

“Eu sou o desconforto” (falta ao título jornalístico o óbvio ponto de exclamação) não é apenas o catasfioresco trinado “rio-me de me ver tão bela neste espelho”. É mesmo uma proclamação bíblica, a sublinhar uma desmesurada autopercepção.
Desde Bruno de Carvalho que o país não tinha uma personagem destas. A imprensa delira, as redes sociais fervilham. Alguns demagogos (ainda) rejubilam. Vem aí o Natal. Depois o delírio continuará. Até (nos) cansar.

Não percebo as críticas ao Livre e Chega. São partidos de protesto. A malta vota neles para “ver o circo pegar fogo”, para barafustarem, não para governarem. Alguém queria Joacine ou Ventura como PM? Para chamarem os Ministros Mamadu, Octavio Machado ou Pedro Guerra?
É para isto que foram eleitos, é isto que fazem.
A mim não me deixa nada desconfortável. Quanto ao protesto… acabamos de ver até onde vai. Dado que a História não é o forte dela, alguém faça a caridade de lhe lembrar o papel que os novos amiguinhos dela tiveram no tráfico de escravos.
” novos amiguinhos dela tiveram no tráfico de escravos.” Os novos amiguinhos dela não tiveram papel nenhum na escravatura. Quando nasceram a escravatura tinha sido abolida há muito.
Mais uma que faz parte da carneirada que não alinha com a carneirada.