Entretanto, na gruta socrática


Rui Rocha,

Sócrates: Alors, pá. Mostra lá os resultados das audiências. Deve ter sido um massacre.

Silva Pereira: Lá isso foi.

Sócrates: Deixa cá ver… Va te faire Paulô Futre!!!!

Silva Pereira: Tentei avisar-te…

Sócrates: Isto é do Car…rilhô. Plus une semaine comme ça e ainda acabo a apresentar o Preço Certo. Em escudos.

Silva Pereira: Deixa lá, Zé. A culpa não é tua.

Sócrates: Claro que não. Il te donne para cada uma. De quem é que achas que é?

Silva Pereira : É da apresentadora.  Não é que as pessoas prefiram os comentários do Marcelo. Gostam é da Judite.

Sócrates: Pois é. De qualquer maneira, temos de fazer quelque chose.

Silva Pereira : Podias aconselhar uns livros.

Sócrates: Não te armes em crétin. Ganhei aversão à leitura desde os tempos dos parâitres do Tribunal de Contas.

Silva Pereira : E se fizesses uns números de ilusionismo.

Sócrates: Isso dos números e do ilusionismo era com o Teixeira dos Santos… e não vou dar ao gajô o gosto de me deslier o telefone dans la trombe.

Silva Pereira : Sim, até porque o gajo era capaz de o fazer literalmente… Podias serrar um gajo ao meio em directo.

Sócrates: Tinha de ser um gajô sem colomne vertebral para ser mais fácil…

Silva Pereira : O Lello?

Sócrates: Est capable de donner… E se depois não conseguir colar o gajô outra vez?

Silva Pereira: Isso é o menos. Ninguém ia reclamar…

Sócrates:  Hmm. Vamos tomar nota dessa. Portanto, quero uma coisa com mais impacto.

Silva Pereira: Já te disse que só em francês é que pourtant vale como adversativa, certo?

Sócrates: De efeitos imediatos. E sucesso garantido.

Silva Pereira: Distribuir magalhães?

Sócrates: Melhor ainda.

Silva Pereira : Não, não estás a pensar em…

Sócrates: Estou.

Silva Pereira : Não eras capaz…

Sócrates: Sabes que sou… No próximo Domingo vou distribuir aumentos aos funcionários públicos. O Marcelo vai ficar a ver bateaux.

22 comentários em “Entretanto, na gruta socrática”

  1. Da apresentadora não será, acho eu, mas nem sei ao certo quem é a que faz companhia ao Pinto de Sousa: recuso-me a ver aquilo.

    A D. Judite, toda embonecada e aperaltada, não dá uma para a caixa e ainda esta semana fez uma tristíssima figura no “Olhos nos Olhos”: total impreparação e amadorismo no assunto em debate, por sinal anunciado desde o programa anterior.

  2. Socrates: — la solucion seront interviwés para Candide Almede en bikini…

    Pereirinha de Lábio Cachimbo: Não será melhor a Catarina Roubado?

  3. Excelente e certeiro senso de humor. E, desta forma inteligente, mostra a realidade que só os boquinhas-tortas e os lellos com dois éles não podem (não querem) ver: o parisiense simulado é já uma figura caricatural, um sujeito e objecto de charlotada. Começou como tragédia, vai acabar como comédia, como se diz da História chula. Um clown que a pouco a pouco todos verão na sua real dimensão pindérica. Prematuramente embranquecida…

  4. Diz uma amiga minha: “j´aime “beaucu” la parodie”;
    Respondo-lhe que também gemo, mas não é pelo mesmo sítio. É “par la gargante” que me sai o som.

    Analisei seu quadro, mermão, e tendo em conta as horas de início e fim concluí que o pessoal depois de injectar uma droga, enquanto dura a viagem, não quer mudar para outra.
    Talvez um tratamento com metadona ajude a eliminar a dependência.

  5. 1% de qualquer um deles é demais. Somos um país espectacular, que dá direito de antena a um punhado de políticos sob capa de “comentadores”. É só triste.

  6. Nos “Passos Perdidos” das televisões o JS encontra o MRS e diz-lhe:
    “J’encore bien que te trouve”
    Ao que MRS lhe replica:
    “Bad Mary bad Mary, If you don’t doors well, you are here you are eating”

  7. A brincar, a brincar, o Rui acabou falando verdade num puro “franciu”. Adorei e deu para rir, o que é bom. Ces derniers temps la politique n’a aucun gratuitement.

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