Este blogue usa pontos de exclamação?


cronicasnofeminino,

A discussão foi animada nesta caixa de comentários. No Delito não somos tão extremistas como o Senhor Palomar no que respeita ao famigerado, incompreendido e a caminho de ser proscrito ponto de exclamação. O Senhor Palomar detesta pontos de exclamação, o José Mário Silva corrobora, o Francisco José Viegas propôs a criação de um banner e o Pedro Vieira desenhou. Se fosse por mim, e salvo algumas excepções como esta, o ponto de exclamação estaria à míngua, atirado para um armário recôndito, encafuado numa gaveta sem fundo. Triste fim. Cada vez lhe dou menos uso. Banimo-lo também?

 

 

ilustração: Pedro Vieira

23 comentários em “Este blogue usa pontos de exclamação?”

  1. Nem pensar, Leonor. O ponto de exclamação (ou ponto de admiração) existe e tem uma função: indicar que exclamamos (ou que nos admiramos). Como foi o seu caso (e muito bem) no seu próprio exemplo aqui dado.
    Sem ele, como é que eu escreveria uma interjeição? Jamé!

  2. O ponto de exclamação é uma ferramenta preciosa para quem quer dar mais expressão à sua escrita, oscilando a intensidade dos períodos e dando mais dimensão a algumas expressões…
    Como disse o João, no que me toca: Jamé!

    1. Ainda de ressaca da chatice do debate Costa-Lopes. Que maçada. Merecia alguns pontos de exclamação, mas não uso porque sou alérgico. O senhor Zola é que precisava de escreve «J’Accuse!» com exclamação, como se os leitores fossem surdos.

  3. Dois pontos: sim.
    Ponto de interrogaçao? Obviamente, sim.
    Ponto e vírgula; inútil.
    Reticências… só às vezes.
    Exclamação! Desolado, mas não sou fã de Zola.

    E há ainda o ponto de interrogação invertido, que só lembraria aos espanhóis, tão armados em machos e afinal… (cá estão as reticências)

    1. O ponto de interrogação invertido (?) tem a sua história. Veio de Espanha (com os maus ventos) e casou com o português arcaico, com o qual viveu vários séculos até há umas décadas (até à ultima ou à penúltima actualização).
      A função, para alguém que não o saiba (e peço desculpa aos outros), era indicar, numa frase que termina numa interrogação, em que lugar devia começar a pergunta ou a inflexão (quando lida em voz alta) da pergunta.

      1. Pois, compadre. Creio, aliás, que ainda usámos esse sinal gráfico num passado não muito distante. Hoje é um anacronismo que mancha graficamente qualquer texto. Os jornais espanhóis, que leio diariamente, estão cheios desta poluição visual, a que até acho alguma graça. Por terem que ser eles a escrever assim – e não nós.

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