
Adolfo Mesquita Nunes: «Seria preferível que o PS, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelo povo, se preparasse para ceder no seu programa eleitoral em vez de fazer-se de virgem ofendida de cada vez que alguém profere a palavra compromisso. É que, desta vez, e muito enganado posso eu estar, o ónus da governabilidade recai sobre o governo e não sobre qualquer um dos partidos da oposição.»
Ana Vidal: «Detenho-me numa frase do livro Jesusalém – belíssima prosa poética de Mia Couto – que fica a tilintar-me nos ouvidos como um eco de sinos tibetanos: “Todo o silêncio é música em estado de gravidez.” O livro está cheio de frases felizes, mas acho esta de uma clarividência própria de uma alma em estado de graça. Como o silêncio, afinal.»
João Carvalho: «Fátima Felgueiras, Ferreira Torres, Isaltino Morais e Valentim Loureiro são alguns dos melhores exemplos de iniciativa privada que merecem especial destaque. Todos eles começaram a trabalhar por conta de outrem, empregados neste ou naquele partido, e representam hoje casos de sucesso crescente. Qual é o segredo? Muito simples: estabeleceram-se e passaram a trabalhar por conta própria.»
Luís M. Jorge: «Sim, amigos. Estamos a falar de Cavaco Silva. Cavaco. O Cavaco. Nada de confusões com aquele tipo vertical e amante das liberdades, que impõe a sua ética rigorosa aos amigalhaços e nos vai legar um défice de 7 ou 8 por cento neste ano de todas as disputas eleitorais.»
Paulo Gorjão: «Não é a primeira vez que, perante o risco potencial de uma epidemia, são elaboradas listas prioritárias para vacinamento. A mais recente abrange 5% da população. Neste caso o tema nem tem merecido grande atenção da população — até porque as pessoas não interiorizaram a situação como sendo especialmente grave — mas parece-me que seria útil uma reflexão mais aprofundada.»
Sérgio de Almeida Correia: «Ontem vi Manuel Carvalho da Silva dar o seu apoio a António Costa na corrida para a Câmara Municipal de Lisboa. Acreditei no gesto e nas palavras. Fiz mal. Esta manhã, o Diário de Notícias vem dizer que o apoio só durou três horas. É que, segundo o DN, entretanto, o mesmo Carvalho da Silva enviou um documento para a Comissão Coordenadora da CDU a justificar a sua posição e a esclarecer que o apoio dado ao candidato do PS não punha em causa “o apoio claro e inequívoco à CDU“. Pode ser que os eleitores de Lisboa entendam este discurso dubitativo e a multiplicação de apoios a forças que estão em concorrência directa pelos mesmos lugares. Eu não entendo.»
