Há várias pontas por onde seria possível pegar para descrever mais uma exibição desoladora do Porto. Poderia referir-se, é claro, uma primeira parte em que a equipa não fez um remate. Ou resumir a coisa a partir da evidência de desastre que se concretiza em sofrer 3 golos em 45 minutos. Viria também a propósito falar da planificação medíocre da época, do fosso que existe entre o maior investimento de sempre e o pior futebol do século, ou da incapacidade de Vítor Pereira para, sequer, motivar um exército de formigas ainda que dispusesse de uma tonelada de açúcar. Tudo isso seria verdade, tão verdade como dizer que o lado da defesa do Porto meteu mais água do que aquela que passou no leito do Mondego no Inverno passado, que Hulk mudou para muito pior (e não me refiro à cor do cabelo) ou que a equipa revela menos intensidade do que a corrente eléctrica do Estádio Axa de Braga em dia de jogo com o Benfica. Mas, pensando bem, de que serve lembrar tudo isto e o resto todo se é o próprio treinador portista quem afirma que não encontra explicações e que não há ponta por onde pegar? No fundo, não é no discurso de Vítor Pereira que vale a pena determo-nos. Ali ao seu lado, Pedro Emanuel resumiu a noite em cinco palavras: o jogo não teve história. E a história, embora não seja grande coisa, é precisamente o único lugar que Vítor Pereira pode ainda ocupar no Futebol Clube do Porto.


Ora essa… Com muito encanto (o de sempre) para os da Brioooooosa 😉
Subscrevo…..
Uma tripeira subscreve?! Estou sem fala!
Sem dúvida!

Subscrevo, entoando sorridentemente a canção.
É simples: ser portuense e ser portista são coisas bem diferentes. Apesar de adepta desde sempre de um clube da capital, de alma e coração, enquanto aquele senhor (??) for o presidente vitalício deste clube e tiver o dom da fala, que apenas serve para acicatar ódios e fraccionar o desporto, estarei sempre do lado do adversário, qualquer que ele seja.
Compreendo 🙂 Aqueles manos, aliás…
Referia-me aos PC, claro…
A história tem sempre dois lados, pelo menos