Europeias (11)


Pedro Correia,

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INICIATIVA LIBERAL: TRÊS PROPOSTAS

 

  • Incentivo à mobilidade laboral: cada europeu deve aceder ao mercado de trabalho fora do seu país de origem, sem burocracias.
  • Adopção de um sistema de equivalência total entre níveis de escolaridade nos Estados membros, facilitando o intercâmbio estudantil.
  • Defesa intransigente da retirada do Estado de todas as actividades que possam ser desenvolvidas com vantagem por um mercado concorrencial.

 

Do programa eleitoral, Liberdade, Tolerância e Prosperidade

0 comentários em “Europeias (11)”

  1. “Defesa intransigente da retirada do Estado de todas as actividades que possam ser desenvolvidas com vantagem por um mercado concorrencial”

    Pois, é neste ponto que a porca torce o rabo. Nesse “todas” pode caber tudo, e isso, meus caros, é coisa que o Vorph não apoia.

    Os neoliberais querem substituir o monopólio do Estado, pelo do Mercado, e no final do dia tudo ficaria no mesmo, mudando apenas os donos. O Estado passaria a ser uma S.A o que, a meu ver, seria pior do que um com cara e nome.

    1. Pode dar o exemplo da banca: a CGD é de todos nós e no entanto é o forróbódó que se sabe e até se conhecem as caras de antes e de agora.

      1. Veja quanto foi posto no BPN/BES/Banif Eu sou um capitalista à moda antiga. Se falir, faliu, fecha-se, seja banco, ou um quiosque.

        Vorph

    2. O estado facultar o acesso a, não implica necessariamente ser o dono de qualquer coisa. Muito menos dos cidadãos. Digamos que um estado liberal educa muito bem a população acerca dos malefícios do açúcar, e o nosso impõe proibição. É opressor e não conselheiro. Quer proteger-nos de nós mesmos, e esse é um caminho que leva sempre à opressão. Por definição é opressão.

        1. É taxado nas soft drinks, incluindo e aparentemente nas que não têm. A partir de que momento uma taxa é uma punição é caso para debate.

      1. Pois…mas pelo que vou vendo quando a coisa é privada é proibitiva, para muitos, a sua acessibilidade. Veja por exemplo quanto se paga por um seguro de saúde.

        Saúde, Segurança, Educação, devem continuar a ser garantidos a todos de forma gratuita e universal. Sou também defensor de um Banco Público e de uma Segurança Social do Estado. Quanto ao resto, deixo ao “mercado”, excepto alguns dos Serviços básicos e estratégicos, para um País, como o fornecimento de Energia, Água, e Comunicações…..afinal sou menos liberal do que estava à espera…até ia pôr
        na esfera do Estado alguns sectores ligados à produção alimentar….mas é melhor não.

        1. Não estou tão longe de si como pensa. Em primeiro lugar, Portugal é um país pobre. Seria mais fácil implementar uma sociedade liberal num país rico. E aí temos um problema, quem vive do Estado quere-o grande, e quer manda quer um país pobre. Cidadãos pobres precisam do Estado. É um loop.
          Portanto, são processos por etapas. Digamos que quando muitos puderem escolher entre seguros de saúde privados ou estatais, ambos vão ter que melhorar. O essencial será chegar a um ponto em que a maioria possa escolher.
          Em relação a sectores estratégicos e essenciais, o ideal seria o Estado ter uma presença residual, mas tão eficiente que elevasse a fasquia e tornasse a vida difícil à concorrência. Tal como estão fazem um favor à concorrência.
          E é preciso notar que garantir serviços básicos não implica necessáriamente ser dono, há nuances, veja o que se passou com a EDP, os americanos têm a rede eléctrica privada, mas tem de pertencer a americanos. Era bom que a nossa estivesse nas mãos de portugueses, não necessariamente pública. De qualquer modo, o Estado deve, sempre que haja necessidade estratégica, ressalvar o direito a intervir – emergência nacional, por exemplo.
          Chegar a esse ponto implica mudar o Estado, mudar o paradigma do apoio do Estado. O melhor apoio que o Estado poderá dar é não atrapalhar. Regular, fiscalizar, não permitir abusos. E deixar o resto.
          Talvez eu também não seja tão liberal assim…

  2. Desde o 25 de Abril passaram 45 anos. 45!!! . Tempo mais que suficiente para que os 3 partidos que tem governado tirassem o país da cauda europeia.
    Está na altura do paradigma político mudar. A bem ou a mal.

    CUNHOVSKY

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