Está aí alguém?


Sérgio de Almeida Correia,

Os comentários a mais um episódio rocambolesco da nossa vida pública e judiciária deixo-os para os entendidos. Não discuto o valor das obras, a sua qualidade, a sua importância para o património nacional. A mim, como cidadão, compete-me apenas formular algumas perguntas para as quais ainda não obtive resposta em nenhuma das notícias que li e/ou ouvi:

 

1. Quem autorizou a saída das obras de Miró?

2. Quem negociou com a leiloeira?

3. Quem aprovou os termos da negociação e autorizou o contrato com a leiloeira?

4. Quem no Governo, ao nível do primeiro-ministro, ministros e secretários de Estado, sabia o que se estava a passar?

5. Como sai o Ministério Público desta embrulhada?

 

O resto torna-se marginal.

 

P.S. Mesmo sem respostas, descortino na leiloeira o bom senso que faltou em quem levou para lá as obras. Lá se vai o alívio dos aliviados.

4 comentários em “Está aí alguém?”

  1. Pensei exactamente nisso e ainda em mais coisas, quando ouvi a noticia esta manhã. Património nosso certo? E quem é que presta contas a quem? E preços e valores e para onde vão os lucros e ficamos a perder ou a ganhar com o negócio ( vale a pena?) Será que sou só eu que estou na idade dos porquês?

  2. Eu respondo-lhe: foi a administração da Parvalorem, nomeada e paga para isso, para vender o que for possível para que todos nós, contribuintes, não tenhamos que suportar mais impostos para taparem o buraco do BPN, buraco que os nossos governantes deixaram crescer muito para além do razoável.
    Tudo com a observância da lei, claro.

  3. Ainda faltam algumas perguntas:
    1- Para autorizar a saída dos quadros era preciso que cá estivessem. Alguma vez os quadros estiveram em território português?
    2- Os quadros existem?

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