0 comentários em “Entretanto, do outro lado do Atlântico…”

  1. Limitar o consumo é virtuoso, de acordo com muitos economistas. Só com moderação no consumo se consegue poupar e somente a poupança permite o investimento que leva a um aumento da produção. Logo, a limitação ao consumo é absolutamente essencial, de acordo com muitos economistas.

    1. E depois os mesmo economistas e o Luís Lavoura queixam-se que não há crescimento…

      Temos pelo país e por aqui economistas, jornalistas que adoram o Défice mas estão contra a Dívida. O Défice é bom a Dívida é má.
      Uma capacidade extraordinária de estar a favor e contra ao mesmo tempo.

      Como se não bastasse temos também aqueles economistas, e o Luís Lavoura que estão contra o consumo e a favor do crescimento.

      È obra.

      A pergunta a fazer è : são capazes de pensar? Pensar.
      Por que isto é simplesmente pensar.

      Capacidade de ligar as celulazinhas cinzentas.

  2. Este põe impressões digitais, outros há que cortam reformas, pensões, vencimentos, vendem tudo e ainda por cima não pagam segurança social…… O Maduro é um tonto e estes que serão?

    1. Não sei se o Maduro é tonto. Sei que é presidente de um país com petróleo e sem euro, que vem implementando as políticas sociais e económicas que muito boa gente (nem tenho a certeza se estou a ser irónico) defende por cá. Veja-se onde levam.

      1. Não concordo consigo. Não vi, nenhum partido por cá, impor ou querer impor, as medidas tontas, dum tonto que pensa que sabe governar, mas creio que nem sabe o que significa governar. Com gente que se dizem sábios, inteligentes, os melhores e é ver, como com tudo de bom, onde levaram o país e a UE.

        1. Mas o que são as apostas no crescimento através do aumento dos salários e das prestações sociais – e da impressão de moeda para comprar dívida pública -, sem que a elas corresponda um crescimento sustentado da economia, bem como algumas exigências no sentido do controlo administrativo dos preços (energia, rendas, condições de acesso a crédito, etc.) e da intervenção estatal em processos entre empresas privadas (por cá: PT, BES, Tranquilidade, etc., mas também quase todas as empresas à beira da falência), se não um primeiro passo para a perda de competitividade e para uma situação à venezuelana? Evidentemente, demoraria tempo se os países do Norte da Europa fossem acedendo a pagar a conta (até ao momento em que eles próprios não fossem competitivos a nível mundial). A posição da Alemanha, da Holanda, da Finlândia, etc. – de irem aceitando cedências à medida que são executadas reformas – é a única que pode tornar a situação minimamente sustentável. Se entretanto os eleitores gregos, espanhóis ou portugueses não estoirarem com o euro e iniciarem mesmo um trajecto de inflação galopante à argentina ou à venezuelana.

          1. Não são os eleitores que estoiram, são os governos em quem confiaram. Os Holandeses segundo o presidente do Eurogrupo, por sinal Holandês, têm uma dívida maior que a Grécia, vão ceder em quê? A Alemanha não tem qualquer moral para dizer seja o que for, é que a eles foi-lhes perdoada metade da dívida, não porque o governo gastou dinheiro a torto e a direito, mas porque fez atrocidades bárbaras em quase toda a Europa.

          2. “João” (aka “Miragem”)

            Você não tem outros discos?
            Um só que seja?

          3. Lá tem de vir outra vez a conversa da Alemanha. E se formos mais atrás, também podemos dizer que se impôs uma dívida à Alemanha que ela não provocou, não é? Ou mais à frente, que países contribuíram mais, dentro da CEE/UE, para os menos desenvolvidos? é que as ajudas comunitárias não caíram do céu…

  3. Absolutamente de espantar a anuência da imbecilidade caseira perante políticas do mais pidesco, repugnante e abjecto que imaginar se pode.

  4. Claro que atenta à liberdade individual, o controle do consumo dos cidadãos através das impressões digitais. Mas, há sempre um mas…o que dizer da limitação do consumo dos cidadãos, quando lhe acabam com o posto de trabalho, não lhe reconhecem o direito a um subsídio social, lhe cortam as pensões, etc., etc…A violência económica existe e é usada para amordaçar e subjugar! E, chamem aos regimes que a aplicam, o que quiserem. No final, o que fica é a triste realidade da sobrevivência!

    1. Ana:
      Os postos de trabalho (tanto no sector privado como no público) só existem quando existe economia que os sustente. E, da mesma forma que ninguém abre uma empresa e começa de imediato a pagar salários e distribuir bónus iguais ao de outras que, estando no mercado há mais tempo, têm marcas mais conhecidas, quotas de mercado consolidadas e capacidade técnica comprovada, países como Portugal, a Grécia ou a Venezuela têm de criar condições para que o nível de emprego, de salários, de prestações sociais, etc., possa ir subindo paulatinamente. Infelizmente, fazem (e até defendem) o contrário (benefícios iguais aos dos países mais desenvolvidos em economias que estão longe de ser iguais às deles) e depois tentam forçar a economia a pagar a conta, através de impostos, legislação, etc. Com ou sem euro, com ou sem petróleo, com mais ou menos corrupção (evidentemente, com mais é pior), acaba mal. E os empregos desaparecem.

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