Em regra, o terrorismo falha. E as “respostas fortes” ao terrorismo falham ainda mais.


Diogo Novo,

“A história evidentemente não oferece lições simples e prontas a usar. Mas isto não significa que nada se possa aprender com ela. Um primeiro dado fundamental da história do terrorismo é que este falha a maior parte das vezes. Os peritos em terrorismo dividem-se em muitos aspectos, mas a maioria concorda que boa parte das campanhas terroristas podem ter um forte efeito perturbador e mediático, mas fracassaram no sentido de que não levaram à mudança política pretendida. Pelo contrário, frequentemente legitimaram uma resposta forte à ameaça terrorista, que pode ser mais ameaçadora para as liberdades do que o terrorismo propriamente dito.”

Bruno Cardoso Reis no Observador.

 

[NOTA] Porque estamos em Portugal, eis a desgraçada “declaração de interesses”: O Bruno Cardoso Reis colaborou com enorme generosidade num livro sobre segurança do qual sou co-editor. O modesto canhenho teve um parto difícil e trabalhoso, mas espero que em breve esteja nos escaparates.

0 comentários em “Em regra, o terrorismo falha. E as “respostas fortes” ao terrorismo falham ainda mais.”

  1. Típico raciocínio de quem já tem as conclusões definidas à partida.

    A regra é falsa. Pois não há regra nenhuma.
    Depende das circunstâncias, da competência das forças em presença, se existem santuários e ou apoio externo importante que não se pode ou não se quer atacar.

  2. Vou ler. Mas.

    Há “terrorismo” baseado nos interesses e suportado por largas faixas da população. Esse tem bases para perdurar, numa evolução do mesmo sinal.

    O ISIS é apenas uma seita fanatizada por um retrito grupo de chefes religiosos, eles mesmo serventuários de outros poderes mais ou menos óbvios. Utilizam, como carne para canhão, desenraizados culturais (2ªs gerações de islamitas da Europa), os usuais idiotas úteis ou, coercivamente, populações sub-desenvolvidas.
    Terrorismo, claro….
    Com estas manobras o barril de crude está a 28 Euros.

  3. Perguntas: em que países Comunistas o terrorismo teve presença permamente?

    Só exemplos recentes: terrorismo na Argélia? terrorismo do Sri Lanka?

  4. Sempre falharam. A história demonstra que o denominado terrorismo tem por base fortes convicções, ao contrário do opositor.
    Creio que o que hoje importa reflectir, em sintonia com as experiências do passado, é a causa do terrorismo. E importa também reflectir que uma dessas causas reside no modelo de gestão de interesses políticos, económicos e geoestratégicos.
    Importa também temperar o anteriormente referido com a reflexão sobre a modern era que impõe um imperialismo cultural sobre as raízes de outras culturas, esmagando-as.

    A queda do Império Romano ocorre exactamente pela reacção dos terroristas bárbaros a todas as formas de dominação que lhes eram impostas.

    O terrorismo é o significado do terror que o gera, e são as inocentes e pacíficas vitimas que o pagam com seu sangue.

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