Estátuas dos nossos reis (137)


Pedro Correia,

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D. Filipe I (1580-1598)

 

Autor: Manuel do Couto

Ano da inauguração: algures, no século XVII

Localização: Amarante, na Varanda dos Reis do Convento de São Gonçalo (Filipe é o quarto nesta imagem)

0 comentários em “Estátuas dos nossos reis (137)”

  1. Curiosa esta ideia de colocarem na varanda quatro reis em sucessão, o último dos quais é Filipe 1º. Claramente, o intuito foi o de legitimar Filipe como rei de Portugal.

    1. ” intuito foi o de legitimar Filipe como rei de Portugal.” Não era preciso, ele já era o legítimo rei de Portugal.

      1. Era ilegítimo, ou seja, mal aceite para alguns portugueses.
        Recordemo-nos que Filipe para alcançar ser rei de Portugal ainda teve que ultrapassar alguma resistência armada. E teve que se comprometer a menter os reinos teoricamente separados.
        Não sei qual foi o intuito de colocar aqueles quatro reis naquela varanda. Talvez tenha sido por terem sido aqueles quatro reis quem custeou a construção daquele edifício. Mas talvez tenha sido antes para mostrar a legitimidade de Filipe como rei, na linha dos outros três.

          1. Olha, tenho um Manel e não sabia…
            As coisas que eu aprendo aqui no Delito
            Maria

          2. Olá Sarin!

            Isso agora depende do Manel… mas para se oferecer assim, não deve ser grande coisa
            Maria

          3. Olha, eu a pensar que as melgas tinham todas morrido com esta onda de frio, e afinal anda aqui uma que não me larga…
            Mas onde é que eu pus o Raid?
            Maria

          4. Em resposta ao leitor Lavoura, ali mais acima: Filipe I, de facto, está ali representado por ter sido um dos monarcas que contribuíram financeiramente para a edificação do Convento de São Gonçalo.
            A sua legitimidade enquanto rei ficou estabelecida em 1581, nas cortes de Tomar.

  2. Olha o Filipe I a olhar para o Tâmega: belas vistas.
    Pedro, e no Crato não existe nenhuma estátua do Prior?
    Quando lá estive, há muitos anos, vi uma belíssima varanda, um pelourinho assim-assim, um museu interessante, uma bonita igreja e um castelo insolitamente pintado de branco. Não fotografei nenhuma estátua ou busto do Prior do Crato, mas pode-me ter escapado…
    Mas ali é que devia haver uma!
    E agora deixemos entrar (e sair rapidamente) os Filipitos.
    ⚘
    Maria

    1. Quando se diz “o prior do Crato” referimo-nos ao superior da Ordem dos Hospitalários, a qual era conhecida em Portugal por “Ordem do Crato” por ter a sua sede, não no Crato, mas na Frol (ou Flor) da Rosa, uma aldeia que fica a cerca de 3 km da vila. Mas, como é evidente, houve imensos “priores do Crato” – todos os monásticos superiores dessa Ordem religiosa o foram. E provavelmente muito deles nunca puseram os pés na Frol da Rosa, que era somente a sede da Ordem, mas não a sua única propriedade.

      Já agora, a Ordem dos Hospitalários teve a sua sede original em Portugal no mosteiro de Leça do Balio, a norte do Porto. Só mais tarde (século 13 creio) é que se mudou para Sul e para Leste, isto é para a Frol da Rosa, que era onde os seus serviços guerreiros eram mais necessários.

      1. Vielen Dank, Herr Lavoura!
        Eu estive lá na Flor da Rosa, que é uma Pousada espectacular. Vi lá uma exposição (não pernoitei, que não tenho Geld para esses luxos).
        Claro que quando me refiro ao Prior do Crato é ao D. António e não a outro.
        A varanda que refiro (e que certamente conhece) é o que resta do palacete que ele habitava na vila do Crato.
        ⚘
        Maria

  3. Filipe I de Portugal e II de Espanha. Um grande rei, seja pelo lado de Espanha, seja pelo lado de Portugal. Neto de D. Manuel e fruto do amor, improvável, entre Carlos V e Isabel de Portugal. Um estadista como poucos com um sentido de serviço de estado incrível e uma perspetiva lúcida sobre a vã glória (basta visitar a cripta do Escorial para entender). Um rei tão maltratado por Schiller, poeta que, em nome da liberdade, preferia burgueses colonizadores a imperadores civilizadores. São gostos. Eu gosto de Filipe I. O seu filho construi a ponte sobre o Zêzere na aldeia de meu avô, ao serviço até à década de 50 do século passado. Os Filipes constituem a dinastia que nunca se pode errar nos testes de história… não gosto do 3º.

    1. Filipe I, filho e neto de portugueses, também se sentia português. E viveu largo tempo em Portugal. Os outros Filipes procederam exactamente ao contrário: quase nunca cá vieram e só se lembravam de Portugal para lançar imposto ou para sacar mancebos para as guerras espanholas na Europa.

    2. Gosto muito dessa ponte Filipina sobre o Zêzere.
      Quando ia para Coimbra, parava sempre no IC8 para a ver cá de cima: espectacular.
      ⚘
      Maria

      1. Vale a pena descer de Pedrógão Pequeno até à ponte e dar uma caminhada a pé para do meio dela ficarmos entre o IC8 e a barragem do Cabril.

        1. Acredito que sim, Xico, mas esse percurso apenas fiz através da rtp-1.
          E dos Pedrógãos só visitei o Grande… há muitos anos.
          Mas o Zêzere é um dos meus rios favoritos: conheço bem a nascente na bela Estrela e a Foz na não menos bela Constância.
          E também conheço muitos dos seus belos meandros e praias fluviais: Belmonte, os Janeiros, Álvaro, o Lago Azul, Dornes (ah, Dornes – foi difícil chegar lá, como foi difícil acreditar em tamanha beleza!).
          Um deslumbramento!
          E tanta gente que nem sabe que existem lugares assim em Portugal.
          E que se põem a discutir o sexo dos anjos (perdão, a idade das mulheres que têm direito a ser amadas… gostei da sua resposta à Patrícia, acho que disse tudo em poucas palavras) em vez de irem por aí descobrir o que realmente interessa, enquanto têm pernas para andar…
          É que a partir de certa idade já é difícil andar por aí “up and down the hills”, e isso é que é realmente triste.
          Posto isto, e depois de muito “meandrar” pelo Zêzere e outros temas, talvez eu ainda consiga atravessar essa bela ponte Filipina da terra do seu avô.
          Bom domingo!
          ⚘
          Maria

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