As defuntas SCUT passariam a ter portagens, por decisão do Governo, em três das sete auto-estradas até agora isentas de pagamento por parte dos utentes a partir de 1 de Julho: dizia-se assim adeus a mais uma promessa eleitoral, mas a decisão era inabalável. No entanto, como há sempre aspectos imponderáveis, o calor chegou em força e pelo meio se meteu o Mundial de Futebol, essa decisão foi adiada para 1 de Agosto, graças a outra decisão do mesmo Governo, igualmente inabalável. Agora, talvez porque a selecção portuguesa foi afastada do Mundial, o mesmíssimo Governo – de forma igualmente inabalável – decide que as restantes quatro auto-estradas passarão também a ter portagens, embora em data muito diferente: Janeiro de 2011. Fazem-se já apostas sobre quantos dias decorrerão até que surja uma nova decisão, tão inabalável como as anteriores, que desdiga e desfaça tudo quanto se disse e quanto se fez até ao momento.
Era uma vez um governo muito elogiado pela sua incomparável capacidade de decisão.

…de um regime carunchoso
É tal a singularidade
deste regime carunchoso,
deixando a realidade
com material comichoso.
São diversas as leituras
que podemos depreender
através destas fracturas
do regime a propender.
Nos entretantos, sai-chip-e-entra-chip. Por outras tantas decisões inabaláveis.
Muito chip, pouco chip. Fixe.
Muito, pouco. Será que pode decidir-se?!…
Há novidades. O último grito prestes a ser anunciado é o sistema da moedinha. Em zonas assinaladas nas bermas os automobilistas (conforme as posses) arremessam contribuição voluntária. Recolha pelas viaturas de assistência em circulação sem mais encargos.
Não me admirava que tudo acabasse por ser assim.
Ó A. Marques, este seu comentário é do melhor que se fabrica! Ainda me estou a rir a bom rir com o seu sentido de humor, só temendo que (como já alguém comentou num outro post) estejamos a dar muitas ideias aos ‘assaltantes’.
Grato pela bondade da referência. Quanto ao resto não se preocupe que os assaltantes são burros com palas e até comem palha seca se os encabeçar-mos com uns óculos verdes.
É o desnorte.
Também pode ser o des-sul, desde que haja lobby à altura.
Inabalável.
In ? Abalável.
Talvez.
Tem dias.
Terá horas – umas in, outras out, mas todas seguramente abaláveis.
Quando não se sabe fornicar, até a hortaliça atrapalha.
Pedro, parece-me que anda um pouco distraído, pois só assim se justifica este post.
Em primeiro lugar, convém recordar-lhe (ou informá-lo) que as decisoes têm sido tomadas depois de negociadas e após pressão do PSD. Ou o Pedro acha que, sem maioria absoluta e toda a Oposição unida, o governo conseguiria impor a sua posição?
Em segundo, convém recordar-lhe (ou informá-lo) que trapalhadas são as posições contraditórias da direcção de Passos Coelho, com este a dizer uma coisa de manhã e Miguel Relvas o seu contrário mais ao final do dia. A estória dos chips é exemplar. São contra porque, supostamente, viola a intimidade das pessoas, mas a fotografia tirada para a modalidade de pós-pagamento já não viola. Se tivesse sido o governo a mostrar esta contradição, o que o Pedro não diria? Até imaigino o post que escreveria…
Já o disse e volto a dizê-lo: estou farto de Sócrates, votarei, quase de certeza, em Passos Coelho, mas não serei injusto só porque não gosto do homem. Haja decência e reconhecer que nem tudo foi mau, como por exemplo em matéria de economia/finanças, ponto onde o Pedro insiste, há anos, em deturpar a realidade e os factos. Mas, sobre isto, farei de seguida um comentário ao seu post “merece um coro de vuvuzelas”…
Abraço e bom fds.
Caro Ricardo:
Preocupam-me muito mais as trapalhadas do Governo do que as eventuais trapalhadas de qualquer partido da oposição.
O PS tarda em perceber que perdeu a maioria absoluta e não volta a recuperá-la. «Decide» primeiro e negoceia depois. Os resultados está à vista.
Abraço
Pedro, a mim preocupam-me de igual modo as trapalhadas quer do governo quer da oposição, sobretudo do partido que virá a governar e já governou. Eu para votar, preciso de saber qual dos partidos é o que está em melhores condições de governar bem. O Pedro pode valorizar menos as trapalhadas da oposição, mas para mim são um sinal (ou podem ser, para grande infelicidade nossa) do que está para vir…
Abraço.
Desde quando é que os anónimos abraçam?
Por lapso, não assinei o comentário João. As minhas desculpas.
Abraço.
Também calculei. Eheh…
Um abraço.