António Arnaut, António Bagão Félix, António Pinto Basto, António Victorino d’ Almeida, Diogo Freitas do Amaral, Isabel Pires de Lima, João Braga, Joaquim Pessoa, José da Câmara, José Pacheco Pereira, Lena d’ Água, Lídia Franco, Manuel Alegre, Maria João Quadros, Miguel Sousa Tavares, Miguel Tamen, Olga Prats, Pedro Abrunhosa, Pedro Barroso, Rão Kyao, Raul Miguel Rosado Fernandes, Teolinda Gersão, Vicente da Câmara, Vítor Aguiar e Silva
Estou com eles, obviamente. Por uma acção popular no Supremo Tribunal Administrativo contra a aplicação do chamado “acordo ortográfico”. Que potencia aberrações como esta e esta. E até esta, capaz de pôr os olhos em bico a muitos acordistas: «Otimizar a recessão» (???). Manifestações de analfabetismo galopante, por vezes com chancela oficial, a todo o momento e a toda a hora.
Leitura complementar: Despachar o português: o dever de recusa.

De pleno acordo!…… É inadmissível que a nossa língua deixe de ser o era e passe a ser o que não deve ser.
Gosto destas mobilizações que ultrapassam trincheiras. Sobretudo quando são em prol de um bem comum como é a língua portuguesa, património de todos.
A histeria jornaleira chegou ao ponte de esse outro jornal de referência chamado Público ter substituido “PHILAE” por “FILE” nas notícias sobre a visita ao amigo cometa.
???
Julguei que fosse para nacionalizar o Novo Banco ou a PT.
Como dizia o outro, para pior já basta assim.
Também eu! E cabe também a cada um de nós resistir a esta aberração.
Já agora, a propósito
http://www.publico.pt/portugal/noticia/d espachar-o-portugues-o-dever-de-recusa-1 676255
Obrigado pela achega, Isabel. Tomei a liberdade de incluir chamada para esse excelente texto em adenda ao meu.
Então um é António António e os outros são só António?!
Tudo já reduzido às devidas proporções.
Também me custa a perceber porque é que por aí há tantos (só) Vitorinos e um que é Victorino. Devia cortar o cabelo e o c, como o pároco de Canelas.
Victorino em homenagem às consoantes mudas – espécie em vias de extinção, ameaçadas pelos canhangulos acordísticos.
Então e o sr. prof. Mário Nogueira, nã acinou?
Não(gueira).
Em bom português, Rão Kyao é João Maria Centeno Gorjão Ramos Jorge.
Pensava que era Rão Quiau.
Acho curioso o pormenor de ser contra a aplicação do AO “no ensino público”. Isto apesar de eu achar difícil ensinar os estudantes do ensino público que se escreve Egito (palavra explicitamente referida no AO) e Egípcios. Já quanto aos do privado, a conversa será outra…
É algo para mim mais indecifrável do que a egiptologia. Tal como ler nuns órgãos de informação de um determinado grupo editorial a palavra ‘sector’, escrita correctamente, enquanto outros meios de informação do mesmíssimo grupo preferem escrever ‘setor’.
No comentário acima: …ensinar aos estudantes…
E ensinar que receção se diz recepção mas que recessão se diz recessão também deverá ser dificultoso…
“Um atentado à inteligência”, como diz o filósofo José Gil, um dos inúmeros opositores a esta aberração.
“Setor” tem obviamente a conotação que atribuímos à “palavra”, quando nos referimos ao mestre escola de uma qualquer disciplina… obviamente, claro.
Subscrevo o que disse Sérgio Godinho: “Em desacordo com o acordo.”
Já nos tinham oferecido a Lei do Menor Esforço, complementam agora com esta atrocidade que mutila o Português como língua mãe de tantos dialectos. Qualquer dia, em vez de os filhos adquirirem os nomes de familia dos progenitores, serão estes últimos quem terá que se vergar aos ditames da prole… e vergonha, não há por ai um resto ?
A verdade, Dulce, é que passados todos estes anos (o AO já vem de 1990), ninguém sabe escrever segundo as normas acordísticas. Ninguém mesmo. Daí muita gente recorrer aos “conversores ortográficos” brasileiros, que impõem a grafia de lá à revelia do próprio “acordo”. Isto gera a proliferação de “fatos” e “contatos”, por exemplo. Resultado: após o extermínio das chamadas “consoantes mudas”, segue-se agora o massacre das consoantes bem sonoras, como na palavra “bactéria”, que não tarda muito começa a ser pronunciada “batéria”. Como muitos já por cá pronunciam “contato” em vez de contacto”.
Cereja em cima do bolo: o ‘Diário da República’ tem vindo a tornar-se um espelho do analfabetismo ortográfico dominante. E ninguém parece corar de vergonha.
Eu até aceitaria algumas modificações na escrita do Português, mas nunca estas e jamais qualquer acordo com qualquer outro país. Quem quiser falar Português é livre de o fazer, mas os acordos são, por definição, contra natura. Isto é tão óbvio que nem precisa de ser explicado.
Alguém imagina os norte-americanos a imporem regras de escrita aos ingleses? Ou os mexicanos a tentarem o mesmo junto dos espanhóis? Nem por sombras. Mas no processo que conduziu ao ‘acordo’ tudo ocorreu ao contrário, com os decisores políticos daqui a tentarem ao máximo agradar aos brasileiros, à revelia da comunidade científica portuguesa.
Tiveram a paga que mereciam: o Brasil tem adiado a aplicação do ‘acordo’ e provavelmente nunca o aplicará. Como, de resto, aconteceu com o acordo de 1945. Eles escrevem como entendem – e fazem muito bem.
Ainda bem que está com eles! Eu também. Mande a sua carta para o Supremo Tribunal Administrativo porque sem isso não adianta dizermos que apoiamos esta iniciativa popular. E, já agora, podia divulgar aqui no blog. Obrigada pela atenção.
Isolete Calheiros
Bem, aqui no blogue estou eu a divulgar já esta iniciativa. Não tenho no entanto mais qualquer indicação. Não sei sequer se há algum endereço em linha para receber assinaturas. Se puder fornecer-me mais informações, agradeço.
Foi criado um “evento” no Facebook pelo Hugo Paiva para incentivar a adesão à acção popular. Pode também ver na minha página. Copiei de lá.
Isolete
Formulário/Requerimento para adesão à acção judicial popular contra a “aplicação” do AO90 ao sistema de ensino público. 5663865/
a) “Supremo Tribunal Administrativo
1.ª Secção
Proc. n.º 897/14
Venerandos
Juízes Conselheiros,
[…], residente em […], portador do cartão de cidadão número […], titular do número de identificação fiscal […],
Tendo tomado conhecimento da presente acção popular, Processo n.º 897/2014, por anúncio publicado,
Vem, nos termos do disposto no artigo 15.º da Lei da Acção Popular, aderir à acção popular, aceitando-a nos termos em que se encontra e aceitando ser representado pelos Autores.
O Requerente
|ASSINATURA|
b) Instruções:
1) Fazer o “download” (do doc. dos “Ficheiros” do Grupo) https://www.facebook.com/groups/17820790
ou copiar o texto transcrito acima para um documento do Word ou outro processador de texto;
preencher no computador; imprimir; ASSINAR. +datar
Fazer o favor de enviar para a seguinte morada:
“Supremo Tribunal Administrativo
Rua São Pedro de Alcântara, n.º 75
1269-137 Lisboa”.
(P.S. – O formulário poderá também ser enviado por email, para: correio@lisboa.sta.mj.pt. Mas tal mensagem não dispensa o envio por correio, no prazo de 5 dias).
O Requerente
|ASSINATURA|
O documento pode muito bem ser copiado à unha, para quem não tiver acesso a outros meios.
https://word.office.live.com/wv/WordView.a spx?FBsrc=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2 Fdownload%2Ffile_preview.php%3Fid%3D4798 70398819399%26time%3D1416343589%26metada ta&access_token=100003576717469%3AAVJevzmoA ODVLZDdCXG-0euafMjsg8nqP3k62oqyKcje8A&title=Requerimento+de+adesão+dos+titular es+dos+interesses+5.doc
Muito obrigado.
Promover essas iniciativas pelo feicebuque é que não me parece lá grande ideia.
Comigo não dá porque ainda não aderi à tribo nem faço intenções disso.
O Pedro confunde uma alteracao da ortografia com manifestacoes de analfabetismo galopante. Como se uma modificacao da ortografia pudesse facilmente fazer aumentar ou diminuir o analfabetismo.
As árvores julgam-se pelos frutos. O AOLP tem vindo a ampliar e a potenciar o nosso ancestral analfabetismo ortográfico (há quem prefira o termo “iliteracia”, mas eu detesto eufemismos).
Basta consultar o Diário da República e certos jornais para verificar isso.
Não é só a «receção» que passou a «recessão». Também a «exceção» já passou a «excessão»:
http://aventar.eu/2014/11/19/a-recessao-e-o s-seis-contatos/
A “excessão” confirma a regra: o AO é péssimo.