Estranha forma de governar


Pedro Correia,

 

31 de Outubro, 19.42:

Primeiro-ministro anuncia ao País que eventos com mais de cinco pessoas (salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar) ficam proibidos, tal como a realização de feiras e mercados de levante.

 

1 de Novembro, 13.38:

Com esta proibição, «fecham as feiras e mandam os portugueses para recintos fechados até às 22h00», acusa representante dos feirantes, considerando esta decisão «uma vergonha».

 

2 de Novembro, 13.01:

PCP questiona Governo sobre a decisão de proibir de forma geral e indiscriminada todas as feiras e mercados de levante como forma de combater a pandemia.

 

2 de Novembro, 14.01:

Federação de feirantes acusa o Governo de lhes «tirar o pão» e convoca manifestação para Lisboa.

 

2 de Novembro, 15.44:

Directora-geral da Saúde justifica encerramento das feiras devido à pandemia: «Relativamente à questão das feiras versus o comércio mais tradicional, isso tem a ver com este período de excepção.» 

 

2 de Novembro, 17.41:

Feiras e mercados de levante vão poder realizar-se mediante autorização das autarquias. Governo muda de ideias horas depois de Graça Freitas ter defendido o contrário.

 

2 de Novembro, 17.58:

«Não conheço surtos associados às feiras. São espaços exteriores», diz presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia.

 

26 comentários em “Estranha forma de governar”

  1. A Desgraça Freitas levou nas orelhas. Oxalá leve mais. Muito mais!

    O PCP fez o seu papel de defender os ciganos das feiras. O Chega não deve estar contente.

    1. Acho que tem de se informar melhor.
      O chega não quer prejudicar os ciganos das feiras, pois esses estão a trabalhar. Só está contra aqueles ciganos que não trabalham, recusam empregos, vivem do crime e ainda usufruem das prestações sociais e das habitações sociais e de um sem número de isenções e ainda se dão ao luxo de não cumprir com as regras básicas da vida em sociedade e com a lei. Como casamentos de menores, impedimento de menores frequentarem a escola, impedimento das raparigas terem formação escolar e superior, impedimento das mulheres tirarem a carta de condução. Mais o não cumprimento de preservar as habitações que o estado lhes cede, o de não pugnar pela higiene das crianças, pelos actos básicos de salubridade e higiene públicas..
      Contra esses, até os ciganos cumpridores estão contra.
      O CHEGA não está contra os ciganos todos, está contra estes. E quando se diz contra, quer-se dizer que quer que se exijam mudanças e correção de comportamentos, não que sejam fuzilados.
      E o mesmo se aplica a todos os não ciganos que fazem as mesmas coisas.

      AL

  2. Acrescente à lista esta pérola:
    “Restaurantes com take away podem encerrar à 1h00 nos concelhos de risco”

  3. O meu bom amigo e presidente do mundo, Donald Trump, resolverá o problema dos covids com umas vacinas fantásticas. Entretanto as eleições, oficialmente, ocorrem neste dia. Mas os resultados só serão conhecidos daqui por uma semana.

    Logo pela manhã conversava com um covid amigo meu que me dava conta das politicas discriminatórias a que vinham sendo sujeitos em Portugal e na Europa. Estes lamentos eram acompanhados por comparações: dizendo que a Europa e Portugal estavam longe do sonho americano, em particular nos USA e o Brasil, que seus companheiros covids viviam. Dizia-me também: aquilo é que é liberdade e convivência pacifica.

    Dei-lhe razão, e afirmei que a historieta de Portugal ser um país de acolhimento era conversa para roteiro turístico. E deixei o meu compromisso de ser amigo dele e até mesmo de apresentar sua causa no Delito de Opinião.

    Se este governo persistir em evitar o convívio entre a população e os covids de forma natural é muito provável que eles desistam do país. Disse-me ainda que não compreende como um país governado por Bruxelas adopte medidas contrárias à constituição e liberdade de seus próprios cidadãos.

    Por último, desinfectamo-nos com gel de cabelo e despedimo-nos desejando felicidades e boa sorte.

  4. Ter ciganos a porta de casa é que não, por isso é melhor que eles façam as feiras, e os mercados, senão ainda passam para os assaltos.

    Mas pior que isto tudo é o PCP dizer através do líder Geronimo que o comício em final de Novembro vai-se realiza. Esta pandemia de negacionistas continua a não respeitar as famílias enlutadas.

  5. “Matos Fernandes não conhece nenhum caso de infeção nos transportes”

    A hipocrisia tipo dêm-lhe bolos….

    A.Vieira

  6. A pulsão de proibir por proibir está em muitas pessoas e é pena como muito “profissionais de saúde” têm uma visão tão focada só no vírus.

    Aqui o que se pedia é que a DGS tivesse resposta para a questão: Qual o custo medico por não se realizarem as feiras. Porque há também um custo médico por as pessoas perderam a sua actividade, trabalho/ir ás compras, movimento, ar livre.

    Estudo da Universidade Nova sobre o excesso de mortes, note como o excesso não ultrapassa os dois desvios padrão de 16 Março a 30 de Setembro

    https://barometro-covid-19.ensp.unl.pt/wp-content/uploads/2020/11/excesso-de-mortalidade-colateral-temperaturas-e-no-de-atos-02.112020.pdf

    e como as semanas em que o desvio padrão aconteceu foi um período com baixas mortes por COVID.

    Os investigadores consideram que o excesso de mortes só em 32.5% se deveu ao COVID sendo que a possibilidade que aventam para as outras é o não utilização de cuidados médicos.

    lucklucky

  7. ESTRANHA FORMA DE PRESIDIR
    Sr. Presidente da Republica, se considera que é o principal culpado, afirmação sua, só lhe resta anunciar a sua renuncia ao cargo que ocupa.
    Já!

  8. Pois eu apesar de perceber a questão dos feirantes,a sua sobrevivência, compreendo a posição do governo.Vão á feira relógio e vejam o ” distanciamento físico e medidas de higiene”.Sinto mais segurança numa loja ou super.

  9. Este Ricardo Mexia não devia estar a tratar de doentes? Leva a vida a aparecer nas TV. Cada vez que há uma decisão, lá vem ele dar bitaites. Já não há pachorra.

    1. Quem leva a vida a aparecer na televisão é a senhora que ainda está à frente da DGS. E que acaba de ser desautorizada, uma vez mais, desta vez a propósito das feiras e mercados.
      Caramba, são umas atrás das outras.

      1. Depois dos comentários sibilinos do PR – assumpção de erros, … que os houve; comunicação esforçada e bem intencionada, … mas ineficaz – ficaram a Desgraça Freitas e a Marta Tremido.

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