Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Em 20 destaques feitos pelo Sapo em Fevereiro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesse dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu seis menções ao longo do mês.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Os críticos que odeiam cinema (94 comentários)

Falar claro sobre eutanásia (75 comentários)

O declínio do pensamento (60 comentários)

Outros tempos, outros modos (53 comentários)

Escritores discordam do “acordo” (em actualização) (98 comentários)

As etiquetas partidárias (62 comentários)

 

Com um total de 442 comentários nestes postais.

Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

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  1. O link para “O declínio do pensamento”, em vez de nos levar para o poste, leva-nos, novamente, para o da eutanásia e, dei conta do lapso, por me interessar em ler alguns comentários que me tenham escapado porque, para mim, de todos os temas, este é o mais importante porque, tudo o resto, serão apenas sintomas ou meras percepções erróneas, derivadas deste declínio do pensamento.

    Se alguém ainda pensa que este declínio é por acaso, devia ler Antony C. Sutton (1925-2002), não era bruxo nem profeta, apenas economista, historiador e escritor que sabia ligar causas a consequências, quando via uma minoria a manipular o Sistema, para conseguir levar “os carneiros para o redil”.
    Basta transformar o animal racional em irracional que, sem pensamento individual, passa a funcionar em rebanho, apenas atento aos estímulos externos.

    Grande parte do serviço foi feito (e continua a ser), através da educação dos jovens porque, se mal sabem ler as “palavras”, não saberão interpretá-las e, muito menos argumentar, até chegar à última etapa e é, precisamente, à que estamos a assistir porque, incapazes de debater assuntos, basta silenciar os outros com chavões ou, simplesmente, passar do racional ao emocional, dizer que ofendem e, como último recurso, pôr umas etiquetas malévolas nos que ainda conseguem pensar por si próprios. Usam as palavras mas, desconhecendo o seu verdadeiro significado, tanto as repetem fora de contexto que conseguem mudar o seu significado.

    Quando o colectivo se sobrepõe aos indivíduos, facilmente, podem manipular, amestrar ou mecanizar os humanos ou como pensam que chegámos ao ponto de andar a votar esquerda, centro ou direita mas, seja onde for, temos países com Parlamentos a obedecer, não sabemos bem a quem mas, ainda há, quem pense que vota em euro-deputados que os representam, como? Se estes não podem propor ou vetar Leis e, a cereja no topo de bolo é um BCE igual a um FED, Bancos privados, pertencentes à minoria dos triliões, os únicos que têm o poder de imprimir dinheiro do ar e, com dinheiro baseado em nada (muito conveniente ter acabado o padrão ouro), em troca recebem Bens Reais a nível global porque, por portas e travessas, passaram a controlar todos os Bancos, incluindo aqueles que eram os Bancos Centrais dos respectivos países porque, incluídos no SEBC, têm como função “estabelecer e aplicar a política monetária da comunidade”, não ao serviço dos países e dos seus cidadãos que, como já referi anteriormente, deixaram de ter voto na matéria.

    Naturalmente, foram poucos os que, com décadas de antecedência, conseguiram antever o fim do caminho e, todos nós, podemos ser ingénuos mas, só até uma determinada altura, quando os sinais de alarme começaram a ser muitos. Só os que teimam em ser ignorantes, continuam a pensar que a solução para os problemas, será repetindo a mesma receita, como continuar a espernear em areia movediça esperando parar de se afundar e, da ignorância, passamos, rapidamente, à idiotice.

    Não é fácil saber como funciona o mundo que nos rodeia porque, constantemente, a nossa percepção está a ser ludibriada com camadas e camadas de lixo, estrategicamente colocadas por aqueles que, não controlando o Sistema diretamente, ajudam a consolidá-lo, sabendo bem como funciona e, financeiramente, lhes é muito proveitoso.

    Outros colaboram com o 1% de borla, pois acreditam na utopia de gerir humanos como carneiros, todos iguais, com igual ração (s/açúcar) e horários certos no pasto.
    Os mais difíceis de detectar, aqueles que qualquer nicho lhes serve para dar asas à sua psicopatia, o prazer de ter qualquer tipo de Poder sobre os seus iguais como se, alguém viesse a este Mundo com a finalidade de mandar na vida dos outros, como se fossem eternas crianças ou uns ignorantes que têm apenas de obedecer a gente que ainda nem aprendeu a percorrer o seu próprio caminho e é, apenas, intermediário de ordens, meros pau-mandados com prazer em lixar o próximo.

    As consequências estão à vista, seres humanos cada vez mais desumanizados e infelizes, por causa de uma minoria de mentirosos, hipócritas, chico-espertos, acomodados ou que, apenas, aspiram ao poder de mandar, um Mundo que parece mais um asilo de loucos ou um infantário onde, quem decide as actividades diárias, ensandeceu ou ainda ontem usava fraldas.

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