Aos que julgam que enlouqueci talvez seja útil revelar que a imagem do meu post anterior é um código QR. Os QR codes são decifrados pelas câmaras fotográficas dos telefones móveis inteligentes, após o download de uma aplicação gratuita, e permitem ao utilizador aceder a sites, textos e outros tipos de conteúdos. Aqui está um bom exemplo do uso desta ferramenta.
Por motivos vários interessava-me saber qual era a penetração dos QR codes entre o público não especializado, e ontem criei um código em que pedia a quem o decifrasse para me comunicar a idade em caixa de comentários.
No Vida Breve, 7 pessoas responderam ao pedido, para cerca de 850 leitores entre a tarde de Sábado e o fim da manhã de Domingo (na verdade menos, porque uma parte foi dirigida por um link externo para um post específico e não foi impactada pelo código). No Delito de Opinião, 2 pessoas participaram.
Tratou-se de um teste pouco rigoroso, mas suficiente para percebermos que a penetração dos códigos QR ainda é muito baixa em Portugal. Assim se abalam as certezas de quem diz por aí que os nossos compatriotas são extraordinariamente sensíveis às novas tecnologias. O que é pena, porque me dava jeito que fossem.


Sou o anónimo que no outro post gostou de tudo. Neste, pelo contrário, gostei da imagem. Por que será?
E só duas pessoas é que participaram?
Precisa de ajuda na contagem?
Eu sei o que são. Só não respondi porque, além de ser dia santo e ser pecado fazer o que quer que seja, acho esses códigos feios como a porta de um estábulo.