

D. Afonso II (1211-1223)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: data desconhecida, no século XVIII
Localização: Sala dos Reis, no Mosteiro de Alcobaça


D. Afonso II (1211-1223)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: data desconhecida, no século XVIII
Localização: Sala dos Reis, no Mosteiro de Alcobaça
Humm… diria que aqui o nosso Alfonso 2° está a precisar de restauro, e também de uma dieta e uma roupa mais discreta.
Maria
Confirmo: está a precisar de restauro. De dieta, não: assim deixaria de ser conhecido pelo cognome “O Gordo”.
Mas será possível que já no século XIII nós (os Tugas) chamássemos Gordo a um Rei, pela gordura das suas carnes e não pela gordura/grandeza dos seus feitos?
Será?
Maria
ainda se diria “gurdus”…?
no séc. XIII ainda não nos auto designavamos como “tugas”.
o que se deveria ter mantido, aliás.
Plenamente de acordo, Cristina.
Daí o parêntesis, Cristina
Agora a sério, poderiam ter-lhe chamado O Legislador.
Chamar-lhe Gordo por ser gordo parece mais uma coisa do século XXI.
Maria
Chamaram-lhe Gordo porque ficar na História como Gafo seria pior emenda, assim ficaram-se pelo (nada) original soneto inicial 🙂
Teria sido horrível chamarem-lhe Gafo por causa daquela terrível doença.

Resumindo: gordo, leproso, sempre a zaragatear com as irmãs por causa de heranças, excomungado.
Quem disse que ser rei era fácil?
Maria
Deve ser tramado. Que o diga, por estes dias, o nosso “rei” Ronaldo.
Sempre a guerrear com as irmãs, mas também com os irmãos, padres e bispos… caramba, o nosso Segundo Afonso negou bem a máxima “fazer exercício para emagrecer”!
Com os padres e bispos já sabemos que foi excomungado por isso mesmo.
Às irmãs acho que ainda conseguiu rapinar alguma coisa.
Aos irmãos não sei, talvez tenham praticado boxe ou esgrima, exercício físico que não conseguiu tornar o nosso El Gordo (não confundir com o prémio espanhol) mais elegante.
Maria
Acho que a onda do nosso primeiro Segundo era mais usar a espada como espeto
É verdade, Sarin. Este Rei foi o nosso primeiro segundo.
O segundo primeiro apareceu muitos séculos depois e não era Rei. Chamava-se Manuel.
Costumo contar o Joaquim, mas coloco-lhe um Asterix por conta dos votos que não teve, como se assim um chefe numa aldeia de malucos irredutíveis 🙂
O outro, em boa verdade, não teve muitos votos mais…
Mas apenas os chefes de família votavam, Pedro – as famílias eram numerosas, a proporção das chefias era diminuta. E depois ainda “desreconheceram” o direito de chefia a uma segunda primeira Carolina – não a Michäelis mas a Ângelo… até nisso irredutíveis!
A I República (que tem duas partes, uma entre 1910 e 1917, a outra entre 1919 e 1926) restringiu o voto censitário que vigorava na monarquia constitucional. O direito de voto masculino só é alargado na efémera República Nova, fundada por Sidónio Pais. E o voto é alargado às mulheres no Estado Novo – apesar de tudo, antes do que sucedeu em França, por exemplo, onde só ocorreu a partir de 1945. Embora o sufrágio universal, digno desse nome, apenas exista em Portugal desde a eleição para a Assembleia Constituinte, em 1975.
Com aquele pequenino lapso entre 1911 e 1913, em que as viúvas puderam votar porque aos escribas da Constituição Republicana tal possibilidade de chefia familiar se lhes não luziu. Celeremente emendado o texto, pergunto-me quantas vezes terá Beatriz Ângelo amaldiçoado os representantes da bandeira que bordou…
… mas aguardo as efígies dos nossos PR para detalhar o debate. Republicana, gosto da estatuária monárquica – Arte, História e Política, Pedro, um regalo
Por enquanto aqui vigora a Monarquia, Sarin.
Por isso disse aguardar 😉
& (gulp) 
Gordura, naquele tempo, era formosura.
Vai desculpar-me a franqueza, Pedro Correia, mas eu não sei usar de palavras melosas só para agradar e ficar bem no retrato. Claro que também está loge de mim a ideia de ser inconveniente.
Vamos lá ver se encontro um meio-termo…esta passagem de modelos de Reis e estátuas, está a ficar um bocado mortiça, monótona sem brilho…
Sorry!
Tem muito bom remédio. É passar de lado.
Tem razão. Não tinha pensado nisso.
É o que farei, ainda que com alguma pena.
Proceda como entender e como se sentir melhor.
Prante-lhe um Cutileiro,um Paulo,um Taveira,um Pé .
Taveira, não. Ficavam as estátuas de costas.
De e sem, presumindo-se a aceleração da erosão.
O facto de a lista de retratos de Afonso II ser algo mortiça é revelador de um reinado sem grandes actos marcantes (o que não significa irrelevante, entenda-se). Um reinado de consolidação mais do que de expansão, sem belicismo mas muito conflitivo.
Parece-me que apenas Alcácer do Sal se sentiria tentada a fazer-lhe uma homenagem individualizada (que fosse para lá do dar o seu nome à pousada castelar, bem catita por sinal).
Alcácer devia erguer-lhe uma estátua.
E Coimbra também, pois ali terão decorrido as primeiras Cortes de que há memória em território português (apenas com representante da nobreza e do clero).
Tem muitas visitas a fazer à sala dos Reis, ainda…
Mas nunca pensei que houvesse tanta estátua (documentada) sobre a nossa primeira dinastia 🙂
Para já, vamos em trinta e oito (25+10+3).
Com tendência para crescer.