![thumbnail_20180915_115754-1[2].jpg thumbnail_20180915_115754-1[2].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21245170_fWsLA.jpeg)

D. João I (1385-1433)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: 1726, presumivelmente
Localização: Castelo Branco, no Jardim do Paço Episcopal ou de São João Baptista
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D. João I (1385-1433)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: 1726, presumivelmente
Localização: Castelo Branco, no Jardim do Paço Episcopal ou de São João Baptista
Este jardim de Castelo Branco é um bom lugar para aprender nomes e cognomes de reis portugueses. Ou os relembrar.
É verdade, Bea. Bem original, o cognome de D. João I.
E cá temos o nosso primeiro Rei João, de muitos outros que se lhe seguirão.
Como já sabemos o cognome, resta-me revelar que era do signo Carneiro 🐐
Maria
E assim entrámos na segunda dinastia. Só à 85.ª estátua.
Inicialmente cheguei a pensar terminar esta série no início de Novembro. Tudo muito diferente do que eu pensava.
Um dos maiores feitos de D. João foi o casamento. Sem esse casamento, Portugal não seria o que foi. Não conheço estátuas de Filipa de Lencastre, para além da jazente, e afinal há de Leonor Teles.
As nossas rainhas mais “estatuadas” são D. Leonor e Santa Isabel, o que não admira.
Espanta-me que D. Filipa de Lencastre e D. Luísa de Gusmão estejam tão pouco (ou quase nada) representadas na estatuária portuguesa.
As nossas rainhas mais “estatuadas” são D. Leonor
Qual Leonor? A Teles? Há mais alguma estátua dela além da de Leça do Balio?
D. Leonor, sem apelido.
Um dos maiores feitos de D. João foi o casamento.
Feito similar foi realizado, por idênticos motivos (obter a aliança com Inglaterra), por outro rei João, o 4º, que casou a sua filha com o rei inglês. O indivíduo maltratou-a, violou-a, e quando ele morreu a infeliz teve que se refugiar cá.
Credo, o que prai vai. Sempre ouvi dizer que o rei inglês sempre tratou bem Catarina que manteve inclusive a sua fé católica. Não me diga que houve queixas ao me too?!
Nunca ninguém acusou o Rei Carlos, marido de Catarina, de falta de chá.
No concurso de estátuas, este Rei é batido aos pontos pelo braço direito: o seu (e nosso) Condestável.
O Condestável não tem estátua em Lisboa. Devia tê-la, mas a que foi projectada para o alto do Parque Eduardo VII acabou por ser inaugurada em 1968 junto ao Mosteiro da Batalha. Decisão do próprio Salazar, ao que julgo saber.
Tem, na zona do Restelo.
Outro lugar (ainda mais) aventado foi a Praça da Figueira. Para onde depois o mesmo Leopoldo de Almeida idealizou a que surgirá retratada em breve.
É verdade. Mas (convenhamos) não fazia o menor sentido encaixar o Condestável na Praça da Figueira.
Está mais façanhudo, este nosso Rei, primeiro da Segunda Dinastia – mas apesar de gostar mais desta que da da Sala dos Reis, aprecio e acho mais adequada a um rei diplomata aqueles pergaminhados símbolos que ostenta em Alcobaça.
Prevaleceu a imagem do Rei guerreiro, que esteve em Aljubarrota e Ceuta.
Ceuta, cuja tomada demonstrou toda a agilidade dos nossos bravos e tornou cavaleiros três infantes – coube ao Santo pagar, com a vida, a sua manutenção…
Prefiro Aljubarrota (os pastelinhos são de chorar por mais), que é toda do Condestável; e admiro a sageza deste nosso João de Portugal, filho do Cruel e de Teresa Lourenço. Estátua a D. Filipa, Pedro, haverá?
Só estátua jazente. E está representada no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.