
O cidadão comum tem um evidente preconceito contra os deputados. Que o Lello usa o computador em plenário para fazer palavras cruzadas, que o outro passa a vida no Facebook e por aí fora. Quem nunca teve tal pensamento que atire uma pedra pequenina ao João Soares para ver se ele acorda. Acontece que não gosto de pactuar com injustiças e generalizações. E algumas ideias feitas não correspondem à verdade. Por exemplo, sabe-se que José Lello é incapaz de fazer palavras cruzadas. Não consegue, pronto. Da mesma maneira, também é falso que os deputados sejam imbatíveis em assuntos que metem água. Vejamos. Um deputado do PS sugeriu que nas reuniões da Comissão de Ambiente e Maisnãoseioquê passe a utilizar-se água da torneira. Feitas as contas, o Conselho de Administração da AR chegou à conclusão que isso fica 30 vezes mais caro do que beber água engarrafada. O custo acrescido está relacionado com a compra de jarros e com os encargos com o pessoal necessário para tratar dos ditos. Aparentemente, a administração do condomínio da AR acredita que as garrafas têm pernas. Que não é preciso encomendá-las, recebê-las, armazená-las, distribuí-las ou encaminhá-las depois de usadas pois que, para essas operações, não contabilizou qualquer custo. Mas, mais do que desconhecer o princípio da inércia definitiva, estrutural e insuperável da água engarrafada, tendo a afirmar que os deputados nem sequer a sabem reconhecer. Na verdade, no dito estudo afirma-se que a Comissão de Coiso e Maisnãoseioquê gasta, por mês, 259,20€ em água engarrafada. A Comissão é composta pelos deputados que estão na imagem. Assim a olho, conto para aí uns 30. De acordo com o site do Parlamento, a Comissão reúne coisa de 5 vezes por mês. Admitamos um custo de 0,20€ por cada garrafa de 33cl. Noves fora, teríamos então um consumo médio por deputado e reunião de 8,64 litros de água. É humanamente impossível. Nem um deputado consegue meter tanta água. Concluo que os representantes da Nação estão a ser enganados. Tendo em conta o preço, o líquido que bebem só pode ser daquele que é engarrafado nas Caves da Bairrada. Se pensarmos bem, faz sentido. Só isso poderá explicar o ambiente que se vive no país.

Isto não é assim: eles bebem de facto essa água toda por sessão. É daí que vem aquele lodo todo…, e os sapos, o bolor, o cheiro a estragado, e aquele aspecto de enguias escorregadias…
Caneco! Digo, caneca!
É fazer as contas, como dizia o Guterres.
E, sobretudo, dialogar. Para chegar aos números correctos é preciso muito diálogo.
Dialogar muito seca a boca… e pede mais água.
É, este é o verdadeiro ciclo da água.
Se um camelo bebe 200 litros de água de uma só vez, porque não hão-de beber 8,64 litros por reunião, os nossos excelsos parlamentares?
De facto…
Diverti-me com a ironia fina de Rui Rocha.
Os marmanjos e as marmanjas da fotografia acima, ao produzirem a ‘bosta’ que produziram sobre a temática da água de suas excelências na AR, deviam ser condenados a levar com um trapo encharcado de água da torneira nas fuças.
Estes e estas gajas que, vejam bem, têm a petulância de de se dizer representantes do ‘povo’ – pobre Povo, com gentinha desta a representá-lo -, não se dão conta do papel ridículo que fazem naquela casa da democracia e não enxergam que os contribuintes, que lhes pagam os refinados privilégios e os principescos salários, não são burros e os topam, a todos/as, de ginjeira?
Um nadinha de decoro não fazia mal a ninguém, não, Beirão.
Água engarrafada?
Deve ser porque bebo água de mina (mineral?).
Nunca achei que a água devesse ser engarrafada e tenho a certeza que as garrafas não foram feitas para conter água.
O mundo tá louco, e eu, sem apoio, vou parar ao manicómio.
Afinal o querem eles? Não percebi nada.
Creio que nem eles sabem…