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D. Sancho II (1223-1248)
Autor: Manuel Ventura Teixeira Lopes
Ano da inauguração: 1968
Localização: Elvas, na Praça D. Sancho II
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D. Sancho II (1223-1248)
Autor: Manuel Ventura Teixeira Lopes
Ano da inauguração: 1968
Localização: Elvas, na Praça D. Sancho II
cheio de moral. coroa em vez de elmo.
mete respeito, sim senhores.
Fica bem de coroa. Por sinal, a coroa que o irmão acabaria por roubar-lhe.
Primeiro conflito aberto entre reis portugueses que foram irmãos.
Viria a suceder também com Afonso VI e Pedro II, além do mais célebre de todos, que opôs D. Pedro a D. Miguel.
Esta sim, bela estátua!

Maria
Já com meio século. Parece bem conservada.
Já o disseram… mas não há como não o repetir: esta é uma das mais gloriosas. Tal como este Rei é bem capaz de ter sido um dos mais injustiçados pela nossa História.
Tão injustiçado que é o único dos nossos reis que permanece sem sepultura em Portugal.
Estará sepultado em Toledo, embora não haja certeza absoluta disso.
Um caso único. Vergonhoso.
Cultuo memórias, não ossadas, pelo que não me indignam os ritos sepulcrais ou a sua ausência (sou a favor do fogo como rito).
Mas, sim, até nisso o menorizaram…
Sou contra as discriminações, mesmo ‘post mortem’.
Quase oito séculos de indiferença em relação aos restos mortais do nosso quarto Rei é algo que mancha todos os seus sucessores e uma página sombria da nossa História.
O opróbrio aos sucessores, sim, concordo neste particular.
Mas talvez que, estando por lá, seja o único a clamar por Olivença que ainda é nossa e por Almaraz que não quisemos e ainda assim é também nossa desgraça.
Os restos mortais dos nossos reis estão em Coimbra, Alcobaça, Odivelas, Batalha e Lisboa (Jerónimos, Sé, Estrela, Carmo e São Vicente de Fora). Falta Sancho II: devia ser trasladado.
E falta D. Pedro IV, sobrando dúvidas sobre as ossadas na tumba de D. Sebastião… mas sobre Toledo também sobram, Pedro. E até sobre Pedro I em Alcobaça, vandalizados que foram os túmulos aquando das Invasões Francesas…
Como disse, não são as ossadas de reis matéria que me incomode muito, tantos séculos corridos já sobre a matéria orgânica. Preservar a sua memória, sim, preocupa-me bem mais.
Mas preocupam-me antes as ossadas em valas comuns, comuns por este mundo nestes últimos 100 anos.
D. Pedro IV rumou, ‘post mortem’, ao Brasil. Ficou, simbolicamente, o coração do Rei-Soldado, na Igreja da Lapa, no Porto.
Compreendo a trasladação, foi o primeiro deles… mas foi o nosso primeiro a dar-nos uma Constituição, e entre a Lapa do Porto e o Mindelo, desconfio que preferiria o coração ao largo 🙂
Salazar mandou buscar e trazer os restos mortais de Sancho II, em 1947, da catedral de Toledo. Procedeu-se à abertura dos túmulos reais, mas não foi possível encontrá-los.
Há pessoas que não encontram paz nem após a morte. É o caso deste infausto Rei, felizmente de memória bem viva na bela cidade de Elvas.
Teria sido Martim de Freitas o último a contemplá-lo? ommons/7/72/Caetano_Moreira_da_Costa_Lim a-Falecimento_de_D._Sancho_II_%28cropped%2 9.JPG
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/c
É bem possível, acredito que sim. Facto ou lenda, é das mais belas narrativas da nossa HIstória.