
Adolfo Mesquita Nunes: «Diz-se muitas vezes, a propósito da obstinação do primeiro-ministro, que José Sócrates não desiste nunca de nada. Discordo: há muito que José Sócrates desistiu do país.»
Ana Vidal: «Vale a pena ler esta apresentação de “Divórcio em Buda”, uma história que abriu caminho à oitava maravilha que é “As velas ardem até ao fim”, de Sándor Márai. Ana Cristina Leonardo tem razão: quem pega num livro de Márai nunca mais consegue abandonar o autor. Comigo aconteceu, e embora me tenha estreado logo com a obra-prima, não deixo de encantar-me sempre que leio qualquer outro dos seus livros. Vou a correr ler este, que não conheço.»
João Campos: «Chegou o tinto, chegou o branco, e chegaram umas belas entradas. Peço desculpa pela lamentável falha descritiva na ementa: a verdade é que não sei o nome da maior parte das iguarias que chegaram às nossas mesas (houve bacorinho e houve polvo, mas, tanto quanto sabemos, não era o falecido Paul; pelo menos – corrijam-me se estiver errado – ninguém começou a adivinhar os resultados da selecção espanhola, ou, vá lá, do Sporting). A verdade é que num jantar destes, a refeição em si acaba por ser secundária. O que de facto importa é a companhia – e essa, como sempre, foi a melhor.»
João Carvalho: «Algo está já a mudar: Sócrates disse ontem que o TGV sempre é para avançar, portanto hoje era dia para dizer que o TGV vai ser suspenso. Mas não disse. O mundo mudou muito nestes dois dias.»
José Adelino Maltez: «Na actual metafísica da madrasta Europa, porque não há vida para além do défice, só barrosais, sarcoisas, berlesconices, sapateiros, camarões e sousas, nos passos da senhora… E me dói saber que o reino lusitano já não é cabeça da coisa toda. Nem sequer já tem a dita, mesmo sem alta velocidade.»
