Eleições antecipadas num protectorado?


Luís Menezes Leitão,

 

Parece que Freitas do Amaral, que conseguiu evoluir desde antigo presidente do CDS até antigo ministro de José Sócrates, se pronuncia contra as eleições antecipadas, imagine-se, porque é preciso esperar pelas eleições alemãs. Eu também sou contra as eleições antecipadas porque acho que não resolveriam nada, e provavelmente até nos fariam saltar da frigideira para o fogo. Agora dizer que o povo português não pode votar porque tem que ficar à espera de saber quem é o novo suserano em Berlim, acho que é o cúmulo de humilhação nacional. Está à vista o estado a que deixaram chegar um país que quiseram atirar à força para esta armadilha da União Europeia e do euro. E um dos muitos responsáveis foi precisamente Freitas do Amaral. Não foi ele que um dia regressou ao Parlamento só para defender o Tratado de Maastricht?

11 comentários em “Eleições antecipadas num protectorado?”

  1. A imagem que acompanha o post faz todo o sentido: A Alemanha conseguiu, finalmente, reinar sobre a Europa. Não tarda e temos todos que cantar ‘Deustshland uber alles’ .

  2. Antes de tudo o mais gostaria de dizer que estou de acordo com a afirmação de Passos Coelho: “Temos de fazer pela vida”. E fazer pela vida é precisamente colocar na vida, ou na rua, estes desgovernantes.

    Eu gostaria que alguém me explicasse aonde está escrito que provavelmente as eleições antecipadas nos “atirariam do fogo para a frigideira”.
    Ninguém espere que as eleições alemãs venham resolver o problema de Portugal. Eu penso, e fundamento, que o problema de Portugal, associado a outros tantos problemas na Europa e no mundo, é que resolverão o problema da Alemanha.
    De uma vez por todas, é necessário dizer aos desgovernantes alemães que ou eles seguem as regras da decência e as leis da urbanidade ou terão que fazer esse caminho longe de uma Europa unida. E depois desta atitude, que só pode ser tomada com os satélites tipo Passos, Gaspar & Cia. Lda fora das áreas de sua desgovernação, ou seja, fora do desgoverno nacional, e conforme a resposta dos alemães, deverá ser convocada uma nova cimeira e sobre ela serem debatidas as propostas dessa grande personalidade que leva por nome Jaques Delors.
    A Europa, tal como Fénix, renasceu das cinzas; e pode voltar a renascer!!!!
    O PR, Cavaco Silva, infelizmente terá um fim como chefe de estado bastante humilhante. Este desgoverno vai cair, e o PR será forçado a tomar as medidas que por sua teimosia e orgulho tem andado a contrariar.
    Eu não sou de conversa fiada e/ou para adormecer boi (expressão brasileira para enfado) nem tampouco gosto da palavra solidariedade. Porque esta palavra, nas bocas de quem as escuto, é falsa e plena de vícios.
    Mas eu tenho compaixão de todos estes miseráveis. Precisamente por isto eu prefiro a palavra Misericórdia, porque esta só tem efeito onde há miséria. E a miséria é tanta que é isto mesmo que lhes ofereço (a todos: desgoverno, PR e tantas outras instituições).
    Nota: Não, não pensem que minhas misérias estão aqui para vos apoiar. Esta consciência de ser miserável só me pode levar a perdoar e nunca a concordar com as misérias dos outros miseráveis. Mas também não pensem que esta consciência anda por aqui para transformar as pessoas em cordeiros para abate.

    Já agora, por falar em Misericórdia, deixo aqui umas palavras do padre Julio Gritti (em particular para aqueles e aquelas que tanto mostram bater com a mão no peito):

    http://www.youtube.com/watch?v=IHq-UV0w4qc

  3. E mais disse: “Porque a verdade é esta: ou a política alemã muda por efeito das eleições ou teremos de ser nós a impor que mude”.

    Ou seja, nós é que sabemos em quem os alemães devem votar.

    Só pode estar num campeonato de asneirame com o Mário Soares.

  4. Esqueci-me de frisar que ele voltou ao parlamento à socapa e por uns dias apenas para poder completar o que lhe faltava da meia dúzia de anos que eram precisos para mamar uma reforma, isso sim.

  5. o povo português não pode votar porque tem que ficar à espera de saber quem é o novo suserano em Berlim

    Faz todo o sentido, uma vez que o povo português não tem plena liberdade de decidir políticas se estas tiverem que ser pagas por dinheiro emprestado por Berlim.

    Fazendo uma comparação, necessariamente imprecisa, não faz sentido marido e mulher porem-se a decidir de que forma irão gastar o salário do próximo mês, se sabem que ele terá necessariamente que ser gasto a pagar as prestações da casa, do carro e do cartão de crédito.

    Quem vive de dinheiro emprestado naturalmente que perde a soberania.

    1. E, segundo essa inatacável lógica, para que raio precisaremos de fazer eleições cá? Para nada, e ainda poupamos algum.

  6. O mais patético que se assiste nas TV / Rádios é ouvir comentários de ex-ministros….
    Tantos… dezenas… bons, melhores de que bons, têm soluções na ponta da língua
    Só pergunto: Porquê deixaram chegar o país a este estado?
    Terá sido pela incompetência dos secretários-Estado ?? Dos funcionários subalternos? Do Povo?

  7. A União Europeia, Euro etc contra qual eu aliás estou contra – mas por ser uma entidade uniformizadora com demasiado poder, por isso socialista- não tem nada que ver com os nossos problemas directos.
    A situação onde estamos é da nossa exclusiva responsabilidade e tem que ver com o ADN do Regime.

    E o ADN do Regime Socialista é só um durante 40 anos: Populismo.
    E o Populismo do Regime manifesta-se entre outros em ter défices permanentes.
    Isto aconteceu fora ou dentro da União/CEE.
    O FMI já cá esteve duas vezes com o Escudo.

    40 anos de défices já são gerações suficientes para instituir uma cultura. Esta cultura formou uma percepção: um nível de esforço para um nível de qualidade de vida distorcido.

    Agora essa vida acabou pois os Défices vão acabar.
    O problema é que vários problemas, passe a redundância, se juntam ao fim do crédito, para transformar a situação numa tempestade perfeita como na linguagem dos cataclismos meteorológicos:
    A demografia inverteu-se, as ajudas da União estão a acabar e aquilo que muitos portugueses faziam(construção e obras publicas) já não é mais necessário nos próximos tempos.

    Os portugueses mudarão? não me parece.
    O discurso populista inane domina tudo.
    A tendência é para voltarmos à situação da 1ª Republica como aliás se nota pela tendência putchista do PS sampaista e soarista aliados à extrema esquerda.

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