v=lefQbKZD WZc
Kevin Galalae – The Subversion of Medicine and Public Health by International Security
Depois de ver estes vídeos, fica explicado este:
https://www.youtube.com/watch?v=K1m3Tjok VU4&t=50s
Silent Epidemic; The Untold Story of Vaccines Movie dire
O problema não se coloca no âmbito da reserva sobre o papel de Deus, mas, isto sim, sobre o papel do Homem.
“Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.
Mt. 13,52
O que acima transcrevo demonstra que o avanço no Conhecimento, melhor, no Saber, balança entre a novidade e o que já não é novo. Também revela que o que é velho não é desprezível, pois está aí como marco ou referência para os avanços que se devem produzir. E por vezes também se avança mantendo e olhando para o que é velho.
O papel do Homem é ser Homem, e em circunstância alguma pode determinar quem deve viver e morrer. Tudo o mais que se desenvolve em termos de ciência não pode ser encarado como fórmula definitiva e equação encerrada. O problema que hoje se observa não está na ciência, mas nos cientistas fundamentalistas. E hoje basta ter um papel que determinou a frequência e a conclusão de um grau para presunçosamente pensar-se que existe uma escola de cérebros e/ou cientistas. O grau determina a capacidade conferida para continuar a aprender, e não para fazer cérebros.
É esta falácia que hoje se vive, e os constantes choques sociais em nome de uma ciência turva, que permite que o Homem da actualidade desautorize a ciência, por causa dos “cientistas”. Em nome da ciência tem-se legislado sobre matérias que de todo não podem estar nas mãos do Homem: a eutanásia, o aborto, incluindo o caprichoso, e até mesmo a adopção de crianças por parte de agregados, que mesmo que exista amor, poderão não reunir os critérios e referências necessário(a)s para que um ser se desenvolva consigo mesmo e com o todo em harmonia.
E em situações destas os ditos cientistas transformam a ciência em arrogância e prepotência. E quando esta se permite a estas qualificações deixa de estar ao serviço da humanidade, da Vida. E quem não serve a vida e o Homem, em todas as etapas de sua vida, está contra o Homem e contra a Vida e, consequentemente, está contra Deus pretendendo fazer Seu papel. Pois Deus é Espírito; e sendo Espírito é Vida; é Pneuma.
Na vertente em apreço, a comunicação de uma descoberta não determina o fim do ciclo. Somente permite continuar a avançar. A ciência ao serviço do Homem é feita da comprovação sistemática. Ainda é cedo.