Esse é que é o fundo da questão


Sérgio de Almeida Correia,

“Na verdade, no cômputo global dos três documentos, mesmo incluindo o “bom”, a carga fiscal aumenta, visto que se vai buscar mais dinheiro do que o que se devolve às famílias. Ou seja, o dinheiro que os portugueses vão pagar ao Estado aumenta. Como é que é assim possível que o primeiro-ministro e a ministra das Finanças e os seus propagandistas digam que não há aumentos de impostos? É possível apenas porque somos complacentes com a mentira, tão habituados estamos a viver no seu seio.” – Pacheco Pereira, Público, hoje

9 comentários em “Esse é que é o fundo da questão”

  1. Pacheco Pereira, tem toda a razão. Temos um governo que não sabe o que faz, a não ser, vender tudo que pertence ao estado e aumentar impostos. Se vende tudo, não tem onde ir buscar dinheiro, a não ser ao cidadão comum e assim não há país que suporte tal. Governo de incapazes, sem ideias, sem conteúdo, sem palavra, sem razão de governar, mas que nós insistimos em acreditar, até quando é até quando a nossa paciência aguenta?………..

  2. No próximo governo, quando houver aumento da receita fiscal, já o autor do Público dirá que foi o crescimento da economia.
    Falando mais a sério, este governo tem acertado nas previsões de crescimento (ao contrário do que aconteceu no passado e por razões que têm a ver com a presença da troika). Se acreditarmos na previsão de 1,5% para o crescimento em 2015, isso dará origem a um aumento da receita fiscal a rondar os mil milhões de euros (com os mesmos impostos). O governo diz que o resto vem do combate à evasão. Pode ser fantasia, mas o autor confunde o leitor, dizendo que aumento de receita é igual a aumento de impostos.

    1. A previsão de crescimento para 2014 era no início do ajustamento – que foi quando se definiram as políticas a seguir – de 4%.
      Se isto é acertar, o que é falhar?

  3. Pacheco Pereira afirma que é complacente com a mentira, eu também acho. A grande mentira é afirmar-se PSD e ser um dos seus maiores adversários.Quanto ao aumento da carga fiscal poderá ser realizada sem penalizar os contribuintes, como? Basta terem de pagar impostos muitos dos cidadãos e empresas que atualmente fogem. Basta que o desemprego reduza novamente,fazendo com que haja mais contribuições. Basta que haja
    crescimento na economia para haver mais contribuições sem penalizar mais as pessoas

    1. O ser PSD é concordar com todos os disparates de quem não sabe ser PSD? Que se saiba, muitos, são os PSD que estão em desacordo total com este PSD!…..Para haver crescimento da economia, não pode haver cortes brutais e este governo, não sabe fazer nada, a não ser cortar, vender tudo que dá lucro, tirar e despedir. Assim, não há economia que resista, por mais malabarismos que se faça não vamos lá. Basta ir dar uma olhadela e ver como estão os parques industriais de qualquer cidade. Tudo
      abandonado, isto é mérito dum governo PSD/CDS que apenas destruíram e conseguiram com a Troika aumentar a dívida e não pagar um cêntimo da mesma, apesar do mal que causaram aos portugueses. Isto é obra que nem todos são capazes, mas o PSD/CDS foram ases……..

  4. Vindo de um propagandista do amigo e colega de painel António Costa, não está mal, não senhor!
    Pacheco Pereira perorar sobre impostos ou sobre o resultado do Porto-Sporting de logo à tarde é perfeitamente igual: ele percebe tanto de politica fiscal como de futeból, ou seja, nada, zero.

  5. Ainda me lembro de, nos tempos do Flashback , o sr. Pereira sempre falar do fim do modelo social europeu, esgotado, inviável, da insustentabilidade do Estado-providência do referido modelo…

    Ainda me lembro de a sra. Ferreira declarar nos debates com José Sócrates que a dívida estava monstruosa e que tínhamos pela frente muitos anos negros e que “não havia dinheiro para nada” (o que aliás a fez perder as eleições)…

    Afinal, hoje é o que se ouve e se vê.

    Não faltam as razões de queixa do governo, com que não simpatizo especialmente. Mas sabendo-se algo elementar, que mais défice implica mais dívida, e mais algo também elementar, que a mais grossa fatia das despesas do Estado é aplicada em ordenados e prestações sociais (onde se incluem as pensões), o senhor Pereira e a senhora Ferreira têm afinal a solução daquele que está enterrado em dívidas e diz que para remediar o problema vai passar a tomar 3 bicas diárias em vez de 6 ou 7.

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