
Paulo Gorjão: «Não me parece boa estratégia que Marcelo Rebelo de Sousa utilize o seu programa na RTP para comentar e esclarecer temas que tenham que ver com a sua própria pessoa e o seu envolvimento activo na vida partidária do PSD. Cada vez que o fizer estará a dar argumentos a quem quer acabar com o seu programa, precisamente com a justificação de que o programa serve a sua estratégia pessoal e partidária.»
Sérgio de Almeida Correia: «Se este país fosse educado na seriedade, no trabalho e na honestidade não existiria. Seria um país de homens bons, um país decente. Um país de Ernânis. Não teríamos espertalhões. Não haveria chico-esperto que se safasse, que conseguisse sacar alguma coisa. Os tribunais não serviriam para nada. Nenhum magistrado se safaria. Na carreira, evidentemente. O Conselho Superior de Magistratura seria um corpo espúrio do regime. O Millennium não pagaria dividendos. O Porto nunca teria sido campeão. O Colégio Militar não existiria. Portugal, muito provavelmente, também não existiria como país. Como Camões, Sena ou Cardoso Pires também nunca teriam existido. Eles ainda são hoje, para os sucateiros deste país, para os árbitros, para os senhores que mandam na bola e nos bares de alterne, o exemplo do fracasso.»
Eu: «Neste livro de viagens escrito por alguém que confessa ter perdido o gosto por galgar fronteiras, Maria Filomena Mónica fala-nos de várias viagens. Visitou a Andaluzia – e deteve-se, maravilhada, na mesquita de Córdova. Ficou indiferente às pirâmides do Egipto mas adorou subir o Nilo. Voou a Macau e Hong Kong. Revisitou Oxford três décadas depois de ali ter estudado. E fez várias viagens na nossa terra – a Lisboa, ao Porto, a Évora, a Fátima, aos confins do Barroso e ao Algarve em pleno Agosto. Todas as reportagens merecem ser (re)lidas.»
