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O futebol português é cada vez menos notícia pelas boas razões. E até passaria despercebido, de tão mau que é a nível interno, não fossem os seus actores, os que actuam dentro mas também os que andam pelos balneários e pelas televisões, apostarem em dar nas vistas.
Compreende-se que alguns tendo o tamanho da Betesga acreditem possuir um ego maior do que o Rossio, mas ainda assim há limites que não deviam ser ultrapassados.
O treinador do F.C. Porto até podia ter toda a razão contra a arbitragem do jogo com o Marítimo, o que eu duvido porque já se tornou habitual só se queixar dela e do anti-jogo quando perde pontos; só que as suas declarações deviam levar a uma tomada de posição da Liga de Clubes e dos adeptos.
A linguagem de carroceiro e o estilo azeiteiro do fulano não constituem nada de novo. Os presidentes de alguns clubes, incluindo do meu, por vezes também se esforçam bastante. Mas o à-vontade com que o treinador do FCP o faz regularmente envergonha muita gente honrada e educada adepta do clube do Norte.
Sei que não é caso único, e em Macau também temos quem, sendo mais velho e com muito mais responsabilidades sociais e profissionais, teime em se colocar no mesmo patamar de cada vez que lhe colocam um microfone à frente.
Desconheço se será um novo padrão. Sinal de mau gosto é com toda a certeza. E será sempre um mau exemplo para um desporto que tem milhões de apaixonados, muitos deles crianças, em todo o mundo. Bem podem falar de fair play, de respeito, do futebol como escola de virtudes. O que ultimamente se vê é apenas disto.
A forma como depois alguns alunos e os seus pais falam com os professores e se comportam nas escolas, ou a linguagem que se ouve dentro dos autocarros, entre os miúdos que vão ou vêm das aulas, é apenas um reflexo do que disse o treinador do FCP alto e bom som. A frase mereceu acolhimento na primeira página do mais lido jornal desportivo português.
Por esta e outras é que o futebol se assume cada vez mais como um desporto destinado a gente ordinária, trapaceiros e arruaceiros. E isto é triste.

Se sair do FCP, sempre se pode candidatar a Presidente da A.R.
Já tem currículo
Hora nem mais…
O Sergio C apenas citou a 2ª figura do Estado. Ainda teremos Conceição no hemiciclo.
Curiosas capas, um órgão de CS foi barrado na Luz, não vejo grande alarido. O corporativismo tem perna longa, mas não o suficiente para algumas barreiras.
Se o JN foi barrado na Luz por causa disto: https://bancada.pt/futebol/video/jornali sta-do-jn-confronta-jesus-com-campeonato-d os-padres-roubado-ao-sporting
Será de lamentar, mas um jornalista dar-se a este comportamento… Não há leis, ética ou limites no futebol português.
Pois. Mas então, o SCP também tem todo o direito de barrar os jornalistas da Antena 1, porque a Rueff, no boneco do ” taxista Zé Manuel ” insulta, todas as segundas feiras, no programa da manhã, escondendo-se num presumível humor, a Instituição SCP e seus adeptos.
Barrar seja quem for ou o que for, desde que não haja ordinarices e insultos que acontecem com os doentios fanáticos irracionais, é impróprio de uma sociedade democrática. Agora, a aceitação das diatribes de benfiquismo patológico de Maria Rueff, uma excelente atriz, que prejudica a sua qualidade artística, com as graçolas primárias e ofensivas, é inadmissível, como é o silêncio cúmplice da direcção da RTP/RDP
Não pretendo levar a discussão para as caixas de comentários dos blogs dos “futebóis”, apenas pretendia de referir o ponto a que “isto” chegou, com o jornalista do JN a ter uma abordagem completamente despropositada. Não quero em crer que o JN o tenha enviado ao Brasil para isto…
Obviamente não é desculpa para o comportamento do Benfica, como tem vindo a ser notório, os clubes estão-se “cag#$%o” para a lei.
É pá,não sejas Inácio…
É muito diferente; nem sequer há comparabilidade.
Tenho e todos têm o direito de vetar o acesso às suas casas de visitas indesejáveis sem utilizar retórica de carroceiro.
Sabe a razão de tal barragem ?…se sabe…comente.
Uma coisa é certa …com um determinado clube, jornalista desse jornal que aparecesse …era agredido
Afinal essa coisa da “liberdade de imprensa” pode ser cancelada. Basta haver “razões”.
Estás cheio de razão, Sérgio. Infelizmente.
Muito bem escrito, 100% de acordo.
Que saudades dos tempos áureos do guarda Abel, não haviam redes sociais e os jornalistas desalinhados eram encostados á parede.
Peço desculpa …encostados à parede, não …agredidos, sim …
Todos sabemos como era, não precisas de explicar!
Pois é, não se pode ser genuíno; seria mais aconselhável dizer “estou-me a borrifar” porque fica mais bonito. O raio me parta se tens razão jornalista tendencioso, mau profissional. O calão é a linguagem do povo. Aceita as coisas como são. Cheirou-te mal? Ficaste envergonhado? Olha, fala dos presidentes que apertam os pescoços aos sócios. Seria mais interessante
O calão é a linguagem do povo?! Qual povo?
O seu povo, quereria o caro ter dito, seguramente. Porque de resto nem todo o povo prela na tasca.
E porque não, falar dos Presidentes generosos que recheiam uns envelopes com uns quinhentinhos de contos e oferecem umas pequenas charmosas, prontas para tudo o que der e vier ?…Ou …quiçá …porque não ?…Umas férias góstósas com tudo incluído, em terras de Vera Cruz ?…
O gesto de obrar do Sérgio é distinto e inaceitável quando o faz em público, os seus dejetos confundem-se com os conteúdos das redes sociais…
Tem razão.
O Sergio Conceição está a cagar-se para os insultos de que foi, é e será alvo.
Já o presidente da A.R. está a cagar-se para o segredo de justiça.
Dizem que o exemplo vem de cima…
WW
Ora aí está. O exemplo sou eu, o que está em cima. E estou-me a cagar para todo o mundo.
Caro anónimo,
Uma coisa é “obrar” em privado, o actual presidente da assembleia da república, não sabia que estava a ser escutado, outra coisa é “obrar” publicamente, numa conferência de imprensa.
A esfera do privado, na minha casa posso andar nu (o tal macaco nu de Morris) mas se for assessor de uma deputada na assembleia da república não vou nu, nem de saia.
Enfim, há quem insista em não perceber a diferença.
Como diz o nosso 1º , nem à mesa do café se pode esquecer aquilo que somos e / ou representamos, pelo menos é o que ele diz em público…
WW
Lamento a má educação …mas vindo de quem vem, acho perfeitamente normal. Mas não deixo de dizer que me dá um gozo especial, ver a azia deste individuo, algo que desejo continuar a ver e se possível, com mais frequência ainda.
A linguagem utilizada nas TVs e jornais já há muito que me choca .
Imagino em casa desta criatura . Excelente exemplo para os
mais novos mas , estes já estão habituados é certo. Leituras
com conteúdos do mais baixo nível nas escolas. Vale tudo.
Coitados dos pais que se esforçam para dar uma boa educação aos
seu filhos. Portugal virou um espaço sem regras , um país de terceiro mundo.
Linguagem imprópria é violência para pessoas normais…
Portugal é um país cada vez mais violento e ninguém se importa com isso.
O postal parecia que ia focar a atenção a quem vive de mãos dadas com o futebol, mas eis que faz uma viragem brusca e se foca num treinador – mais em concreto, no que os órgãos de comunicação social truncaram num discurso de um treinador.
Ora, não é novo o fenómeno de ‘bitaites’ ou ‘soudbites’ de artistas cuja vida é principescamente paga por clubes de futebol. Nem sequer os insultos são coisa inaudita – desde brincadeiras ‘racistas’ com conguitos, à erudição “um vintém é um vintém, e um cretino é um cretino”.
O que é novo é o domínio quase por completo da informação desportiva reduzindo-a ao mundinho do futebol, como se não houvesse vida para além deste desporto. Televisões floresceram como cogumelos (5 SporTv, não sei quantas novas agora só para a Liga dos Campeões), programas de debate (ou combate? ou só má-língua?) diários em várias televisões, mesmo aquelas que se querem dizer respeitáveis (SIC Notícias, TVI24, RTP3)… Ufa! Uma antevisão de um jogo qualquer tem honras de conferência de imprensa em directo, um jogo é debatido à exaustão durante toda a semana (ou até ao próximo jogo) e a, tudo isto, vai havendo sempre cobertura por parte de jornalistas.
Ora, as declarações que li do Sérgio Conceição diziam muita coisa (com que se pode concordar ou não) e ele termina a afirmar que está focado na equipa e que não se importa com críticas nas redes sociais em bom calão. E foi o calão que teve direito a honras de capa, completamente descontextualizado, a dar a entender o inverso do que foi dito.
Que os intervenientes do mundinho do chuto na bola se comportem como os miúdos que são, ainda vá que não vá. Eu esperava mais dos jornalistas.
O Diogo Moreira estaria coberto de razão quando diz “domínio quase por completo da informação desportiva reduzindo-a ao mundinho do futebol, como se não houvesse vida para além deste desporto.”
Digo estaria porque efectivamente há mais desporto para além do futebol, não fosse um pormenor que faz toda a diferença. Dinheiro! muito dinheiro!
Para todos sem excepção! Imprensa, escrita e visualizada, dirigentes, jogadores, empresários, pais e restantes familiares dos artista da redondinha rolando, para todos menos para mim que tenho de desembolsar a notinha quando, à doença não estou imune, vou ver o jogo.
De resto; afoga-te Ceição! O teu desespero é a minha felicidade.
Empoleirado no meu galho,
miro o mundo aos tropeções.
O Lage rindo do belo fado,
e o Ceição no muro das lamentações.
Completamente de acordo!

No entanto, já veio o Pintinho Costinha, publicamente a dar-lhe todo o apoio.
Há professores de educação física, nas escolas públicas e são muitos, pagos com o dinheiros dos impostos dos contribuintes, que usam esta mesma linguagem nojenta e até mais ofensiva para com crianças e adolescentes. O
s pais ficam calados porque como têm que deixar os seus filhos durante horas entregues a energumenos, têm medo de retaliações. Inspecções precisam-se e não são inspectores coorporativistas que desses já se conhecem os resultados.
Não concordo em nada com os modos do treinador do FCP , apesar de ser adepto.
Outro assunto , é o que o autor deste artigo foca, que é a questão do uso de linguagem mais popular, nos meios de comunicação social.
Se for ver os nossos vizinhos espanhóis , franceses, etc.. Não tem qualquer problema em usar palavras como “merda” , e outras da mesma familia nos meios de comunicação social, filmes etc.. São piores gentes por isso?
Na minha opinião muito pelo contrário , são muito mais genuínos, relaxados..
Isso de usar termos muito politicamente correctos, é típico portugues da capital e escandalizar-se com tão pouco.
Qualquer pessoa que percorra um pouco Portugal, e não pense que Portugal é apenas Lisboa , ve que de modo geral , a gente muito educada da capital, é por outro lado muito traiçoeira na tradução dos seus reais pensamentos. Quantas vezes vemos as senhoras exclamando um “sim, querida .. muito gira querida” , e dali a dois segundos maltratar a mesma pelas costas, tudo uma falsidade.
Se for para outras partes, poderá ouvir o que não quer, e talvez um palavrão inofensivo, mas terá uma certeza, aquela pessoa disse lhe o que lhe ia na mente, sem papas na lingua , sem falsidades, sem duplos sentidos.
Boa tarde…
O autor tem toda a razão, e se o treinador do FCP disse aquilo que disse, que eu não ouvi, mas tomo-o por certo, nomeadamente aplicando o termo “c…” lamenta-se profundamente.
Mas lamento que um presidente de um clube grande tenha agarrado o pescoço de um associado e dito palavras que não são próprias para este espaço e no entanto não li neste blog, mas desmintam-se se estou errado, tamanha indignação por quem se assume tão sensível, mas, pelos vistos, só com alguns, com o Conceição de certeza!
A forma como depois alguns alunos e os seus pais falam com os professores e se comportam nas escolas, ou a linguagem que se ouve dentro dos autocarros, entre os miúdos que vão ou vêm das aulas, é apenas um reflexo do que disse o treinador do FCP alto e bom som.”
Corretíssimo! Hoje deixou de haver limites; tudo vale…. até quando?
Sou portista e sócio do FCP e não me revejo neste tipo de linguagem. Independentemente das condições do relvado do estádio do Marítimo, o que é evidente é que a equipa, excetuando o jogo na Luz, joga muito pouco e não tem capacidade para dar a volta aos resultados negativos. Já se percebeu, desde a época passada, que o treinador Sérgio Conceição não serve pois o futebol praticado não presta. Como parece que agora se juntam os palavrões, não há muito mais a dizer. Está na altura de se começar a pensar noutra alternativa para treinador.
Lembro que uma pessoa Ferro Rodrigues do PS foi promovido a segunda figura do Regime depois de dizer que se estava a “c….” para uma lei, neste caso do segredo justiça.
Foi certamente uma mensagem a sua promoção.
lucklucky
que o futebol se assume cada vez mais como um desporto destinado a gente ordinária, trapaceiros e arruaceiros.
Eu acho bem. Está nada mais nada menos do que no lugar correspondente ao tipo de sentimentos que promove — adequadíssimos ao seu público-alvo.
E tem este senhor o nome num estádio em Coimbra, a referência nacional em cultura e saber.(Educação é outra coisa)
De acordo! Está na linha do que estamos habituados a ler e ouvir. Espera que esse Papa lhe puxe as orelhas?
o titulo ( elegancia ) sugeriu-me que seria um post a elogiar o treinador em causa.
E como nao simpatizo com o treinador, teria muito a salvaguardar, antes de explicar porque nao simpatizo.
Nao acompanho nem o futebol nem os treinadores, mas um dia ouvi a este ( treinador ) que o presidente do clube, o seu patrao, era como um pai para ele.
Este sujeito pode ate ser uma excelente pessoa, ao menos para os seus proximos, mas esta afirmaçao a elogiar o patrao, para mim mostrou o caracter, pois , a falta de caracter.
Deselegante foi, sem sombra de dúvida. Mas nefastos são os polticamente correctos que fazem escola pelo mundo afora e que nos deixam à beira do colapso por causa da hipocrisia que deixam bem expressa no desplante com que tratam a (falta de) justiça e (i)moralidade, que se propagam com tamanha bestialidade que já se tornaram, infelizmente, meras banalidades de jornais e telejornais. E, sobretudo, da manha bem expressa
nos cronistas de serviço que pretendem educar o povo pra linguagem mas nunca para a acção.
Quem me dera que a violência que grassa neste país se resumisse a um inodoro ” estou-me a cagar”.
Espero que jamais alguém lhe aperte o pescoço no exercício dos seus direitos e funções.
Um bem haja, senhor sensível
a elegancia tem o presidente do benfica a apertar o pescoco a socios!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Somos e temos o que queremos.
Portuense e portista civilizado.
De algum modo o outro quer atribuir as culpas à bola que, coitada, tem o azar de ser redonda.
Passem bem!
“A frase mereceu acolhimento na primeira página do mais lido jornal desportivo português.”
Estando eu totalmente de acordo com o seu texto, destaco esta frase como a mais importante.
Que o universo do futebol esteja apinhado de gente malcriada, mal formada, ignorante, deselegante e sumamente estúpida, podendo isso ser um problema, é muito mais um sintoma. Afinal, este caso nem sequer é novidade nem tão pouco dos piores, mesmo que pessoalmente me incomode pela olímpica falta de vergonha do protagonista. Mas, enfim, será um problema meu. Porém, o respaldo público que é dado por esse jornal, como por tantos outros órgãos de comunicação social é simplesmente indigno.
Cá por casa, Marquês de Sade e John Cleland estão nas estantes mais altas do escritório. A criança da casa tem 7 anos. Não faltará quem me repute de puritano, censório e empedernido conservador. Por mim não há problema. O problema está em, para proteger a pequena de obscenidades, ser necessário impedir a entrada de jornais cá em casa.
Haverá mais alguém que se indigne com isto?
O Sérgio passou- se, é Homem de Coimbra mas esta há muito no Porto!
Mas, aquele Marítimo desancou “porradaria até às tetas”, o que faz sempre com o FCP e Sporting. Depois vem o Benfica ..é uma festa!
As equipas da Ilhas tem como missão tirar pontos aos concorrentes do Benfica.
É o futebol cá do Burgo de 3ª na Europa, como diz , e bem, a DRª Ana Gomes.
Veremos na terça -feira contra o colosso Lyon. Em muitas casas portuguesas vão estorar garrafas de champenhe. Seremos todos Lyon