A discussão foi animada nesta caixa de comentários. No Delito não somos tão extremistas como o Senhor Palomar no que respeita ao famigerado, incompreendido e a caminho de ser proscrito ponto de exclamação. O Senhor Palomar detesta pontos de exclamação, o José Mário Silva corrobora, o Francisco José Viegas propôs a criação de um banner e o Pedro Vieira desenhou. Se fosse por mim, e salvo algumas excepções como esta, o ponto de exclamação estaria à míngua, atirado para um armário recôndito, encafuado numa gaveta sem fundo. Triste fim. Cada vez lhe dou menos uso. Banimo-lo também?
ilustração: Pedro Vieira


Nem pensar, Leonor. O ponto de exclamação (ou ponto de admiração) existe e tem uma função: indicar que exclamamos (ou que nos admiramos). Como foi o seu caso (e muito bem) no seu próprio exemplo aqui dado.
Sem ele, como é que eu escreveria uma interjeição? Jamé!
Pois, o problema são as interjeições… mas, além disso, não me faz falta nenhuma.
Sublinho: este blogue usa pontos de exclamação, sim!!!
Usa! Sim!!!
Pronto. Nem se fala mais nisso… 😉
O ponto de exclamação é uma ferramenta preciosa para quem quer dar mais expressão à sua escrita, oscilando a intensidade dos períodos e dando mais dimensão a algumas expressões…
Como disse o João, no que me toca: Jamé!
Nem mais!
Ainda por cima, abolir os pontos de exclamação seria renegar a animadíssima discussão (um ‘post’ e 63 comentários) que a Leonor muito bem lembra aqui.
Aqui no Delito somos campeões em comentários, João 🙂
Claro!!!
Leonor
Oh pra mim que gosto deles.
:)))
Maria do Sol, nem diga nada: primeiro dobra o canto das páginas, agora gosta de ponto de exclamação????? 😉
Oh Leonor lamento desiludi-la! Não me queira mal por isso. Fraquezas humanas é o que é.
:)))
Admito que não fiquei lá muito contente… brincadeirinha, claro, a Maria do Sol nunca me desilude 🙂
O Pedro é que me está a fazer muito falta agora. Onde andas, Pedro?
Ainda de ressaca da chatice do debate Costa-Lopes. Que maçada. Merecia alguns pontos de exclamação, mas não uso porque sou alérgico. O senhor Zola é que precisava de escreve «J’Accuse!» com exclamação, como se os leitores fossem surdos.
Não vi, não tenho paciência. Ainda bem qua chegaste, estava a sentir-me muito sozinha nesta causa.
que
Nem que nem meio que!
Dois pontos: sim.
Ponto de interrogaçao? Obviamente, sim.
Ponto e vírgula; inútil.
Reticências… só às vezes.
Exclamação! Desolado, mas não sou fã de Zola.
E há ainda o ponto de interrogação invertido, que só lembraria aos espanhóis, tão armados em machos e afinal… (cá estão as reticências)
Subscrevo inteiramente.
O ponto de interrogação invertido (?) tem a sua história. Veio de Espanha (com os maus ventos) e casou com o português arcaico, com o qual viveu vários séculos até há umas décadas (até à ultima ou à penúltima actualização).
A função, para alguém que não o saiba (e peço desculpa aos outros), era indicar, numa frase que termina numa interrogação, em que lugar devia começar a pergunta ou a inflexão (quando lida em voz alta) da pergunta.
Pois, compadre. Creio, aliás, que ainda usámos esse sinal gráfico num passado não muito distante. Hoje é um anacronismo que mancha graficamente qualquer texto. Os jornais espanhóis, que leio diariamente, estão cheios desta poluição visual, a que até acho alguma graça. Por terem que ser eles a escrever assim – e não nós.