0 comentários em “Entretanto, do outro lado do Atlântico…”
Limitar o consumo é virtuoso, de acordo com muitos economistas. Só com moderação no consumo se consegue poupar e somente a poupança permite o investimento que leva a um aumento da produção. Logo, a limitação ao consumo é absolutamente essencial, de acordo com muitos economistas.
E depois os mesmo economistas e o Luís Lavoura queixam-se que não há crescimento…
Temos pelo país e por aqui economistas, jornalistas que adoram o Défice mas estão contra a Dívida. O Défice é bom a Dívida é má. Uma capacidade extraordinária de estar a favor e contra ao mesmo tempo.
Como se não bastasse temos também aqueles economistas, e o Luís Lavoura que estão contra o consumo e a favor do crescimento.
È obra.
A pergunta a fazer è : são capazes de pensar? Pensar. Por que isto é simplesmente pensar.
Este põe impressões digitais, outros há que cortam reformas, pensões, vencimentos, vendem tudo e ainda por cima não pagam segurança social…… O Maduro é um tonto e estes que serão?
Não sei se o Maduro é tonto. Sei que é presidente de um país com petróleo e sem euro, que vem implementando as políticas sociais e económicas que muito boa gente (nem tenho a certeza se estou a ser irónico) defende por cá. Veja-se onde levam.
Não concordo consigo. Não vi, nenhum partido por cá, impor ou querer impor, as medidas tontas, dum tonto que pensa que sabe governar, mas creio que nem sabe o que significa governar. Com gente que se dizem sábios, inteligentes, os melhores e é ver, como com tudo de bom, onde levaram o país e a UE.
Mas o que são as apostas no crescimento através do aumento dos salários e das prestações sociais – e da impressão de moeda para comprar dívida pública -, sem que a elas corresponda um crescimento sustentado da economia, bem como algumas exigências no sentido do controlo administrativo dos preços (energia, rendas, condições de acesso a crédito, etc.) e da intervenção estatal em processos entre empresas privadas (por cá: PT, BES, Tranquilidade, etc., mas também quase todas as empresas à beira da falência), se não um primeiro passo para a perda de competitividade e para uma situação à venezuelana? Evidentemente, demoraria tempo se os países do Norte da Europa fossem acedendo a pagar a conta (até ao momento em que eles próprios não fossem competitivos a nível mundial). A posição da Alemanha, da Holanda, da Finlândia, etc. – de irem aceitando cedências à medida que são executadas reformas – é a única que pode tornar a situação minimamente sustentável. Se entretanto os eleitores gregos, espanhóis ou portugueses não estoirarem com o euro e iniciarem mesmo um trajecto de inflação galopante à argentina ou à venezuelana.
Não são os eleitores que estoiram, são os governos em quem confiaram. Os Holandeses segundo o presidente do Eurogrupo, por sinal Holandês, têm uma dívida maior que a Grécia, vão ceder em quê? A Alemanha não tem qualquer moral para dizer seja o que for, é que a eles foi-lhes perdoada metade da dívida, não porque o governo gastou dinheiro a torto e a direito, mas porque fez atrocidades bárbaras em quase toda a Europa.
“João” (aka “Miragem”)
Você não tem outros discos? Um só que seja?
Lá tem de vir outra vez a conversa da Alemanha. E se formos mais atrás, também podemos dizer que se impôs uma dívida à Alemanha que ela não provocou, não é? Ou mais à frente, que países contribuíram mais, dentro da CEE/UE, para os menos desenvolvidos? é que as ajudas comunitárias não caíram do céu…
Absolutamente de espantar a anuência da imbecilidade caseira perante políticas do mais pidesco, repugnante e abjecto que imaginar se pode.
Claro que atenta à liberdade individual, o controle do consumo dos cidadãos através das impressões digitais. Mas, há sempre um mas…o que dizer da limitação do consumo dos cidadãos, quando lhe acabam com o posto de trabalho, não lhe reconhecem o direito a um subsídio social, lhe cortam as pensões, etc., etc…A violência económica existe e é usada para amordaçar e subjugar! E, chamem aos regimes que a aplicam, o que quiserem. No final, o que fica é a triste realidade da sobrevivência!
Ana: Os postos de trabalho (tanto no sector privado como no público) só existem quando existe economia que os sustente. E, da mesma forma que ninguém abre uma empresa e começa de imediato a pagar salários e distribuir bónus iguais ao de outras que, estando no mercado há mais tempo, têm marcas mais conhecidas, quotas de mercado consolidadas e capacidade técnica comprovada, países como Portugal, a Grécia ou a Venezuela têm de criar condições para que o nível de emprego, de salários, de prestações sociais, etc., possa ir subindo paulatinamente. Infelizmente, fazem (e até defendem) o contrário (benefícios iguais aos dos países mais desenvolvidos em economias que estão longe de ser iguais às deles) e depois tentam forçar a economia a pagar a conta, através de impostos, legislação, etc. Com ou sem euro, com ou sem petróleo, com mais ou menos corrupção (evidentemente, com mais é pior), acaba mal. E os empregos desaparecem.
Limitar o consumo é virtuoso, de acordo com muitos economistas. Só com moderação no consumo se consegue poupar e somente a poupança permite o investimento que leva a um aumento da produção. Logo, a limitação ao consumo é absolutamente essencial, de acordo com muitos economistas.
Até lhe podemos chamar “austeridade de esquerda”.
E depois os mesmo economistas e o Luís Lavoura queixam-se que não há crescimento…
Temos pelo país e por aqui economistas, jornalistas que adoram o Défice mas estão contra a Dívida. O Défice é bom a Dívida é má.
Uma capacidade extraordinária de estar a favor e contra ao mesmo tempo.
Como se não bastasse temos também aqueles economistas, e o Luís Lavoura que estão contra o consumo e a favor do crescimento.
È obra.
A pergunta a fazer è : são capazes de pensar? Pensar.
Por que isto é simplesmente pensar.
Capacidade de ligar as celulazinhas cinzentas.
O camarada Pires Coxe vai adoptar isso por cá quando chegar ao governo.
Este põe impressões digitais, outros há que cortam reformas, pensões, vencimentos, vendem tudo e ainda por cima não pagam segurança social…… O Maduro é um tonto e estes que serão?
Não sei se o Maduro é tonto. Sei que é presidente de um país com petróleo e sem euro, que vem implementando as políticas sociais e económicas que muito boa gente (nem tenho a certeza se estou a ser irónico) defende por cá. Veja-se onde levam.
Não concordo consigo. Não vi, nenhum partido por cá, impor ou querer impor, as medidas tontas, dum tonto que pensa que sabe governar, mas creio que nem sabe o que significa governar. Com gente que se dizem sábios, inteligentes, os melhores e é ver, como com tudo de bom, onde levaram o país e a UE.
Mas o que são as apostas no crescimento através do aumento dos salários e das prestações sociais – e da impressão de moeda para comprar dívida pública -, sem que a elas corresponda um crescimento sustentado da economia, bem como algumas exigências no sentido do controlo administrativo dos preços (energia, rendas, condições de acesso a crédito, etc.) e da intervenção estatal em processos entre empresas privadas (por cá: PT, BES, Tranquilidade, etc., mas também quase todas as empresas à beira da falência), se não um primeiro passo para a perda de competitividade e para uma situação à venezuelana? Evidentemente, demoraria tempo se os países do Norte da Europa fossem acedendo a pagar a conta (até ao momento em que eles próprios não fossem competitivos a nível mundial). A posição da Alemanha, da Holanda, da Finlândia, etc. – de irem aceitando cedências à medida que são executadas reformas – é a única que pode tornar a situação minimamente sustentável. Se entretanto os eleitores gregos, espanhóis ou portugueses não estoirarem com o euro e iniciarem mesmo um trajecto de inflação galopante à argentina ou à venezuelana.
Não são os eleitores que estoiram, são os governos em quem confiaram. Os Holandeses segundo o presidente do Eurogrupo, por sinal Holandês, têm uma dívida maior que a Grécia, vão ceder em quê? A Alemanha não tem qualquer moral para dizer seja o que for, é que a eles foi-lhes perdoada metade da dívida, não porque o governo gastou dinheiro a torto e a direito, mas porque fez atrocidades bárbaras em quase toda a Europa.
“João” (aka “Miragem”)
Você não tem outros discos?
Um só que seja?
Lá tem de vir outra vez a conversa da Alemanha. E se formos mais atrás, também podemos dizer que se impôs uma dívida à Alemanha que ela não provocou, não é? Ou mais à frente, que países contribuíram mais, dentro da CEE/UE, para os menos desenvolvidos? é que as ajudas comunitárias não caíram do céu…
Absolutamente de espantar a anuência da imbecilidade caseira perante políticas do mais pidesco, repugnante e abjecto que imaginar se pode.
Claro que atenta à liberdade individual, o controle do consumo dos cidadãos através das impressões digitais. Mas, há sempre um mas…o que dizer da limitação do consumo dos cidadãos, quando lhe acabam com o posto de trabalho, não lhe reconhecem o direito a um subsídio social, lhe cortam as pensões, etc., etc…A violência económica existe e é usada para amordaçar e subjugar! E, chamem aos regimes que a aplicam, o que quiserem. No final, o que fica é a triste realidade da sobrevivência!
Ana:
Os postos de trabalho (tanto no sector privado como no público) só existem quando existe economia que os sustente. E, da mesma forma que ninguém abre uma empresa e começa de imediato a pagar salários e distribuir bónus iguais ao de outras que, estando no mercado há mais tempo, têm marcas mais conhecidas, quotas de mercado consolidadas e capacidade técnica comprovada, países como Portugal, a Grécia ou a Venezuela têm de criar condições para que o nível de emprego, de salários, de prestações sociais, etc., possa ir subindo paulatinamente. Infelizmente, fazem (e até defendem) o contrário (benefícios iguais aos dos países mais desenvolvidos em economias que estão longe de ser iguais às deles) e depois tentam forçar a economia a pagar a conta, através de impostos, legislação, etc. Com ou sem euro, com ou sem petróleo, com mais ou menos corrupção (evidentemente, com mais é pior), acaba mal. E os empregos desaparecem.