
ASSALTO AO CAPITÓLIO NOS EUA
Aconteceu logo no início do ano, a 6 de Janeiro de 2021. Todos assistimos, incrédulos e atónitos. Nunca se tinha visto algo assim: uma turba enfurecida subia as escadarias do Capitólio, em Washington, e invadia o histórico edifício, perante a impotência das forças de segurança, colocando em risco senadores e congressistas. Precisamente quando ali se travava um debate fundamental: o que viria a confirmar em definitivo o resultado da eleição presidencial de Novembro de 2020.
Estes milhares de insurrectos, apoiantes declarados de Donald Trump, invadiram e vandalizaram a sede do poder legislativo dos EUA com a intenção deliberada de castigar figuras públicas como a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e o próprio vice-presidente Mike Pence, a quem acusaram de traição por conceder a vitória a Joe Biden, seu adversário político. Algo que Trump ainda hoje não fez.
A sessão foi interrompida, com o mundo a assistir em directo. Mas viria a ser retomada nessa mesma noite, quando a forças da ordem conseguiram travar a multidão em fúria e deter alguns dos cabecilhas, impedindo danos maiores. Com cinco mortos registados, entre eles quatro polícias.
Este brutal assalto ao Capitólio foi para nós o Acontecimento internacional de 2021, com oito votos em 25 emitidos pelos autores do DELITO DE OPINIÃO que participaram nesta escolha.
Venceu à tangente. Em segundo lugar, com sete votos, foi mencionado o regresso dos talibãs ao poder no Afeganistão, perante a humilhante retirada das forças ocidentais, incluindo as norte-americanas. Aconteceu em 15 de Agosto: foi outro facto que fez chocar o mundo.
Em terceiro lugar, com três votos, a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, fora da data inicialmente prevista: deviam ter acontecido em 2020 e acabaram por ocorrer só no ano seguinte, entre 23 de Julho e 8 de Agosto. Com uma particularidade: as provas desportivas disputaram-se sem público devido às fortíssimas restrições impostas pela pandemia. Facto inédito, a merecer destaque.
Houve ainda votos isolados em vários outros temas, que passo a referir:
– Chegada da missão Perseverance à superfície de Marte.
– Escalada dos regimes autoritários e totalitários em diversos países: China, Rússia, Bielorrússia, Afeganistão, Turquia e Nicarágua.
– Tensão crescente na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.
– Falta de capacidade própria da UE em questões de defesa.
– Missão militar SACD em Moçambique.
– Agravamento da crise de cadeia logística desencadeada pela pandemia.
– Itália, campeã europeia de futebol.
Facto internacional de 2010: revelações da Wikileaks
Facto internacional de 2011: revoltas no mundo árabe
Facto internacional de 2013: guerra civil na Síria
Facto internacional de 2014: o terror do “Estado Islâmico”
Facto internacional de 2015: a crise dos refugiados
Facto internacional de 2016: Brexit
Facto internacional de 2017: crise separatista na Catalunha
Facto internacional de 2018: movimento #MeToo
Facto internacional de 2019: sublevação popular em Hong Kong
Facto internacional de 2020: pandemia de Covid-19

Agravamento da crise de cadeia logística desencadeada pela pandemia.
Isso não me parece muito relevante ou com impactos muito evidentes. Grosso modo, os supermercados continuam a estar muito bem abastecidos.
Muito mais relevante parece-me ser a escalada imparável do preço da energia.
Preocupante. Veja lá, não gaste muita energia a comentar em blogues de manhã ao fim da tarde, de segunda a sexta-feira.
“entre eles quatro polícias”
Apenas um.
Um assassinado e outros “suicidados” no dias e semanas seguintes. Além de alguns com ferimentos irreparáveis.
Ok.
A invasão do capitólio, apesar de chocante, não me parece ter demasiada importância em termos globais. Já a imposição de um mecanismo de controle das sociedades ocidentais, outrora livres, chamado certificado digital, é um indício de que o futuro pode vir a ser bastante negro.
O assalto ao Capitólio, com aqueles milhares de bisontes a partirem tudo e a tentarem caçar senadores e congressistas, foi de uma banalidade atroz.
Grave, gravíssimo, imperdoável, foi o assalto de uma claque do Sporting à Academia de Alcochete.
Banalidade ou não, o mundo não mudou por causa disso.
“Nunca se tinha visto algo assim”
Na história dos EUA.
Assaltos a Parlamentos não são assim tão raros por esse mundo fora.
Assaltos a Parlamentos não são assim tão raros por esse mundo fora.
Parece que houve um em Portugal em 1975.
Houve tentativas de outro na Grécia em 2011.
E Bruto apunhalou Júlio César em 44 a. C.
Convém não esquecer.
Também tu, Brutus?, e em pleno Senado…
balio, houve um assalto ao parlamento português durante a vigência do penúltimo governo (não recordo o ano, talvez 2012) onde os manifestantes (julgo que convocados por sindicatos) foram barrados na da escadaria exterior pela polícia. Ou seja, não foi só in illo tempore – um assalto não acontece apenas quando é conseguido, este foi barrado mas não deixou por isso de ser um assalto.
Nada raro.
Na Assembleia da República acontece sempre nos meses ímpares.
Na Câmara dos Comuns é de quinze em quinze dias.
5 mortos policias ? Olhe que não…
Olhe que sim. E 138 feridos, 17 com extrema gravidade.
os talibans ou alunos do Corão nas Madrassas são a prova que não conseguiram matar Deus
no além Tejo aos preguiçosos chamavam madrasseiro ou madrasseirão
E havia a madrassa da Branca de Neve, que oferecia maçãs envenenadas.
o foco seria sobre « o Branco de Neve e os sacanões
mas estão só com 5%
Antes o Branco do que o Bronco.
‘O regresso dos talibãs ao poder no Afeganistão’….. ninguém internacionalmente quis falar mais do assunto.
Agora até passa a Emirado e qual eleições gerais qual quê.
Frei Guterres já rezou uma prece pelos afegãos. O mundo pode dormir descansado.
O Pedro Correia é um exagerado nas notícias. O Yeltsin bombardeou o parlamento, onde morreram mais de 300, e todo o mundo considerou normal.
O capitólio não foi invadido, pois aquilo é a casa de todos, e o resultado das eleições não foi determinado por isso.
Se tivessem invadido a Trump Tower e partido aquilo tudo você ainda não tinha secado as lágrimas um ano depois.
O Delito de Opinião é já um blog veterano, no seu undécimo ano consecutivo. É tão antigo que foi iniciado apenas 18 anos depois do conflito a que se alude no comentário. Francamente, não consigo perceber a distracção dos bloguistas de então ao não terem escolhido esse acontecimento como “facto internacional do ano” (ou melhor dizendo, “dos anos passados”) – raisparta, esta gente para sacudir a caspa do Trump diz tudo o que lhe vem à cabeça…
Se o parlamento russo tivesse sido bombardeado hoje a conversa seria a mesma: nada.
Mas verifico que ao meu caro não lhe é indiferente a minha posta.
Esta gente é do cara…
A Trump tower é privada e o capitólio é público. Portanto, eles não invadiram o capitólio, entraram. Depois houve problemas. torze-das-quinze-mortes-por-vacinas-pos-c ovid-estavam-relacionadas-as-vacinas-exp erimentais-revelaram-autopsias/ iburkhardt-pathology-results?r=x1alp&utm_campaign=post&utm_medium=email
O Yeltsin limpou mais de 300 e o parlamento russo tem a mesma dignidade enquanto instituição.
Já agora, Pedro, tenho a ideia que um jornalista deve ser como um crente, isto é, sempre em busca da verdade. Quero fazer-lhe um repto, pedindo-lhe que procure contactar os homens de ciência que abaixo anexo para saber se em torno das vacinas existe ou não investigação que indica existirem mortes provocadas pelas mesmas:
https://tierrapura.org/br/2022/01/13/qua
(por favor, procure seguir todos os links para posteriormente verificar da veracidade das notícias)
https://stevekirsch.substack.com/p/bhakd
https://doctors4covidethics.org/wp-conte nt/uploads/2021/12/end-covax.pdf
Quando de facto nos importa mais uns quaisquer animais a entrar pelo Capitólio a dentro do que Moçambique está tudo dito. Sem virgulas e sem pontos.
Estamos num declínio impressionante, não sabemos, não queremos saber, não ganha o Sporting, não é COVID, who the fuck cares !
Que chatice, haver uma votação democrática e não ganhar aquele que eu quero. Dá logo vontade de pegar na bola e levá-la para casa aos gritos: “Eu é que sou o dono da bola!”
Não é verdade?
Não percebo a razão que impede que estas energias tão indignadas com os blogs alheias não conduzirem à abertura de blogs próprios onde os resmungões coloquem as suas doutas opiniões.
Ora pois. Eles deviam fazer isso. Mas preferem arrastar as energias negativas para casa dos outros.
Felizmente estamos todos vacinados contra tal moléstia. E com certificado digital que o comprova.
Eu já tenho um blog próprio: o DO. O meu caro no início deste blog teve uma pega com o Pedro e ausentou-se por umas épocas. Regressou, e seja bem-vindo.
Vento,
1. afinal também assina os comentários como “Francis”? Pelo que aqui responde é isso que terei que assumir;
2. afinal este aparente pseudónimo “Vento” é um heterónimo comentarístico de um dos nosssos co-bloguistas? não fazia a mínima ideia…
3. nunca eu e o Pedro Correia tivemos qualquer “pega”, já que alude a um recuado episódio. Como o DO tem história e o Pedro Correia dela cuida (na sua óptima rubrica “Delito há dez anos”) eu recordo-lhe o episódio a que alude: eu botei um texto abrasivo sem me ocorrer que ele pudesse ser interpretado como um remoque ao Pedro Correia ou que algo daquele fel sobre ele pudesse respingar, coisa que estava longe do meu objectivo, explícito ou de qualquer sub-texto; o camarada coordenador ficou algo incomodado, coisa de “só não se sente quem não é filho de boa gente”. E eu retirei-me do blog. Ou seja, não foi uma “pega” foi apenas uma borregada minha. Passado um tempo, com a elegante placidez que lhe é típica, convidou-me para voltar às hostes. E aqui estou, com prazer, até quando descubro que tenho co-bloguistas que comentam em molde anónimo (ou, afinal, não é disso que se trata, é apenas V. a dizer que se sente aqui em casa própria, forma agradável de elogio de leitor?).
Meu caro, dizia Teresa d´Ávila que “a imaginação é a louca da casa”. Assim, pode arranjar-me os heterónimos que melhor o ajudem a chegar-se a mim.
Eu recordo desse episódio que refere, pois nesse tempo saí em favor seu e do Pedro, no sentido de uma conciliação. Assinava eu como anónimo. A pedido do meu “padrinho”, que aqui já não bota postas há algum tempo, comecei a assinar enquanto Vento.
Sim, é isso. É o único blog que comento ao redor da terra. E sempre procurando introduzir novidades em meus comentários.
P.S. Já agora, estude os documentos que anexei sobre as mortes por vacinação covid e vá em busca dos autores que estão identificados.
Ó Francis, fui eu que votei na situação militar moçambicana (a missão conjunta africana no país, de facto) como o acontecimento internacional do ano. Fi-lo porque tenho uma atenção especial no país, por lá ter vivido. Mas, de facto, há acontecimentos globais que serão mais relevantes se o ano analisado a partir de outros pontos de vista (e até do meu – esta escolha tem apenas a relevância de uma participação bloguística, não tem qualquer efeito prático, nada determina. Se o tivesse talvez todos abordássemos esta opção com outro densidade/responsabilidade, mas isso não conta aqui). Mas adianto isto porque a sua enfática crítica é não só agreste como descabida – veja a lista diversificada e heterogénea de temas que foram escolhidos pelos integrantes deste colectivo como os mais relevantes. Face ao que está elencado qual o fundamento dessa sua “boca”? Ou, melhor, para quê esse azedume todo disfarçado de “moçambicanismo”?
Francis, Moçambique só tem valor pelo gás. O que é notícia é só uma parte de Moçambique, a que está nas mãos das multinacionais da energia. Mas agora já existe uma plataforma de exploração offshore e deixou de ser notícia. Pode continuar tudo na mesma.
Está muito enganado Vento. Durante mais de dois anos escassearam notícias sobre o Cabo Delgado, tanto em Moçambique como em Portugal e noutros países. Tanto e tão surpreendentemtne assim foi que me meti eu – que não sou jornalista nem tenho essa pulsão informativa – a botar em blog e no FB textos meus e a ecoar sobre o assunto (encontrará desde finais de 2017, logo a seguir aos primeiros ataques, dois ou três postais meus aqui – para além do que fui botanto noutros sítios). Ora o que acontece é que desde meados, o terceiro terço mais exactmente, de 2020 as notícias começaram a impor-se, tanto em Moçambique (onde houve um estranho silêncio estatal) como internacionalmente. Tmbém por isso deixei de botar sobre o assunto e de ecoar as notícias – elas estão aí, para quem se interesse. E continuo a receber (via whatsapp e email, para além dos jornais internacionais que sigo) contínuas notícias sobre a situação em Cabo Delgado. Ou seja, a exploração empresarial dos recursos naturais não é – agora – impeditiva de que haja noticiário internacional. Bem pelo contrário (ainda a semana passada correu via telefone e nas notícias um patético vídeo no qual o actor Van Damme “anunciava” ao povo e ao presidente moçambicanos que está de partida para o país, decerto que para um qualquer daqueles filmes péssimos de guerra).
Agora o que pode dizer é que a imprensa portuguesa deixou de atentar, decerto que devido a nos últimos meses terem escasseado episódios particularmente sanguinolentos que atraiam as actuais direcções redactorais do rincão. Mas isso é outra coisa, nada tem a ver com a Total francesa ou suas congéneres internacionais.
Sobre Moçambique tenho informações diárias.
O que pretendi dizer está claro, referia-me a questões informativas. Pelo burgo não é de estranhar, mas também fora do burgo.
Sem supresa o assalto à Casa Branca de Maio de 2020 não foi notícia nem fez parte fez parte da lista de factors internacionais desse ano…
https://legalinsurrection.com/2022/01/fl ashback-may-2020-assault-on-the-white-ho use-60-secret-service-agents-wounded-pre sident-trump-taken-to-secure-bunker/
Eu sinceramente acho este o facto mais irrelevante do Ano. De quantas revoltas, invasões e patuleias deste género já a História se esqueceu? Eu acho que o facto internacional do Ano 2021 é o absoluto esquecimento pelos jornalistas da miséria e da ditadura de esquerda na Venezuela.
O facto internacional de 2021 é como sociedades ocidentais aceitaram ser aprisionadas. Mostrou que à sociedade liberal resta poucos mais anos de vida. Assassinada pela maioria dos jornalistas.
Entretanto a America da esquerda racista de Joe Biden -protegida pelos jornalistas- sofre algumas derrotas: tal-system-backs-off-race-based-treatmen t-policy-after-legal-threat/
“One of the largest hospital systems in the United States gave race more weight than diabetes, obesity, asthma, and hypertension combined in its allocation scheme for COVID treatments, only to reverse the policy after threats of legal action.”
https://freebeacon.com/coronavirus/hospi
Pois, isso não é de agora — mas este ano parece de facto a epítome da passividade cultural e política dos países ocidentais. Dir-se-ia que já foram colonizados pelos supostos oprimidos.