DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Luís M. Jorge: «Os dados recentes sobre o agravamento do défice das contas públicas e do saldo negativo da balança de transacções correntes, bem como a confirmação do crescimento da taxa de desemprego para 18,3 por cento, não desencorajam o primeiro-ministro,  que se mostra determinado e confiante no rumo que traçou para o país. Atribuindo os maus resultados pontuais à persistência da crise internacional, José Sócrates recordou que está previsto um crescimento de 0,2 por cento do PIB em 2018, uma consequência evidente das iniciativas encetadas pelo Governo.»

 

Paulo Gorjão: «Julgo que se estão a fazer leituras apressadas e erradas do que aconteceu no Parlamento na sexta-feira. A votação coordenada do arco que vai do BE ao CDS, pura e simplesmente, não é sustentável no tempo. Se fosse significaria que não havia divergências entre si e o feitiço acabaria por se virar contra o feiticeiro. O que se passou foi uma mera manobra de dissuasão. Um alerta severo ao Governo.»

 

Eu: «Se fosse no Porto, onde o bairrismo é uma bandeira, bastaria a suspeita de que estaria em marcha uma operação lesa-ecologia como esta para Sá Fernandes encontrar pela frente uma acção de embargo, que lhe pudesse travar o passo. Ele sabe bem o que isso é, aliás: antes de fazer parte do poder camarário distinguiu-se como o maior embargador da capital. Não na defesa dos interesses da cidade, como agora se comprova, mas na defesa dos seus interesses políticos.»

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