Os comentários a mais um episódio rocambolesco da nossa vida pública e judiciária deixo-os para os entendidos. Não discuto o valor das obras, a sua qualidade, a sua importância para o património nacional. A mim, como cidadão, compete-me apenas formular algumas perguntas para as quais ainda não obtive resposta em nenhuma das notícias que li e/ou ouvi:
1. Quem autorizou a saída das obras de Miró?
2. Quem negociou com a leiloeira?
3. Quem aprovou os termos da negociação e autorizou o contrato com a leiloeira?
4. Quem no Governo, ao nível do primeiro-ministro, ministros e secretários de Estado, sabia o que se estava a passar?
5. Como sai o Ministério Público desta embrulhada?
O resto torna-se marginal.
P.S. Mesmo sem respostas, descortino na leiloeira o bom senso que faltou em quem levou para lá as obras. Lá se vai o alívio dos aliviados.

Pensei exactamente nisso e ainda em mais coisas, quando ouvi a noticia esta manhã. Património nosso certo? E quem é que presta contas a quem? E preços e valores e para onde vão os lucros e ficamos a perder ou a ganhar com o negócio ( vale a pena?) Será que sou só eu que estou na idade dos porquês?
Eu respondo-lhe: foi a administração da Parvalorem, nomeada e paga para isso, para vender o que for possível para que todos nós, contribuintes, não tenhamos que suportar mais impostos para taparem o buraco do BPN, buraco que os nossos governantes deixaram crescer muito para além do razoável.
Tudo com a observância da lei, claro.
Tou xim. Mas hoje não tou pra muita conversa. Tá visto que os tipos não miram nada.
Ainda faltam algumas perguntas:
1- Para autorizar a saída dos quadros era preciso que cá estivessem. Alguma vez os quadros estiveram em território português?
2- Os quadros existem?