
Transitaram da “emergência” à “calamidade” – escolha absurda das palavras. Como se ignorassem o idioma.
Mantiveram o “dever geral de recolhimento”, para todos nós, como se isso fizesse algum sentido no momento em que apelam quase em desespero à vinda de turistas ingleses. Como se uma coisa jogasse com a outra.
Mantiveram o “uso obrigatório da máscara em locais públicos” enquanto fingem não ver milhares de britânicos sem a dita, todos amontoados e bebendo no centro histórico do Porto como se não houvesse amanhã, a pretexto dum jogo de futebol aberto a pelo menos 16.500 estrangeiros enquanto a presença de portugueses em estádios permanece interdita. Como se fôssemos cidadãos de segunda no nosso país.
Anunciaram que os adeptos britânicos estariam confinados a “bolhas de segurança” enquanto largos milhares de súbditos da Rainha deambulavam como queriam e faziam os distúrbios que entendiam, motivando críticas até do Presidente da República. Como se os anúncios do Governo não devessem ser levados a sério.
No fim, remetem-se ao silêncio. Como já tinha acontecido aqui e aqui, entre muitas outras ocasiões.
Eis uma estranha forma de governar.

Só ficam em silêncio porque sabem que têm a proteção da comunicação social… Hoje a CS fala sobre o assunto porque dava muito nas vistas não falar, mas amanhã já estão com as suas técnicas a branquear as ações do Governo… Não se passa nada…
A culpa agora não é do Governo, é da comunicação social…
Como se estas ligações para notícias que trago aqui, no suporte deste texto, não fossem todas da comunicação social.
Para lá do Presidente a única noticia que colocou que tem uma critica ao Governo é…Espanhola.
Notícia é notícia, opinião é opinião.
A notícia não tem de ser crítica. Tem de relatar factos.
Os juízos críticos vêm depois.
Para elaborar a minha opinião crítica baseei-me em notícias, todas mencionadas aqui.
Não me baseei em boatos nem em tretas das redes.
Sabe bem que o que se refere aqui é o jornalistas se recuarem a desenvolver uma notícia grave. Quem chamou especialistas para analisar este caso?
Aquele título do jornal Espanhol nunca o veria cá.
Uma da tácticas do jornalismo quando se critica o governo da esquerda é particularizar quem critica. Enquanto se for outro governo estão todos pronto a generalizar a critica como se fosse o país em uníssono que a faz.
Você não imagina, por exemplo, que o Observador não publicaria um título desses?
Claro que sim.
Tá-se Bem !
O outro fala assim. Come sílabas.
É um glutão.
Como se ignorassem o idioma.
Ora vejamos… eles ignoram o idioma.
Alguns não fazem sequer a mais remota ideia. Não devem ler sequer um livro em português desde que saíram da escola. Vivem obcecados com benchmarking, stakeholders, team building, CEOs e merdícolas quejandas.
merdícolas quejandas
Bem… esta já é de nível 5!
A estranha forma de governar só existe por causa da estranha forma de noticiar.
O Governo não governa para os portugueses mas para os jornalistas e editores socialistas que estão no : Expresso, Publico, SIC, TVI, RTP etc.
Só quando há criticas sérias vinda daí é que o Governo corrige qualquer coisa. O únicos factos que interessam são os que aparecem nesse eixo Governo-Media. O resto do país é como se não existisse.
Você não perde uma oportunidade para elogiar Costa, que enche essas redacções de “editores socialistas” – inclusive em jornais e rádios e televisões assumidamente “de direita”.
Da mesma forma, não perde uma oportunidade para desancar o putativo “líder da oposição”, incapaz pelos vistos de ter um só editor afim seja onde for, de acordo com a sua lógica.
Não vejo nada de estranho nesta forma de governar. Seria estranho se na realidade tivéssemos governo.
Costa e os seus adeptos são governados por Bruxelas e pela UEFA. Mas isto já ocorria antes com o PP e PPC.
Os adeptos ingleses, guests em Portugal, estão aí para nos mostrar que afinal não temos epidemia de covid, mas sarna. Sabe bem coçar a sarna inicialmente. Porém com tanto coçar começa a fazer ferida.
Costa e os demais correligionários neofascistas descobriram uma forma de governar: fazer leis. Agora vem aí uma lei que dará trabalho a todos e matará a fome ao mundo; ele descobriu que o problema reside na lei laboral. Muito inteligente.
Entrementes aguarda o dinheiro caído de Bruxelas, pois as nuvens não produzem e não lançam para a terra tal bem, “para gerir a crise” que até agora não foi capaz.
Havia um ditado popular que dizia: quando um homem não sabe até os tomates lhe atrapalham. Todavia, com as feministas a pretenderem tê-los, isto acabará numa salada sem gosto.
Bravo. Bela analogia.
Tem aqui um fã, Vento. Aproveite-o bem. Eles são raros.
Obrigado, Pedro Correia. Registei a lembrança. Não esqueça que temos aí os santos populares e é época da sardinha.
Ao fã envio um abraço em nome dos machos que restam na nação.
Atenção, mantenham a distância de segurança nos Santos Populares.
Isto é um governo que se diz “verde” para justificar o taxar, ultrapassando o limite do razoável, os combustíveis necessários para quer trabalhar, quem quer produzir genuína actividade económica.
Os bilhetes de avião e as estadias foram pagas no RU. Por outro lado autoriza semelhante movimentação, injustificada, claramente “anti- verde”: a poluição de dezenas de aviões, centenas de taxis e “transferes” e tudo o que se viu.
Isto em pleno surto de uma pandemia que obriga as populações indígenas a “lockdowns” agressivamente policiados em praias e arejados restaurantes.
Decididamente um má administração dos interesses da grande maioria dos portuguêses.
A versão internacional da velha máxima socialista:
“Para os estrangeiros tudo, para os portugueses, aplique-se a lei”
Sim, foi o que escreveu o João Pereira Coutinho. Faz todo o sentido.
Por aqui se vê que o governo acredita tanto na eficácia destas medidas como eu. Ou seja, nada. Bolhas, máscaras em espaços exteriores, regras para isto é para aquilo. Todas estas medidas servem apenas para controlar a populaça (que não só aceita mansamente como ainda aplaude).
Empurrar com a barriga é o lema de Costa. Aproveita o facto de Rio não existir. Facilita muito.
Marques Mendes fez uma apreciação que subscrevo. Isto é um governo de um só homem.
De facto, Cabrita só não diz disparates quando acabou de sair de uma reunião com Costa e o mesmo se pode dizer da ministra da Saúde ou do do Ambiente. Como Costa está ocupado com a presidência portuguesa, o desnorte torna-se notório. A ministra da presidência – que tem ou deveria ter especiais responsabilidades políticas – vem anunciar ao país que está tudo bem porque os ingleses vêm em bolhas. O secretário de Estado da Saúde vem anunciar que a vacinação vai ser reforçada em Lisboa, para ser demonizado por Rui Moreira e desmentido pelo vice-almirante.
Enfim, um tempo de eleição para os humoristas.
Concordei com o que Marques Mendes disse esta noite na SIC.
Com o governo de um só e em desnorte generalizado, concordei; como também concordei que PPC se quisesse recuperava o PSD mas que não ganharia com maioria em 2023.
Mas de que o MEL foi um flop e só beneficiaram Ventura e Costa fica-me alguma dúvida. Costa pode de facto ter ganho com o espectáculo de uma direita dividida mas as críticas de todos e explícita ou implicitamente de alguns socialistas ilustres, não lhe foi favorável. E o elogio que MM fez à IL de Cotrim de Figueiredo – o único que tinha propostas concretas para a governação – contradiz a afirmação de que só Costa e Ventura beneficiaram.
Como habitualmente, depois mudei para a TVI para ouvir Portas que de longe prefiro como comentador. Ambos criticaram a DGS mas Portas foi mais sóbrio e o exemplo que deu com a Astra-Zeneca acabou por ser mais claro e, neste caso, demolidor. Recordo a frase sibilina: a DGS deve saber qualquer coisa que a EMA e a OMS desconhecem.
Mas mais estranha, para com esta estranha forma de governar, é não haver uma oposição que se afirme com tal.
Uma coisa está directamente ligada à outra.
Mantiveram o “dever geral de recolhimento”, para todos nós
Isso é um dever meramente nominal. Na prática, ninguém controla tal “dever”. É um falso dever.
Como se fôssemos cidadãos de segunda no nosso país.
Não. Qualquer pessoa pode, em geral, fazer aquilo que os britânicos fizeram. As pessoas que o quiserem andam sem máscara na rua (eu ando sempre sem ela). As pessoas que o quiserem podem passar o dia todo na rua.
Mantiveram o “uso obrigatório da máscara em locais públicos”
Esse é outro dever meramente nominal. Na prática, só usa máscara na rua quem quer, ninguém obriga a usá-la. É um falso dever.
A única coisa que foi permitida aos britânicos e que não é, em princípio, admitida aos portugueses é juntarem-se em grandes grupos num bar, beberem álcool fora do bar, e, claro, assistir a um jogo. Mas, mesmo as duas primeiras dessas coisas, muita gente faz.
O Pedro Correia deve ter os olhos muito tapados, se acredita que todos os portugueses cumprem os “deveres” que o governo diz existirem. Eles não cumprem, nem as autoridades os impõem.
Ontem passei toda a tarde num jardim público a apanhar sol. Estavam lá muitas outras pessoas, em geral estrangeiras mas também bastantes portuguesas. Muitas delas tinham garrafas de cerveja ou cidra consigo, e bebiam. Para todas aquelas pessoas (incluindo eu) não havia recolhimento nenhum nem proibição nenhuma de beber álcool na rua. A polícia sabe perfeitamente que aquelas pessoas lá estão, porque estão lá todos os fins de semana, mas não incomoda. As proibições e os deveres são somente nominais.
Basta dar um passeio pelas ruas de Lisboa para encontrar por todo o lado garrafas vazias de bebidas alcoólicas, que as pessoas consomem na rua e depois pousam a garrafa ao deus-dará. A proibição de beber álcool na via pública é uma treta. Tanto para portugueses como para estrangeiros.
Olá. Por coincidência, estive no Porto nestes dias de Prorsum Party. Como não tenho partido, clube nem agenda, sou simultaneamente crítico em relação ao que me parece criticável, mas essencialmente abrangente, talvez abusando da expressão cá como lá, les uns et les autres. Pequeno recital sobre Sociologia moderna: Olá D. Cristina, então como vai o negócio? Olhe a cidade não tem pessoas e os clientes habituais estão em teletrabalho… Eu já sabia, porque fui aprendendo à custa de muitas cabeçadas, que o Povão e os Doutores se mexem e remexem segundo dois grandes Princípios, Medo e Ganância. O resto , como se diz, é penálti!, perdão, História. Num tempo de citações, prefiro a minha que não é minha, prognósticos só no fim. Obrigado. 021/05/que-horror-tantas-ligas-campeas-d e-faca.html
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Estranha forma? Porquê estranha, quando é tão normal?
Os homens, perdão, indivíduos (pessoas? human@s? seres sentientes?) aparecem por cá para fazer despesa, e ainda tinham de levar paulada só porque não cumprem as leis que uns políticos do fundo da Europa resolveram impor ao povo nativo Ora, o cliente tem sempre razão, e se o cliente quer beber na rua, sem máscara, quem é o sô guarda para o impedir.
Ou como dizem, chamam-nos, agora aturem-nos. Os turistas, e os socialistas do Governo.