– Vossa Excelência zurra?
– Por quem me toma?!
– Peço perdão: não zurra?
– Não está em questão. Só não suporto que me chame Excelência.
– Vossa Excelência zurra?
– Por quem me toma?!
– Peço perdão: não zurra?
– Não está em questão. Só não suporto que me chame Excelência.
A Biologia da Enguia. Uma fábula :
Mãe, a Suzana e o namorado apagaram a maior parte das luzes e
sentaram-se no sofá. Ele aproximou-se dela e começou abraça-la.
A Suzana deve ter começado a ficar doente, porque a cara dela começou a ficar vermelha
O namorado deve ter percebido que ela começava a passar mal, porque colocou a mão dentro da blusa dela, acho que para sentir o seu coração.Só que ele demorou muito para encontrá-lo.
Aí mãe,foi ele quem começou a ficar doente,porque os dois
começaram a ficar ofegantes, com pouca respiração. Acho que a mão dele estava fria, porque ele colocou-a dentro da saia da Suzana, que deitou no sofá dizendo que estava muito quente.
Depois de algum tempo consegui ver o que estava deixando os dois
doentes: uma enguia enorme tinha saltado do bolso da calça dele, era muito grande, devia ter uns 20 cm de
comprimento.
Foi então que a Suzana agarrou a enguia com as duas mãos, acho que
para evitar que ela fugisse, e disse que
era a maior que já tinha visto. De repente a Suzana deve ter ficado maluca, porque ela tentou comer a enguia. Colocou-a inteirinha na boca e ficou tentando engolir. Acho que enguia é uma coisa muito dura e difícil de comer, principalmente viva, porque depois de muito tempo a enguia vomitou e saiu da boca da Suzana ainda inteirinha!!! O
namorado da Suzana então, enfiou a
enguia num saco plástico, tentando sufocá-la. A Suzana tentou
ajudá-lo e deitou-se prendendo a enguia
entre as pernas, enquanto o namorado se deitava em cima dela. Eles
tentaram esmagar a enguia entre
eles. Mãe, eu fiquei assustada porque a Suzana gritava e contorcia-se toda. Depois de muito tempo os dois soltaram um suspiro de alívio. Acho que conseguiram matar a enguia, porque vi ela pendurada por baixo da barriga do namorado da Suzana.
A Suzana e o namorado sentaram-se no sofá e começaram a beijar-se e
que um raio caia na minha cabeça, se
a enguia morta não ressuscitou e viveu de novo. Eles começaram a
batalha novamente. Acho que o namorado estava cansado, porque foi a Suzana que tentou esmagar a enguia sentando-se em cima dela.
Imagino que a Suzana é muito fraquinha,
porque depois de algum tempo
o namorado pediu para ela deitar-se de bruços e voltou a tentar esmagar a enguia, mas desta vez com muita força.
Fiquei preocupada, porque a Suzana gritava muito, porém, a vontade de matar a enguia era tanta que ela gritava
“Vai,Vai, Não Pares, Não Pares!!”.
Depois de uns 40 minutos enfim o alívio: A enguia morreu!! O namorado da Suzana disse que estava todo
esfolado e jogou a pele da enguia pela janela.
Mãe, acho que as enguias são como gatos, tem sete vidas ou mais…”
Seja Vossa Incandescência muito bem (re)aparecido.
Pedro, peço encarecidamente que não crie ,comigo ,nenhum tipo de laços emocionais. Não o quero ver em sofrimento.
Queira Vossa Iminência indispor dos meus préstimos.
Expulso da aristocracia teutónica, já se estava à espera… Pelo menos o intervalo parece ter sido bem aproveitado…
Boa tarde Pedro Correia
Não sei o que o levou a esta curiosa composição.
Ainda assim, aqui do ” Chapeus ………” atrevo-me a pensar que as quatro palavras indicadas em baixo se poderão parcialmente encaixar naquilo que o Pedro Correia visa:
> INSOLENTE – que falta ao respeito, grosseiro, malcriado
> ARROGÂNCIA – exprime altivez, desprezo
> PESPORRÊNCIA – basófia, pedantismo
> VACUIDADE – ausência de ideias, vazio moral, vazio intelectual
António Cabral
Uma chapelada à sua hermenêutica deste microconto, meu caro.
Ser poliglota não significa aturar desaforos em erudito português.
Mai’nada!
Abaixo a língua dos ‘cotas’. Nem dá p’ra entender.
Vê, Pedro, como o AO90 é maligno e malino, este como em malvado??
E se for um problema de quotas?????
Sou bué contra. Tipo quotas dos cotas.
Yá, tipo, sei lá.. bué!
Este burro sabe muito bem do que zurra.
João de Brito
Como dizia a outra, “antes burro que me carregue do que cavalo que me derrube”.
Vozes de burro não chegam a excelência…