Estou com eles, obviamente


Pedro Correia,

António Arnaut, António Bagão Félix, António Pinto Basto, António Victorino d’ Almeida, Diogo Freitas do Amaral, Isabel Pires de Lima, João Braga, Joaquim Pessoa, José da Câmara, José Pacheco Pereira, Lena d’ Água, Lídia Franco, Manuel Alegre, Maria João Quadros, Miguel Sousa Tavares, Miguel Tamen, Olga Prats, Pedro Abrunhosa, Pedro Barroso, Rão Kyao, Raul Miguel Rosado Fernandes, Teolinda Gersão, Vicente da Câmara, Vítor Aguiar e Silva

Estou com eles, obviamente. Por uma acção popular no Supremo Tribunal Administrativo contra a aplicação do chamado “acordo ortográfico”. Que potencia aberrações como esta e esta. E até esta, capaz de pôr os olhos em bico a muitos acordistas: «Otimizar a recessão» (???). Manifestações de analfabetismo galopante, por vezes com chancela oficial, a todo o momento e a toda a hora.

 

Leitura complementar: Despachar o português: o dever de recusa.

36 comentários em “Estou com eles, obviamente”

  1. De pleno acordo!…… É inadmissível que a nossa língua deixe de ser o era e passe a ser o que não deve ser.

  2. A histeria jornaleira chegou ao ponte de esse outro jornal de referência chamado Público ter substituido “PHILAE” por “FILE” nas notícias sobre a visita ao amigo cometa.

      1. Também me custa a perceber porque é que por aí há tantos (só) Vitorinos e um que é Victorino. Devia cortar o cabelo e o c, como o pároco de Canelas.

  3. Acho curioso o pormenor de ser contra a aplicação do AO “no ensino público”. Isto apesar de eu achar difícil ensinar os estudantes do ensino público que se escreve Egito (palavra explicitamente referida no AO) e Egípcios. Já quanto aos do privado, a conversa será outra…

    1. É algo para mim mais indecifrável do que a egiptologia. Tal como ler nuns órgãos de informação de um determinado grupo editorial a palavra ‘sector’, escrita correctamente, enquanto outros meios de informação do mesmíssimo grupo preferem escrever ‘setor’.

      1. No comentário acima: …ensinar aos estudantes…

        E ensinar que receção se diz recepção mas que recessão se diz recessão também deverá ser dificultoso…

  4. Já nos tinham oferecido a Lei do Menor Esforço, complementam agora com esta atrocidade que mutila o Português como língua mãe de tantos dialectos. Qualquer dia, em vez de os filhos adquirirem os nomes de familia dos progenitores, serão estes últimos quem terá que se vergar aos ditames da prole… e vergonha, não há por ai um resto ?

    1. A verdade, Dulce, é que passados todos estes anos (o AO já vem de 1990), ninguém sabe escrever segundo as normas acordísticas. Ninguém mesmo. Daí muita gente recorrer aos “conversores ortográficos” brasileiros, que impõem a grafia de lá à revelia do próprio “acordo”. Isto gera a proliferação de “fatos” e “contatos”, por exemplo. Resultado: após o extermínio das chamadas “consoantes mudas”, segue-se agora o massacre das consoantes bem sonoras, como na palavra “bactéria”, que não tarda muito começa a ser pronunciada “batéria”. Como muitos já por cá pronunciam “contato” em vez de contacto”.
      Cereja em cima do bolo: o ‘Diário da República’ tem vindo a tornar-se um espelho do analfabetismo ortográfico dominante. E ninguém parece corar de vergonha.

  5. Eu até aceitaria algumas modificações na escrita do Português, mas nunca estas e jamais qualquer acordo com qualquer outro país. Quem quiser falar Português é livre de o fazer, mas os acordos são, por definição, contra natura. Isto é tão óbvio que nem precisa de ser explicado.

    1. Alguém imagina os norte-americanos a imporem regras de escrita aos ingleses? Ou os mexicanos a tentarem o mesmo junto dos espanhóis? Nem por sombras. Mas no processo que conduziu ao ‘acordo’ tudo ocorreu ao contrário, com os decisores políticos daqui a tentarem ao máximo agradar aos brasileiros, à revelia da comunidade científica portuguesa.
      Tiveram a paga que mereciam: o Brasil tem adiado a aplicação do ‘acordo’ e provavelmente nunca o aplicará. Como, de resto, aconteceu com o acordo de 1945. Eles escrevem como entendem – e fazem muito bem.

  6. Ainda bem que está com eles! Eu também. Mande a sua carta para o Supremo Tribunal Administrativo porque sem isso não adianta dizermos que apoiamos esta iniciativa popular. E, já agora, podia divulgar aqui no blog. Obrigada pela atenção.
    Isolete Calheiros

    1. Bem, aqui no blogue estou eu a divulgar já esta iniciativa. Não tenho no entanto mais qualquer indicação. Não sei sequer se há algum endereço em linha para receber assinaturas. Se puder fornecer-me mais informações, agradeço.

      1. Foi criado um “evento” no Facebook pelo Hugo Paiva para incentivar a adesão à acção popular. Pode também ver na minha página. Copiei de lá.
        Isolete

        Formulário/Requerimento para adesão à acção judicial popular contra a “aplicação” do AO90 ao sistema de ensino público.
        a) “Supremo Tribunal Administrativo
        1.ª Secção
        Proc. n.º 897/14
        Venerandos
        Juízes Conselheiros,
        […], residente em […], portador do cartão de cidadão número […], titular do número de identificação fiscal […],
        Tendo tomado conhecimento da presente acção popular, Processo n.º 897/2014, por anúncio publicado,
        Vem, nos termos do disposto no artigo 15.º da Lei da Acção Popular, aderir à acção popular, aceitando-a nos termos em que se encontra e aceitando ser representado pelos Autores.
        O Requerente
        |ASSINATURA|
        b) Instruções:
        1) Fazer o “download” (do doc. dos “Ficheiros” do Grupo) https://www.facebook.com/groups/178207905663865/
        ou copiar o texto transcrito acima para um documento do Word ou outro processador de texto;
        preencher no computador; imprimir; ASSINAR. +datar
        Fazer o favor de enviar para a seguinte morada:
        “Supremo Tribunal Administrativo
        Rua São Pedro de Alcântara, n.º 75
        1269-137 Lisboa”.
        (P.S. – O formulário poderá também ser enviado por email, para: correio@lisboa.sta.mj.pt. Mas tal mensagem não dispensa o envio por correio, no prazo de 5 dias).
        O Requerente
        |ASSINATURA|

        O documento pode muito bem ser copiado à unha, para quem não tiver acesso a outros meios.

        https://word.office.live.com/wv/WordView.aspx?FBsrc=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fdownload%2Ffile_preview.php%3Fid%3D479870398819399%26time%3D1416343589%26metadata&access_token=100003576717469%3AAVJevzmoAODVLZDdCXG-0euafMjsg8nqP3k62oqyKcje8A&title=Requerimento+de+adesão+dos+titulares+dos+interesses+5.doc

          1. Promover essas iniciativas pelo feicebuque é que não me parece lá grande ideia.

  7. O Pedro confunde uma alteracao da ortografia com manifestacoes de analfabetismo galopante. Como se uma modificacao da ortografia pudesse facilmente fazer aumentar ou diminuir o analfabetismo.

    1. As árvores julgam-se pelos frutos. O AOLP tem vindo a ampliar e a potenciar o nosso ancestral analfabetismo ortográfico (há quem prefira o termo “iliteracia”, mas eu detesto eufemismos).
      Basta consultar o Diário da República e certos jornais para verificar isso.

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