Hoje de manhã, no café. Diálogo de um casal, dividido entre a bica e as capas das revistas penduradas atrás do balcão:
– Já me viste aquilo do Pinto da Costa com as brasileiras?
– Já. O homem é de força! Depois de casar outra vez e tudo… coitada da Filomena.
– É para dares valor ao homem que tens. Nunca há-des passar por essa vergonha, vês?
– Pois não. Mas também nunca vou ter um Austin-Martin…


Se a maior qualidade de um homem é a capacidade de oferecer “Austin”-Martins, o fulano ideal, para essa senhora, é Bond. James Bond.
O sentido prático de uma mulher é desarmante, Pedro. Nenhuma brasileira, nem a mais desesperada por um visto de residência, pegaria no marido dela. E acho que ela sabia isso muito bem. Fiquei meia hora a rir sozinha com a resposta dela, confesso.
Eh eh eh
Será que já aderiram ao acordo ortográfico?
“Há-des” e “Austin-Martin” leva a presumir que sim.
Aliás como dizia o meu pai:
“Eu seduzi que sim”…
Valha-nos um burro aos coices.
Quanto às desventuras amorosas do PC ele lá sabe(ou não).
Claro que ninguém acredita na performance do homem, mas a côr azul dos comprimidos faz milagres.Ainda lhe dá um AVC.
Por outro lado de vez em quando crescem-lhe umas orelhinhas de osso que lhe assentam tão bem.Sim porque ninguém acredita que aquilo é só dele.Não entendo a queda dele para brasileiras,afinal as mulheres Portuguesas são do mais belo que há; só não são é tão burras…
É bom que ele se entretenha com coisas que não o futebol; o meu BENFICA AGRADECE.
O que me faz comichão é a mulher dele(a que tá no papel) andar impávida e serena. Até porque deve ter dificuldade em entrar em casa; porventura terá que entrar de lado…
De lado? Ora, ora… entra de Austin-Martin, Jorge Gabriel!
(Claro que estou a brincar, note-se. Uma mulher que se deixa comprar por um carro, por melhor que ele seja, perde a face. E nunca mais pode mostrar-se indignada com coisa nenhuma.)
Oooooh…
Mas neste caso é amor mesmo,aliás nota-se a milhas…
Mulher que se deixe seduzir à custa de contrapartidas fica sem moral para nada.Mas agora tudo se esperar não é verdade?
Sabe o que lhe digo? Eu preferia mil vezes um Aston-Martin (e até mesmo um “Austin”-Martin) ao Pinto da Costa. Gostos…
Acho que essa hipotese nem se colocaria em circunstância alguma…
Que dê, que dê…
Lá está, a vida rege-se pela lei das compensações.
(Eu não tenho sol, mas, em contrapartida, tenho o Manneken Pis à mão de semear…)
🙂
Pitucha querida, olha que com o Manneken Pis não me parece que vás longe… e ainda és acusada de pedofilia!)
🙂
Ana, só a menina para me por a googlar à procura do Austin-Martin . Sim sim, sou um bocado para o distraído no que toca a automóveis, o João Carvalho até deve estar a pensar, mas que desgraça….
:))
Eu também sou, Ariel. Mas o Aston-Martin conheço, e até eu, que não ligo nenhuma a carros, o acho uma tentação…
🙂
:)))))
;o))))))
Antes do mais… OLÁ, ANA!!
THIS IS JP!!!
Pronto, agora vamos ao que interessa:
A inveja que grassa na sociedade portuguesa, além de má conselheira, em tempo de vacas magras, tolda uma avaliação justa e isenta das qualidades desse D.Juan português, chamado Jorge Nuno Pinto da Costa.
Eternamente ingénuo, ou não continuasse a achar revigorante o Nestum com mel, quero crer que o interesse do mulherio por Pinto da Costa reside sim, numa complexa teia de actos de sedução, refinado humor, neo-cavalheirismo e, sobretudo, pujança sexual.
Levando em linha de conta, a resposta sempre pronta na ponta da língua, PC deve ser um ás no sexo oral.
Pela forma como contrata os melhores pontas-de-lança, afigura-se mestre da prospecção, adivinhando-se capaz de aprofundar as questões que mais lhe interessam.
E a fazer fé no seu envolvimento em manobras mais ou menos escabrosas, dir-se-á um digno performer das artes do Kamasutra.
Por isto, e muito mais, se explica a capacidade de PC em arregimentar para a sua cama, digo causa, “as melhores brasileiras do pedaço”.
Ou então… não é nada disto, e será apenas mitologia o fogo do dragão.
Beijos para a Ana e saudações para o resto do pessoal do “Delito de Opinião”.
Olha quem ele é! Gosto de ver-te por aqui, JP! E já tinha saudades destas tuas análises iluminadas sobre mitologia clássica.
No fundo, no fundo, tens razão: o Pinto da Costa é irresistíbel e isto é tudo inbeja…
Beijos. Aparece!
🙂
“Por isto, e muito mais, se explica a capacidade de PC em arregimentar para a sua cama, digo causa, “as melhores brasileiras do pedaço”.
Peguei nesta peça porque me lembrei das ex-mulheres do Jardel e do Deco.
E quando me lembro delas fico com a certeza que o PC realmente não percebe nada de mulheres…
Gostei de ler a sua análise. 🙂
EHEHEHEH
🙂
Toma lá um beijo e sossega.
Porque destes folhetins não é para qualquer um. Só para quem já beijou a mão do Papa!
???
Ó amigo, desculpe-me a pergunta, mas… tem a certeza de que aterrou no sítio certo?
Aterrei! Só não cheguei à parte do Austin-Martin…
Ana, desculpe meter o bedelho, mas esse tal de PC foi recebido pelo Papa em conjunto com a D. Carolina…. é a vida.
A sério, Ariel?? Não sabia dessa. Valha-nos Deus, já nem o Papa resiste a um Aston-Martin…
[E não tive nada a ver com a cena]
Ana, no caso muito específico em apreço, e tendo em conta a qualidade do protagonista principal, subscrevo a tese da segunda senhora: «vergonha» é não negociar o «Austin-Martin». ;-D
Dou-lhe toda a razão, Luísa!
🙂
Ana, uma dúvida: O ‘Austin Martin’ é um AM para brasileiras ou é um AM feito no Brasil? Cá pra mim e por via das dúvidas, só gosto dos genuinos, dos ‘made in England’. I AM, you are, and so on, and so on…
Vejamos as coisas assim, Luís: para se “limpar” perante a mulher (com quem casou duas vezes, ainda por cima) de aventuras consecutivas com brasileiras muito mais novas do que ela; de um caso escaldante que foi pasto dos media durante meses, com uma portuguesa do mesmo calibre; de inúmeros escândalos que envolvem corrupção, falcatruas sortidas e até violência… O MÍNIMO que o homem deve fazer é oferecer à mulher o carro genuíno!!
Concordo inteiramente consigo, Ana: para a ‘legítima’, só um carro genuíno. Assim, fica tudo a condizer, que é como quem diz, “fica a bater a bota com a perdigota”! Venha então de lá um Aston Martin dos verdadeiros para a madame PC, pois então!…
Dá vontade de dizer – “Não desanimes que ainda ‘há-des’ ter um ‘Rob-Royce'”!
Mas ela (a do café) valia o Austin Martin, Ana?
É que é preciso valer, não é só querer. 😉
Não sei se valia, mas merecia isso e muito mais, só por aturar o grunho que tinha ao lado! Se o visses…
Calculo que sim. E se tu o dizes… 🙂
A origem da foto:
http://bagosdeuva.blogspot.pt/2011/01/ne mesio-e-os-vinhos-da-ilha-2.html