Depois do que o economista Silva Lopes disse e repetiu ontem às 21h na SIC (“É errado e mentiroso dizer que a culpa é deste Governo“, uma vez que desde 1990 que a despesa continua a crescer), é natural que o PSD se vá abster na votação do PEC. É normal que assim seja. Na bancada do PSD quando se está contra o caminho é a abstenção para a seguir se criticar. Vamos ver como é que Passos Coelho vai gerir esta abstenção e quantos dos actuais deputados virão depois dizer que estavam contra.
P.S. Devo esclarecer que não tenho nada a favor deste PEC e que entendo que há outros caminhos que deviam ser seguidos para que os remediados deste país não continuassem a pagar os erros sucessivos do politicamente correcto da sua classe politica.

Alberto João diz que o PSD é um saco de gatos; eu vou mais longe e digo que a assembleia da república é que é um verdadeiro saco de gatos…
Embora não seja militante do PSD, começo a sentir-me traído.
Se a sensação se confirmar, então só me resta dizer: nunca mais!
Fazes a síntese perfeita, logo no título. A síntese perfeita de uma nulidade política.
Sendo responsabilidade de todos os que governaram de 74 para cá,não haja dúvida que quem governou de 95 até agora leva a maior fatia da responsabilidade.E aí,o PS “abarbatou” a coisa, de 95 a 2001/2002 e depois de 2005 até agora. Dito isto,é evidente que a atitude do PSD nesta PECegada é igual a tiro na frota inteira da batalha naval e tudo ao fundo !!
Eu bem pedi,deslarguem-me a paciência…
caro Fernando Antolin , de 1990 a 1995, passaram-se cinco anos que convém não apagar do mapa, é só fazer as contas… também será bom reconhecer quem criou “o monstro” e quem, sucessivamente e sem qualquer sucesso pugnou por medidas a tempo para acabar com ele, é só vasculhar um bocadinho no pensamento e nos propósitos falhados e alguns ministros das finanças de 1990 até 2010… Este país não tem remédio, se tivesse, em democracia, há muito que teríamos encontrado a formula, digo eu.
Eu faço as contas de 1974 até agora, com 1990/95 pelo meio. Sabe qual a frase mais ouvida, dita pelo primeiro governo constitucional, até agora? “Os portugueses têm que fazer mais um sacrifício , mais uma vez temos que apertar o cinto”. Quando não houver cinturas, apertamos o quê?-pergunto eu. Saberá certamente quem era o PM da altura ou não? Desculpe a intromissão, mas não se pode atribuir mais dez tostões a um e menos 1€ a outros!!!
Gostava que desses exemplos de outros caminhos, pois é lógico que este caminho não nos leva a lugar nenhum e que os portugueses estão cada vez refêns de uma suposta Europa com a qual divergimos cada vez mais.