Falando em “símbolos coloniais”


Pedro Correia,

 

Nas últimas semanas tem havido muita discussão nas redes sociais, em Portugal, sobre a manutenção de “símbolos coloniais”. Por vezes com vocabulário datado de há meio século e hoje totalmente ultrapassado. Qualquer folheto ou documentário de propaganda turística demonstra como o adjectivo colonial foi reabilitado, entre elogios ditirâmbicos à «arquitectura colonial», à «gastronomia colonial» e até à «atmosfera colonial» nas mais diversas paragens. Não faltam aliás, ainda hoje, países com possessões coloniais – com destaque para França, Holanda, Reino Unido, Dinamarca e até os Estados Unidos.

Alguns por cá, tolhidos por absurdos complexos de inferioridade e totalmente incapazes de assumir a História com as suas luzes e sombras, não perdem uma oportunidade de esgrimir contra “símbolos coloniais” – seja aos gritos contra a toponímia (como a da Praça do Império, em Lisboa) ou na diabolização de palavras consideradas malditas (como ocorreu na polémica em torno do putativo Museu dos Descobrimentos), passando pela vandalização de estátuas (como a do Padre António Vieira) ou até pela demolição de monumentos (como sugere um deputado socialista, aludindo ao Padrão dos Descobrimentos), mimetizando a histeria em curso nos States. 

Em qualquer dos casos, pretende-se submeter factos passados ao crivo de cartilhas ideológicas actuais em nome da correcção política. Ignorando vozes sábias, como a de Ramalho Eanes, que muito recentemente declarou: «Sem império, dificilmente teríamos mantido a independência em certas épocas. Seríamos uma Catalunha.»

 

Enquanto por cá isto se passa, vale a pena revisitarmos países e territórios que já fizeram parte do império colonial português. Para verificarmos como os símbolos históricos relacionados com Portugal são hoje ali encarados no espaço público. Proponho-vos uma pequena digressão em imagens oriundas de África, América, Ásia e Oceânia.

Sem lamúrias nostálgicas mas com respeito integral pelo tempo que passou.

 

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Mindelo, Cabo Verde: estátua do navegador Diogo Gomes

 

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Farim, Guiné-Bissau: padrão evocativo do Infante D. Henrique

 

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Huambo, Angola: estátua de Norton Matos, governador (1912-1915) e alto-comissário (1921-1924)

 

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São Tomé: estátuas dos navegadores João de Santarém, Pero Escobar e João de Paiva

 

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Ilha de Moçambique: estátua de Vasco da Gama

 

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Salvador, Brasil: estátua de Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil (1549-1553)

 

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Goa: Arco dos Vice-Reis, com estátua de Vasco da Gama 

 

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Damão: monumento aos portugueses que «morreram pela pátria»

 

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Diu: estátua de D. Nuno da Cunha, vice-rei da Índia (1529-1538)

 

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Macau: estátua do navegador Jorge Álvares

 

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Díli, Timor-Leste: padrão evocativo do Infante D. Henrique

50 comentários em “Falando em “símbolos coloniais””

  1. Esse Ascenso é um idiota chapado e nunca devia ter deixado a lavoura. São os piores estes labregóides arrogantes sem cultura que saem debaixo de umas chapas de zinco a pensar que têm ideias interessantes para o mundo.

    Isto é o tipo de gente que as escolas públicas andam a fabricar, transformadas em madrassas do esquerdismo mais abjecto por milhares de professores quase tão ignorantes como os seus alunos. Incultos e estúpidos, com o instinto apurado para a cópia, o pouco que conhecem ou passou num telejornal ou estava na net em brasileiro.

    1. Excelente comentário. Gostava de escrito isto:
      “labregóides arrogantes sem cultura que saem debaixo de umas chapas de zinco a pensar que têm ideias interessantes para o mundo.”

  2. Para o Bloco de Esquerda, Livre, Câmara Municipal de Lisboa e alguns dentro Partido Socialista… isso é tudo para deitar abaixo.
    E para a IL, ao defender a mesma Liberdade internacionalista contra as Nações, e ser da facção da Comissária Europeia que queria arrancar as vinhas do Douro, também não sei.
    É o Regime Abrilista no seu esplendor, todos ufanos, de cravo na lapela, cantando loas.

    1. “É o Regime Abrilista no seu esplendor,”
      O anterior é que era bom. Aí é que éramos livres para fazermos o que quiséssemos.

      1. Vocês repetem sempre a mesma burrice. Parece ser a única validação possível deste regime: não ser o outro.

        Bela merda.

      2. 1. Muito mais livres do que agora.
        2. Agora têm localizadores de voz, escrita e imagem que nos vigiam a toda a hora e em qualquer lugar (smartphones, computadores, apps, drones, câmaras de vigilância em todas as ruas, etc,).
        3. As leis abrilistas de acesso às chamadas telefónicas são muito mais permissivas e anti-democráticas do que antes do 25Abril74.
        4. O sonho das pides e de todas as censuras tornou-se uma realidade.
        5. E vem você falar do «antes»?
        6. Não há Liberdade sem Identidade.
        7. Não há Liberdade sem alguma perda de Liberdade.

      3. O meu caro João não sabe o que é “fazermos o que quiséssemos”. O BE, PS, Livre e Pan e outros encapotados são os caciques estalinistas do século XXI. E como caciques que são entendem que fazer o que se quiser depende da vontade e decisão deles.
        Para você entender o que é “fazer o que quiséssemos” dir-lhe-ei que tudo quanto você é resulta da construção que realiza em si, no seu interior, do que lhe vem de fora. A imagem que você realiza de alguém – a voz, o conteúdo das palavras…- e as emoções que se geram ocorrem no interior de si mesmo e são por si fabricadas. Assim, você faz de sua vida e de sua memória uma dependência do que ouros realizam em si. Consequentemente você é um escravo daquilo que permite que outros realizem em sua vida; e sem nunca saber o que você faz de si.

        Como os seus mentores, aqueles que acima referi, são caciques por natureza, também neles se processa a escravidão que oferecem. Como tal, se você pensar em termos de época e de sistemas e do que outros lhe trazem para determinar sua liberdade e autonomia nada mais fará que continuar a ser escravo do que outros realizam sem nunca saber o que fazer de si.
        Por este mesmo motivo, e usando uma realidade concreta, você usa conceitos abstractos pensando que eles são racionais.
        Você não sabe realmente onde é, e o que é, o norte, o sul, o este e o oeste, pois o norte, sul, este e oeste são meros pontos convenientes por outros estabelecidos e que você julga que o guiam.
        Neste sentido, quando o homem não sabe o que fazer olha para o céu pensando que acima dele está o polo norte e até mesmo, por vezes, que se senta nele e tudo o mais a seus pés.
        Porém um dia você e aqueles que acima referi dar-são cota que afinal a terra gira. E que olhando para cima você concentra-se em um e no mesmo ponto e está perdendo a direcção.

  3. A mediocridade e a estupidez iniciaram sua campanha com o assim chamado „acordo (aborto) ortográfico“ e parece terem encontrado terreno fértil para prosseguirem a tarefa com o desvirtuar da História e da Cultura em geral.

    1. 1. Haverá cerca de 6.000 idiomas no mundo. Porém, as palavras mais comuns têm sons parecidos.

      2. Cerca de dois terços dos 6.000 idiomas falados no mundo usam sons semelhantes para descrever os conceitos e os objetos mais comuns, segundo um estudo linguístico internacional publicado em 2016 no “Proceedings of the National Academy of Sciences “(Pnas).

      3. Este dado desafia um dos princípios fundamentais da Linguística, segundo o qual a relação entre o som de uma palavra e o seu significado é completamente arbitrário.

      4. “Estes padrões simbólicos de sons aparecem repetidas vezes ao redor do mundo, independentemente da dispersão geográfica dos humanos e da linhagem da língua. Parece haver algo sobre a condição humana que conduz a estes padrões. Não sabemos o que é, mas sabemos que está lá” (Morten Christiansen, diretor do Laboratório de Neurociências Cognitivas da Universidade Cornell, New York).

      5. Por exemplo, na maioria dos idiomas, a palavra para “nariz” tem maior probabilidade de incluir os sons “neh” ou “oo” (como no inglês, “nose”), afirma o estudo. A palavra para “língua” é “susceptível de ter” a letra ‘l’, e os sons do ‘r’ costumam aparecer nas palavras para “vermelho” (“red, em inglês) e “redondo”.

      6. Para o estudo, os cientistas analisaram dezenas de palavras do vocabulário básico em 62% dos mais de 6.000 mil idiomas atuais do mundo, como pronomes, partes do corpo, animais, adjetivos e verbos para descrever movimentos. Não todas, mas “uma proporção considerável das 100 palavras do vocabulário básico tem uma forte associação com tipos específicos de sons da fala humana”, afirma o estudo.

      7. “Não quer dizer que todas as palavras tenham estes sons, mas a relação é mais forte do que esperávamos”. São necessárias, porém, mais pesquisas para entender porque alguns sons estão vinculados a certas palavras.

      8. Os coautores do estudo trabalham na Universidade de Zurique (Suíça), na Universidade de Leiden (Holanda), no Instituto Max Planck para a História da Ciência (Alemanha) e na Universidade de Leipzig (Alemanha).

  4. Em abono da verdade: também houve, nas antigas províncias ultramarinas, bastantes estátuas apeadas e alguns monumentos derrubados.

    1. Creio bem que sim. Há alguns anos o movimento indiano Freedom Fighters andava a pedir que se eliminasse este tipo de monumentos de Goa.
      Há também todos aqueles nomes de povoações que, lamentavelmente, foram alterados. Por exemplo, o belo Porto Amélia (em homenagem à francesa esposa do rei D. Carlos) que foi transformado em Pemba.

  5. vozes sábias, como a de Ramalho Eanes, que muito recentemente declarou: «Sem império, dificilmente teríamos mantido a independência em certas épocas. Seríamos uma Catalunha.»

    A que “épocas” concretas se referia Ramalho Eanes, em que o império preservou a nossa independência?

    Eu só posso imaginar uma tal “época”, as invasões napoleónicas, em que o rei fugiu para o Brasil.

  6. Sem império estaríamos como a Catalunha?
    Quer dizer que o Império só nos prejudicou? Provavelmente é verdade.

    1. Quer dizer que o Império só nos prejudicou? Provavelmente é verdade.

      É mais do que óbvio que sim. O próprio Camões deixou esse prognóstico no Velho do Restelo, um momento raro de clarividência entre os papalvos da nossa tribo.

      Já temos a tele-escola formatada para alunos africanos, portanto algo correu exactamente tão mal como o Velho previa.

      Lá está, como se diz tem T-os-M, o Diabo não é Diabo por ser mau, é Diabo por ser velho.

  7. Considerar a Gronelândia e as ilhas Faroe como colónias da Dinamarca parece-me a modos que abusivo. Trata-se, que eu saiba (posso saber mal), de territórios que nunca foram colonizados pelos dinamarqueses, somente a sua administração foi entregue à Dinamarca.

    Da wikipedia: “the Faroe Islands have been self-governing since 1948, controlling most areas apart from military defence, policing, justice, currency, and foreign affairs. Because the Faroe Islands are not part of the same customs area as Denmark, the country has an independent trade policy, and can establish trade agreements with other states”

    “In 1979, Denmark granted home rule to Greenland; in 2008, Greenlanders voted in favour of the Self-Government Act, which transferred more power from the Danish government to the local Greenlandic government. Under the new structure, Greenland has gradually assumed responsibility for policing, the judicial system, company law, accounting, auditing, mineral resource activities, aviation, law of legal capacity, family law and succession law, aliens and border controls, the working environment, and financial regulation and supervision. The Danish government still retains control of monetary policy and foreign affairs including defence.”

    1. Já cá faltava um leitor a responder em “amaricano” quando eu faço questão de escrever em português.

      Sobre esse tema, tenho a dizer o seguinte:

      Gronelândia: independência, já.
      Ilhas Faroé: independência, já.

  8. Para nos livrarmos por completo do colonialismo, teremos de nos livrar também do pós-colonialismo que se define a si próprio pelo não-ser, mas também não é nada de novo ou de útil e continua preso aos fantasmas do cocó do Salazar. Esta república (esta gente toda) tem de desaparecer. E isto não é uma metáfora.

    A mim, livre desses traumas coloniais, estátuas e trambolhos da história não me fazem espécie nenhuma. Aliás, se deitam isso tudo abaixo ficam sem nada para mostrar aos bifes, porque na realidade estes panascas ainda não fizeram nada que se veja — a não ser subúrbios horríveis cheios de chungaria.

  9. Acho muito bem! Sou pela demolição!
    Abaixo as obras simbolo do fascismo!
    A ponte 25 Abril
    Biblioteca Nacional
    As Universidades
    Hospitais
    O Mosteiro do Gerónimos esse marracho abaixo.
    O Mosteiro da Batalha essa inutilidade abaixo
    etc etc….
    Concluindo e resumindo tudo o que foi feito pelo Estado Novo e para baixo que vá abaixo!
    A verdadeira história é de hoje para frente, queremos outra verdade que dignifique a liberdade.

  10. (desculpem o comentário longo.)

    O mais impressionante nestes dias nem são os autóctones ascensos palermas, que não passam disso mesmo. Mas o facto de quase se ter que pedir desculpa antes de escrever uma linha ou abrir a boca para enumerar factos, pela simples razão dos mesmos factos não se enquadrarem na narrativa das balelas que habitualmente se dizem sobre as antigas colónias. E nesta ignorância militante tanto têm responsabilidade as tais almas saídas das ‘madrassas do esquerdismo’ (nas palavras do leitor V.) como os mui intelectuais e saloios (quanto mais sofisticados e eruditos se consideram e dizem, mais provincianos se revelam) estudiosos portugueses, que do alto do seu pedantismo pacóvio e deslumbre pelas ‘Oxfords’ deste mundo, desprezam e desconsideram a vida dos portugueses que ao longo dos séculos se foram espalhando pelo mundo, fazendo-as corresponder a catalogações que dizem mais do curto e mesquinho quadro mental dos ditos intelectuais do que da efectiva experiência de vida dos portugueses, a tal que é feita de ‘luzes e sombras’ que raramente são apreendidas e percebidas por quem quer à viva força defender teses (de aparente cunho anglo-saxónico) e para isso recorre a estudos e testemunhos absolutamente orientados e viciados. E eu até aprecio bastante os ingleses, o que odeio é a bajulice provinciana. Os ingleses sabem muito sobre eles e sobre a forma de se valorizarem. Pena que os ‘intelectuaizitos’ lusos se deslumbrem ao invés de aprender como se faz. Aliás, como se fazia, já que hoje em dia nem a elite inglesa sobrevive à doutrinação da ignorância.

    1. E entretanto os ingleses vão mantendo as suas colónias. Tal como os franceses. Quando berravam, noutros tempos, contra o “anacronismo” das colónias portuguesas.
      Façam o que eles dizem, não façam o que eles fazem…

  11. Como já comentara antes, mandava tudo abaixo, desde os Jerónimos aos Palácios construídos com o ouro roubado ao Brasil (pronto, este podiam ser desmanchados e reconstruídos lá). Tudo abaixo. A Baixa de Lisboa também era para arrasar, o velhaco era um déspota facínora.
    Só assim pode haver paz no país. A memória colectiva baseada na exploração do negro e do índio é o único factor de atraso da Nação. O Portugal-Novo, liberto das grilhetas da opressão, cantará os amanhãs gloriosos.

    PS: esta frase, “vocabulário datado de há meio século”, recorda um dos novos neo-angli-logismos. Usar datado, como antiquado. Agora é moda dizer-se que algo é datado (de dated, que em inglês tem outro significado). A frase pode ter duplo sentido, assim interpreta-se que data de há meio século, mas também há quem possa ler como adjectivo?

    1. Datado, isto é: com data.
      Datado como sinónimo de antiquado é, de facto, um anglo-americanismo. Está muito longe de ser dos mais graves. Comparado com “realizar” enquanto conceber ou “demonstrar” significando manifestar, por exemplo.

  12. Enquanto houver racismo há colonialismo, e como diz Frantz Fanon:
    – Para o homem negro só há um destino, e é branco. Pois só os colonizados adoptam as referências culturais da potência dominante.
    Não há dúvida, temos mesmo de matar o homem branco colonizador. Mas vamos por fases; primeiro as plantas, depois as estátuas, depois…

      1. Se a senhora morasse na linha de Sintra, e andasse de comboio, provavelmente teria outra opinião.
        Generalizar um sentimento com base num período histórico é a mesma coisa que dizer que ainda existe inquisição no seio da igreja.

  13. se fosse um tipo que se guia pela filosofia maquiavélica, diria que isto é conspiração dos actuais sobas aqui do burgo para manter a malta entretida. Enquanto se discutem as “virtualidades” dos Descobrimentos e Colonialismo, não se fala dos defeitos da República.

  14. “Alguns por cá, tolhidos por absurdos complexos de inferioridade e totalmente incapazes de assumir a História com as suas luzes e sombras”

    Em boa parte dos casos isso é irrelevante, são tácticas de competição social para obter poder político/social e com os privilégios e riscos de ser a vanguarda da sub-cultura/classe a que se pertence.
    O Ascenso quer protagonismo, provavelmente quer ser ministro num Governo da esquerda do PS, por exemplo se Pedro Nuno Santos se seguir a António Costa. Isto que ele disse qualifica-o como candidato à luz dessa sub-cultura.

  15. Acho uma cretinice pegada este movimento iconoclasta. A História é fértil em ondas iconoclastas. Não se torna necessário referi-las aqui. As fotografias apresentadas em antigas colónias portuguesas revelam tão só uma dose de bom senso que, também existe nesses novos países. Há uma coisa que quero aqui realçar,, em política em especial quando se trata de História, abundam idiotas quer à esquerda quer à direita. .Se alguns, à esquerda nadam na idiotice, os seus antagonistas à direita naufragam nela. São ambos felizes, nos seus argumentos, ignorantes na incompreensão de irreversibilidade do processo histórico. Pai perdoai-lhes, eles não sabem o que dizem!

    1. Faço notar que quatro das imagens que aqui trago correspondem a territórios que nem são países independentes mas integrados noutros Estados (casos de Goa, Damão, Diu e Macau). O que mais reforça a profunda estupidez daqueles que, por cá, andam aos gritos histéricos visando apagar todos os símbolos do nosso “passado colonial”. Como se Portugal tivesse começado anteontem. Como se a História fosse um folhetim delicodoce, com chancela das produções Walt Disney.

  16. Não vêem cá, com amor, para se ligarem a um fio tecido há mais de 41 mil anos (Lapa do Picareiro, Minde) neste território. Que, apenas em 1143, se passou a chamar Portugal.
    Vêem cá com uma tesoura, para cortá-lo.
    Querem-no decepar.
    É isso que têem para oferecer. Esses anti-Nacionalistas, esses mamadous, esses ascensos esquerdistas, esses bloquistas abrilistas, e outros dessa igualha.
    Esse fio é a Identidade.
    A Identidade são esses fios, tecidos pelas Nações Humanas, feitos das memórias comuns que se transmitiram de geração em geração.
    É isso que querem cortar. Para destruírem e conquistarem o território.
    Se querem guerra, irão tê-la.
    Não passarão.

  17. Sempre gostei muito desse desse monumento, quer pelo simbolismo de ir em viagem quer pelas figuras do Leopoldo de Almeida. Esse deputado Ascenso Simões é um provocador à procura de palco.

  18. Uma pergunta: todos estes monumentos ainda estão assim como a foto os. mostra? Nenhum foi destruído nem sequer retirado do local?

  19. A iconoclastia radical não é novidade. A estupidez muito menos. Esta moda do dois em um tem tendência a pegar no miolo mole. O problema não está nos governados, está na fibra que falta aos governantes.

  20. Só para fazer o reparo, uma vez que colocou uma imagem do Brasil. O Brasil pode já ser um país independente, mas os novos senhores do país independente foram os colonos e seus descendentes. Os povos indígenas continuam colonizados.

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