Enfim, um deputado liberal


Pedro Correia,

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Está de parabéns o Carlos Guimarães Pinto. Não foi eleito deputado mas viu a sua Iniciativa Liberal chegar à Assembleia da República logo à primeira tentativa, com um representante por Lisboa. Portugal era até agora o único país europeu sem uma força assumidamente liberal no seu parlamento. Esta lacuna acaba de ser preenchida. Apesar de a IL ter sido ignorada pela generalidade dos órgãos de comunicação social durante a campanha – designadamente pelas televisões, que voltaram a mostrar-se incapazes de seguir novos trilhos informativos, apostando sempre e só nos consagrados.

Tenho grande apreço pelo Carlos, que já escreveu como convidado especial no DELITO DE OPINIÃO e teve a amabilidade de ajudar a promover o nosso livro. Daqui lhe mando um forte e merecido abraço.

76 comentários em “Enfim, um deputado liberal”

    1. Indignado fico eu quando alguns, com ar de quem acaba de descobrir a pólvora, papagueiam agora conteúdos difamatórios e injuriosos que há vários anos foram desmentidos em toda a linha, de forma categórica, na sede própria.
      Caso seja necessário, a sede própria voltará a impor-se perante novos arautos de velhas calúnias. Usem nome ou pseudónimo.

  1. Era inevitável. Em Portugal vai-se sempre a contratempo. Esse “liberalismo” era para o tempo da abundância energética e da exploração da(s) fronteira(s). Durou dois séculos e está a acabar. Um Parlamento com “ideias novas”, daquelas que já nasceram velhas.

    1. O lilberalismo, sem aspas, é a segunda mais forte corrente europeia. E também aquela que mais cresce – como ficou comprovado em Maio, na eleição para o Parlamento Europeu.
      Que Portugal tenha sido o último parlamento na UE com um partido assumidamente liberal é uma das aberrações do nosso desequilibrado sistema político.

        1. Quando é que a Europa não esteve numa “crise profunda”?

          A América Latina não está numa crise profunda?
          O Médio Oriente não está numa crise profunda?
          O continente africano não está numa crise profunda?
          A China e outros países do Extremo Oriente não estão numa crise profunda?

          E o que é isso tem a ver com a eleição do primeiro deputado assumidamente liberal no parlamento português, dando enfim voz àqueles cidadãos desta área política que não estavam representados na Assembleia da República?

          1. Está bem, Pedro, não se enerve. No pasa nada. Ah, a saga heróica da humanidade: sempre em crise, sempre a superar-se. Até ver. Para uma leitura que estimula a imaginação aconselho um clássico quase esquecido vindo lá das brumas que envolvem a pátria do liberalismo: “Last and First Man”, de Olaf Stapledon.

            (O que é que o deputado liberal tem a ver com tudo isto? Nada. E essa é, diria eu, a principal disfuncionalidade do nosso sistema político. E produtivo)

      1. O que é o liberalismo?
        É pagarmos, com os nossos salários “da treta”, tudo, como a Educação, Saúde? É privatizarmos sectores estratégicos, que asseguram a soberania nacional, como a distribuição, produção de Electricidade? Toda a Banca? As Águas?

        O problema do nosso atraso não está no sistema político. O problema está no nosso atraso enquanto cidadãos. Ninguém pensa, não por ausência de tempo, mas por ausência de vontade.

        Mudem – se as gentes, e o país mudará também.

          1. Isso é muito complicado e levava muito tempo.

            Poderei, se me permite, defini-la pelo seu contrário (“do tipo: luz, é ausência de escuridão, dor, ausência de prazer). Assim, Soberania nacional seria algo que Portugal não tem. Algo relacionado com independência, no sentido de termos, em nossas mãos, o destino da nação, a liberdade de escolhermos o nosso caminho.

            Passa até por aqui, essa Soberania. Vê, é tema muito demorado e aborrecido.

            https://edition.cnn.com/2019/09/12/business/china-pork-reserves-african-swine-fever/index.html

            It matters not how strait the gate,
            How charged with punishments the scroll,
            I am the master of my fate,
            I am the captain of my soul.

        1. A Iniciativa Liberal não propõe que paguemos com os nossos salários a educação e a saúde. Propõe sim que, mantendo o financiamento do Estado, haja liberdade de escolha dos prestadores de educação e saúde. Ou seja, que as pessoas possam escolher a que prestador de cuidados de saúde recorrer, e escolher em que escola inscrever o seu filho, mas mantendo-se o pagamento (essencialmente) no Estado.

          O setor “estratégico” da eletricidade já hoje se encontra totalmente privatizado, e o setor “estratégico” da banca também é quase totalmente privado, e ninguém pode dizer que daí advenha qualquer mal especial.

          1. A banca é controlada pelo BCE e as suas impressoras , a energia é controlada pelo poder político por via da legislação e “Entidades” e “Autoridades” , até o preço da RTP vem na factura.

            lucklucky

          2. Não faço ideia se Ricardo Arroja é membro da IL ou não. Pergunte-lhe a ele.
            Eu não sou nenhum manda-chuva da IL para poder espiar a lista de membros do partido.

        2. Toda a Banca? Para os Partidos meterem lá os seus boys? Para esses gestores darem largas à vaidade e servirem quem os indicou? Para arrajarem operações bancárias mais do que deficitárias e exigirem mais e mais impostos de todos, especialmente dos mais desafavorecidos?
          Que Deus nos acuda!

          1. E não é isso que acontece com ela “privatizada”, mais é toda do Estado porque se a executasse as dividas da mesma ao Estado não ficavam pagas…

            WW

          2. Corram com todos. Façam uma purga, uma depuração, à moda da extrema-esquerda.
            No final ficam muito poucos mas todos muito puros. Talvez só dois, a dançar o tango: Rio e o secretário-geral Silvano, esse grande exemplo de ética política, que “assinava” folhas de presença em São Bento quando estava a 300km do parlamento.

  2. “A Iniciativa Liberal acredita na liberdade individual, de que todos os indivíduos têm direitos fundamentais onde se inclui dirigir a sua própria vida, o direito a dispor da sua propriedade e a escolher como viver em comunidade. Na sua concepção a liberdade deve ser vista de forma completa abrangendo e promovendo uma diminuição da presença do Estado na economia (liberdade económica), social e política pois na restrição de uma destas a liberdade deixa de existir. Defende as ideias políticas que permitam pessoas livres, sociedades livres, mercados livres, cidadãos livres, sustentado no facto de que a liberdade é o maior motor de geração de desenvolvimento humano, de harmonia social, e de prosperidade económica.”
    Lamento a minha falta de entusiasmo, mas não vejo aqui nada de novo.

      1. Já se filiou ?
        Apresse-se que aquilo ainda acaba antes da Aliança.
        Elegeu um deputado independente ao que julgo saber, mas independente em quê, é mais liberal ou menos liberal :::!

        WW

  3. Não me parece correto felicitar em particular o Carlos Guimarães Pinto. Primeiro, porque não foi somente ele, nem sequer principalmente ele, a fazer a campanha da Iniciativa Liberal. Segundo, porque a Iniciativa Liberal teve no distrito pelo qual o Carlos concorreu (Porto) um resultado muito modesto (1,5%) (aliás tal e qual como em todos – menos um – os outros distritos do país), ao contrário daquilo que aconteceu no distrito de Lisboa (2,5%).
    O mérito da IL está todo no distrito de Lisboa, não está no distrito do Porto. Quem deve ser felicitado é quem fez a campanha em Lisboa.

    1. O CGP fez campanha no Porto e em Lisboa, sendo natural da Póvoa fez muito bem em ser candidato pelo Porto. No Porto o PSD teve mais 50.000 votos que em Lisboa, não é difícil perceber porque é que “migraram” menos votos neste distrito. Também é natural começar por eleger em Lisboa, exemplo claro foi a estratégia de sucesso do Livre nestas legislativas.

      1. Evidentemente que CGP fez bem em ser candidato pelo Porto, se é de lá natural e é lá que reside (como penso que seja o caso).

        não é difícil perceber porque é que “migraram” [do PSD para a IL] menos votos neste distrito

        Para mim até me parece difícil de perceber. A minha opinião é que, por a sociedade nortenha ser marcadamente mais conservadora que a do Sul, as pessoas lá têm mais medo do liberalismo – que, por definição, é anti-conservador. Também, as pessoas no Norte vivem mais agarradas às tradições familiares – uma das quais, em muitas famílias, será votar num determinado partido.

        é natural começar por eleger em Lisboa

        Sim, é natural que, se um partido tiver a mesma percentagem de votação em todo o país, eleja mais facilmente por Lisboa do que pelo Porto.

        Agora, o que já não é nada natural são as grandes diferenças de sucesso da Iniciativa Liberal entre o distrito de Lisboa, no qual obteve 2,5% dos votos, e todos os restantes distritos do país (incluindo o distrito do Porto), nos quais obteve sempre menos de 1,5% dos votos. Parece que a Iniciativa Liberal é um partido a duas velocidades: Lisboa a grande velocidade, todo o resto do país a velocidade moderada ou baixa. E, mesmo nos distrito de Lisboa, há enorme diferença entre o sucesso da IL no eixo Lisboa-Cascais, e em todo o resto do distrito.

        1. O Luís Lavoura comete um erro de palmatória ao falar de “sociedade nortenha”, como se o Norte fosse assim tão homogêneo e não houvesse grandes diferenças entre Trás-os-Montes e o Douro Litoral, por exemplo. É verdade que no seu todo é mais conservador, mas o Porto é tido como cidade liberal, até por razões históricas – não por acaso, a IL colocou cartazes nesse sentido, com a efígie da estátua de D. Pedro IV e o apelo à descentralização territorial. E havia mais figuras ligadas à IL, como um dos principais vereadores da CMP do movimento de Rui Moreira, Ricardo Valente. Estava à espera que no Porto tivessem mais votos, mas o efeito Rio, ao menos na cidade, terá desviado alguns eleitores.

        2. A sociedade nortenha mais conservadora, menos liberal? Veja a quantidade de PME que existem cá em cima.

          Talvez quisesse dizer que os nortenhos vão mais à missa. Mas isso pode ser positivo. Aliás, talvez por isso os nortenhos, os portuenses, em particular, confiem muito mais uns nos outros do que os lisboetas. Por essa razão o Porto é a Cidade Liberal por excelência.

          1. Não sei se o País aguenta com dois líderes partidários naturais de Espinho. O que se perfila no PSD dá entrevista amanhã para gáudio da trupe da intriga.
            Lá vem a “tralhada” toda outra vez brincar com o destino do único partido que poderia fazer efectiva diferença.

            Isabel

          2. Pelo contrário, sempre achei Espinho um ponto de partida promissor. Não estou tão certa é da chegada. Um dia trocarei isto por miúdos.

            Isabel

          3. Espinho, dizia-me um dia uma pessoa que era de lá, é uma cidade em que as pessoas têm mentalidade de aldeia.
            Tenho todas as razões para crer que assim é, de facto.

  4. As reacções aos resultados da IL no “tuítér” e afins mostram bem a maturidade, a responsabilidade e o carácter dos nossos democratas de turno. Vê-se como estão tão abertos à diferença, à diversidade, ao confronto de ideias e à mudança.

    Desejo a maior sorte à Iniciativa Liberal nos próximos quatro anos.

  5. “A Iniciativa Liberal … Na sua concepção a liberdade deve ser vista de forma completa abrangendo e promovendo uma diminuição da presença do Estado na economia (liberdade económica), social e política pois na restrição de uma destas a liberdade deixa de existir…”

    A subvenção de campanha é diferente da subvenção pública?
    É.
    A IL abdicou da subvenção de campanha?
    Abdicou.
    A IL vai abdicar da subvenção pública?
    Não.

    https://www.msn.com/pt-pt/video/sicnoticias/iniciativa-liberal-abdica-da-subvenção-partidária/vi-AAIqOPw

    1. O anónimo porque é que não faz a pergunta aos Comunistas, Bloquistas e Socialistas de diversas cores quando compram produtos de produção capitalista?

      A IL é obrigada a ter praticas socialistas pela violência de uma lei logo tem todo o direito a receber tudo o que está na mesma lei.

      Note-se que quando um apoiante do Bloco de Esquerda compra um Samsung <- malvada empresa capitalista – está a fazê-lo de livre vontade, não tem a violência da lei para o obrigar.

      Mas os Comunistas e Socialistas precisam sempre de obrigar os outros que não são. Criarem uma Comuna onde provariam o bem das suas ideias é que não fazem.

      Espero ver o anónimo ser coerente e defender a Objecção de Consciência no pagamento de impostos.

      lucklucky

  6. A maior parte dos partidos “liberais” Europeus não tem nada ou muito pouco de liberal. É assim como chamar ao PSD de “direita” eles que têm aumentado os impostos e o poder do Estado sempre que vão para o Governo.

    É aliás uma nódoa negra a Iniciativa Liberal ter aderido ao ALDE.

    Se o ALDE fosse Liberal faria tudo para facilitar o Brexit e fazer com que as coisas funcionassem.

    Ao invès temos um importante representante do ALDE a fazer discursos a favor de um Império Europeu.

    lucklucky

      1. Não me parece que tenha contestado o que disse.
        Apenas contestou o que eu não disse nem penso.

        É uma boa notícia o IL ter eleito o deputado pena não ter eleito mais.

        lucklucky

    1. Se o ALDE fosse Liberal faria tudo para facilitar o Brexit

      Que disparate. O Brexit tem tudo a ver com nacionalismo, nada com liberalismo.

      A União Europeia tem que defender os seus interesses, em particular e muito em especial os interesses dos seus pequenos países, neste caso a Irlanda. Não tem nada (a União Europeia) que defender os interesses nacionalistas dos ingleses.

      Se amanhã Espanha fizesse um referendo em que decidisse sair da UE, eu esperaria e desejaria que a UE defendesse os interesses de Portugal. Tal e qual como agora está a proteger os interesses da Irlanda.

      1. Andam todos baralhados. Existe um Liberalismo filosófico, político, que nada tem a ver com o liberalismo económico.

        O liberalismo político, relaciona – se com autonomia dos países, em termos de soberania, tal como o liberalismo económico relaciona – se com a autonomia do indivíduo, relativamente ao Estado.

        Um exemplo de um Estado político liberal, mas não económico, era a Inglaterra Vitoriana. Um exemplo de um Estado económico liberal, mas não político, era o Estado de Utah, até Abril deste ano.

      2. O Liberalismo é o direito de pessoas e comunidades escolherem o seu caminho. Isso incluí fecharem-se.

        Pode-se ser Comunista e Liberal : Criar uma Comuna com as pessoas que acreditam nessa ideia em vez de como fazem todos os Partidos Comunistas obrigarem os não Comunistas a serem-no.

        Para o Luís Lavoura o Nacionalismo da União Europeia está bem. Mais uma demonstração que os anti-Nacionalistas só querem é um Nacionalismo geograficamente maior.

        Quando os Checos e Eslovacos se separaram não houve dramas. O que se passa prova como a União Europeia é uma força anti-liberal. Como se já não bastasse como se comporta com a Suíça.

        lucklucky

        1. (1) O liberalismo nada diz sobre comunidades. Muito menos sobre “comunidades” inventadas e involuntárias, como sejam países.

          (2) A União Europeia não é nacionalista.

          (3) O Reino Unido é perfeitamente livre de sair da União Europeia, e esta não o impede de tal, aliás a saída está prevista nos tratados da União. Agora, a União defende os seus interesses e os interesses dos seus Estados-membros. O Reino Unido pode sair, mas a União só dará o seu acordo a essa saída se ela não aruinar a economia da Irlanda, e se não violar um tratado internacional – os Acordos de Sexta-Feira Santa – que esse Estado-membro assinou, tratado esse em que o Reino Unido e a Irlanda se comprometeram a que não existisse uma fronteira física entre as duas Irlandas. E decorre desse tratado que o Reino Unido tem que estar na mesma união aduaneira em que a República da Irlanda se encontra. É somente isso que a União Europeia exige do Reino Unido – que este permaneça na união aduaneira europeia. Afora isso, a União Europeia dá completo assentimento a que o Reino Unido se vá embora.

    2. Se o ALDE fosse Liberal faria tudo para facilitar o Brexit

      É o próprio Reino Unido que pode e deve facilitar o Brexit. Basta fazer uma coisa muito simples – colocar uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a Grã-Bretanha. Essa fronteira (que seria controlada por guardas fronteiriços da União Europeia) garantiria que as fronteiras aduaneiras da União Europeia seriam entre a Irlanda e a Grã-Bretanha, e não entre a Irlanda do Norte e a do Sul – o que aliás é probido pelos Acordos de Sexta-Feira Santa.

      É simplicíssimo. Mas o Reino Unido rejeita liminarmente essa possibilidade.

      Sendo o Reino Unido quem pediu para sair, é ele quem tem a obrigação de facilitar a saída. Nomeadamente, fazendo isto – uma fronteira entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino.

      A União Europeia não tem culpa nenhuma de que, devido aos estúpidos problemas políticos do Reino Unido, este não seja capaz de facilitar ele mesmo a sua saída da União.

  7. Os partidos liberais do parlamento europeu têm um alcance muito mais lato do que os partidos liberais dos séculos XIX e XX. É o grupo parlamentar do partido de Macron que defende o fim das nações europeias e uma Europa Federal, de regiões, comandada pelo eixo Franco/alemão. Defende ainda o fim das fronteiras no mundo, liberdade total de circulação de capitais, pessoas, bens e serviços em todo o planeta. Foi dentro desta ordem de ideias que ele vendeu o aeroporto de Toulouse aos chineses e, há pouco tempo, queria privatizar a empresa « Aéroports de Paris » mas as oposições foram tão fortes que a ideia foi adiada.
    Para os liberais europeus, também chamados de mundialistas ou globalistas, o conceito de nação não tem qualquer significado tal como o conceito de cultura nacional e, nas suas palavras, a colonização foi um crime contra a humanidade. Não sei se é esta a ideologia do IL mas penso que não.

    1. “Para os liberais europeus, também chamados de mundialistas ou globalistas, o conceito de nação não tem qualquer significado tal como o conceito de cultura nacional e, nas suas palavras, a colonização foi um crime contra a humanidade. Não sei se é esta a ideologia do IL mas penso que não”

      Encaixa mais no Partido Libertário

      1. Macron identifica o seu partido como liberal e progressista e aqueles que formam o grupo liberal do PE assim também se definem.

        1. Segundo maior grupo no Parlamento Europeu. E aquele que mais cresceu nas eleições de Maio.
          Portugal está finalmente também inserido, a partir de agora, nesta grande família política europeia.

          1. Boa pergunta para fazer ao doutor Rio, que em Portugal se proclama de “centro-esquerda” enquanto mantém o PSD filiado no PPE – família política conservadora.

  8. Não votei no IL, mas acho que o resultado deste partido foi a única boa notícia das eleições. Era preciso um reforço da direita em Portugal e o IL conseguiu. A ver vamos se o facto de ter representação parlamentar permite que a existência de uma voz liberal autêntica em Portugal. Todos conhecemos, concordemos ou não com as suas posições, quem defenda mais liberdade individual e menos Estado, e todos sabemos que não tinham voz em Portugal. A questão é saber se chegaram tarde. Na perspectiva económica é difícil acreditar que baste menos Estado para existir um mercado livre e justo. Na perspectiva dos direitos individuas é impossível não registar que degeneraram na pantominice das identidades.

    Isabel

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