Electrocutado


Rui Rocha,

O governo sofre a primeira baixa exactamente no ponto onde não podia quebrar. A governação de Passos Coelho, até ao momento, teve como resultado um ataque feroz dirigido à classe média e uma diminuição significativa das garantias de protecção social. Este empobrecimento objectivo da generalidade da população constituiu, alias, uma das promessas do Primeiro-Ministro. Honra lhe seja feita, tem cumprido. E tem-no feito, afirmou-o também, não porque o memorando da troika o imponha, mas porque esse é o caminho inevitável e necessário para a cura. A tudo isto os portugueses responderam com natural descontentamento mas, acima de tudo, com sentido de responsabilidade. Todavia, é evidente que as reformas estruturais e essenciais de Portugal são de outra natureza. A governação socialista deixou o país prisioneiro de interesses corporativos que se incrustaram em diversos sectores económicos. E que comprometem a competitividade e o desenvolvimento. O teste definitivo à governação de Passos Coelho está, portanto, na capacidade de os afrontar e de libertar a economia de tal baraço. O Secretário de Estado Henrique Gomes foi, até hoje, das poucas vozes que no governo tiveram a coragem de enfrentar a EDP, uma das grandes vacas sagradas do regime. Ousou investir contra uma cerca electrificada. Morreu politicamente. Electrocutado. A sua saída, independentemente dos motivos que a determinaram, tem um valor simbólico. O da cedência do poder executivo democrático perante o poder de facto corporativo. Passos Coelho, entretanto, deve perceber que não é moralmente aceitável continuar a exigir sacrifícios ao cidadão comum enquanto promove ou permite a perpetuação de interesses que colocam em causa os fundamentos do próprio Estado.

62 comentários em “Electrocutado”

  1. Totalmente de acordo, Rui. Quando ouvi a notícia pensei em escrever qualquer coisa sobre o assunto mas depois não tive hipótese de o fazer. Todavia, não fiquei preocupado – sabia que podia confiar em ti. 😉

  2. Muito bem Rui Rocha. Passos Coelho está começar a ceder, e se assim for, as reformas estruturais por si só não resolvem nada, porque os nós que nos amarraram a esta situação ficam por desatar. Ver o Antonio Mexia na semana passada nas tvs a dizer que os portugueses, particulares e empresas, pagam uma das energias mais baratas da Europa, é estar a gozar com o pagode.
    Vamos esperar para ver, mas a saida de Henrique Gomes do governo, não augura nada de bom.

    1. Não sei se os portugueses pagam a energia mais barata. Mas lembro que aquando da abertura da actividade a mais privados, estes não aproveitaram, argumentando que a energia estava baixa e que assim não tinham hipoteses. Não sei se foi há 4 ou 6 anos, mas os amigos decerto terão mais facilidades em precisar quando aconteceu. No fundo, estou a dizer o que disse no comentario por outras palavras: Parecessemos os individuos que apenas sabem o resultado do jogo. Quero dizer: se formos perguntar ao cidadão comum e leitor o que é isso do secretario que lutou contra interesses instalados, ninguém sabe explicar de facto. E amanha, a espuma, a espuma dos dias, será outra.

    2. E ele nao mentiu, efectivamente comparando os outros paises europeus Portugal tem das energias mais baratas da europa, agora comparando o nivel de vida desses paises(ordenado minimo, iva`s, etc etc e tal) é que faz com k parecça k Portugal tem uma energia mt cara, o problema está mesmo nos anos e anos de roubos sucessivos ao povo por parte do governo e nao da electrica como kerem fazer aprecer

      1. Concordo plenamente com o que diz, o problema de Portugal são os baixos ordenados. O problema da união europeia é esse, para o que da jeito temos as coisas mais baixas da união europeia (electricidade,transportes etc) mas esquecem-se que o ordenado mínimo em alguns países da união europeia são muito mais elevados que o nosso ordenado médio. Quando privatizarem os transportes vai ser igual vão aumentar e muito será que os nossos ordenados também vão aumentar significativamente? Eu duvido

  3. E, pegando no seu último parágrafo, Rui, deveria perceber que também não é aceitável mandar-nos com areia para os olhos. A verdade é que o primeiro-ministro está a especializar-se nisso…
    Também escrevi sobre isto lá na minha “quinta”.

    1. estamos a falar de quê (no tal ultimo paragrafo ) ? O que é isso de estado, sem ser explicado a totos ? Vejamos o planeta, e não sou especialista, e portanto também nos termos apropriados: a malta conhece o nosso planeta e o mais não considera, pois são meros pontinhos e só á noite. E se só existe estado porque existem as corporações ? Ainda assim bem que gostaria de afirmar que nesse ambito, espaço, corporações, o estado é uma migalha…

    2. estamos a falar de quê (no tal ultimo paragrafo ) ? O que é isso de estado, sem ser explicado a totos ? Vejamos o planeta, e não sou especialista, e portanto também nos termos apropriados: a malta conhece o nosso planeta e o mais não considera, pois são meros pontinhos e só á noite. E se só existe estado porque existem as corporações ? Ainda assim bem que gostaria de afirmar que nesse ambito, espaço, corporações, o estado é uma migalha…e nao a vaca

    3. De facto estou na dúvida se é o PM que manda ereia para os olhos ou se são os vossos olhos que já nasceram carregados de areia e da pior qualidade…. Ah Ah Ah……

  4. Gostaria de fazer duas perguntas:
    1ª Porque razão o governo não impôs a redução das tais rendas antes de vender a EDP?
    2ª Para onde foi a força que moveram o governo a cortar os subsídios e a impor uma sobretaxa?
    Parece que só têm força para o mais pequenino!
    Já agora, falam muito no Sócrates, pois devem ter memória curta, quem foi o primeiro a falar em “monstro”, “tangas”, “lamas”, parece que muito antes do Sócrates já lá estávamos, o Sócrates só ia mudando os balões de soro.

      1. Antes de mais bom dia.
        Tenho a dizer que tenho pena que as pessoas que lutam contra o sistema pereçam com facilidade à pressao dos interesses instalados.Mas tenho consciencia que quem iniciou este ciclo foi o nosso Presidente Da Republica, que enalteceu o facto de ser mais barato comprar la fora que produzir ca dentro, so se esqueceu foi que o dinheiro saía e nao voltou mais.
        E depois todos os outros Guterres; Barroso; Socrates isto pra falar so naqueles que mais tempo la tiveram, so se limitaram a seguir a linha de pensamento e quando o dinheiro se acabou limitaram-se a pedir dinheiro pra pagar dinheiro. E chegamos onde estamos.
        Agora tenho que concordar com o Rui e pena que as poucas pessoas que desafiam os interesses intalados nao tenham apoio suficiente para mudar o rumo das coisas e aconteca o que aconteceu com o Secretari de Estado.

    1. Lol a sua 1.ª dúvida é do mais ingénuo que há.

      Então deixa cá ver, um Estado que precisa desesperadamente de dinheiro quer vender uma participação numa empresa, de preferência por um bom preço.

      Um dos factores que tornam a dia empresa apetecível para os investidores é o facto de contar com umas rendas bem jeitosas.

      Vai daí toca a impor a redução das rendas antes da venda… e mandar os 2,7 mil milhões de euros pelo cano 🙂

      1. gosto de ler gente sabedora. Para rir: quanto recebem já os investidores dos 2,7 mil me ? Lemos que vão receber dividendos relativamente ao ano em que ainda não eram accionistas. Mas , o que me importa verdadeiramente: quem me garante que o negocio não é comparável á venda do BPN e a outros que tais. Alias, para quem não se lembra, a privatização dos bancos portugueses foi feita da mesmissima maneira, com o estado a dizer aos novos donos: vao pagando como puderem …Fosca-se

      2. Ainda gostava de perceber porque razão um “Estado que precisa desesperadamente de dineiro” vende ao desbarato uma das poucas empresas que lhe dá lucro, tornando a situação económica do Estado a curto-médio prazo ainda mais insustentável, devida à falta daquela fonte de rendimentos.
        Também gostava de perceber se é eticamente aceitável negociar algo que nós precisamos para viver e se esse setor não deveria estar permanentemente sob o controlo do Estado.
        A dúvida de Homem da Verdade é pertinente e interessante e nada tem de ingénuo.

      3. E então?
        A solução é deixar os interesses instalados eternamente, com o argumento de que os contratos são para cumprir?
        E os ontratos com o pessoal que trabalha não deveriam também ser para cumprir?
        E a sáude não deveria ser também para cumprir?
        Tenham dó, a questão é a marca ideológica destes governantes que mais não querem do que acertar contas pelos anos em que tiveram que engolir sapos

    2. Para que não lhe reste dúvida nenhuma:
      – Sócrates pôs isto a soro.
      Outra dúvida que anda a alimentar, para nada – quem disse que “o país está de tanga” foi Durão Barroso depois do reinado de Guterres; e estava já nessa altura.
      E já agora, quem falou pela primeira vez no monstro que estava a ser criado, foi Cavaco Silva.
      Parece que só lhe resta o amor Sócrates – fraco consolo! Não ademira que ande cheio de dúvidas, com amores desses…

    1. Para mim é a maneira correcta de escrever….. quero lá sabel o acordo imposto politicamente ao povo português….. mas não deixa de ser curioso o facto de aqueles que se abespinham contra o actual governos serem os principais defensores do dito acordo que relegou para segundo plano uma língua original e milenária como o é o português a favor do português brasileiro. Façam a experiência; escrevam um texto em posrtuguês antes do acordo no word depois peçam para corrigir com ortografia pós acordo. Depois peguem num texto escrito em brasileiro antes do acordo e corrijam com português pós acordo. Deposi vejam a diferença abismal que existe de primeira para a segunda em termos de correções ortográficas…. Ou como por exemplo o seguinte: facto escreve-se agora fato. Mas factos (plural de fato) escreve-se na mesma factos… deixa-me rir…..

  5. 100% de acordo.
    Não só na área da energia, como também nas áreas da saúde, justiça, transportes, obras públicas, autarquias, quem afronta os corportavismos está acabado.
    Mas sem essas alterações Portugal empobrece dia-a-dia.

  6. Boa noite, em primeiro lugar considero que fui enganado, pois votei neste 1º ministro e sinto-me completamente traído pela sua postura perante este assunto da EDP, e mais alguns que ele não tem tido (tomates) nem vai ter pelo andar da carruagem, desculpem a linguagem. Por este motivo ele, 1º ministro deste país, não merece que gaste mais palavras nem tempo com comentários sobre a sua pessoa, e principalmente sobre a sua gestão, e que a maneira mais ofensiva que consigo arranjar para o ofender é chamar-lhe (SÓCRATES II) ” tal a falta de coragem que tem demonstrado e mentiras que nos tem contado.

  7. Rui estou completamente de acordo consigo como estará a esmagadora maioria dos portugueses ….mas como é possível todo um povo sentir-se impotente perante uns milhares de vilões que ocupam o poder e que não olham a meios para enriquecer descaradamente não se importando que o seu próximo viva na pobreza.

    1. pois, essa é a primeira das questões e também insóluvel. Ouvi um tecnico e apesar da insistencia da jornalistas, não definiu “classe média”. O povo é muita coisa. O povo como pretendes e nos enche a boca não existe. Por isso disse no meu comentario, somos muito mais que duas correntes (electricas, quero dizer, o polo negativo e o polo positivo). Antigamente sim havia povo, igualzinho na pobreza e que acorria ao tocar do sino…

  8. Carissimo. Relativamente á primeira parte do post, ocorreu-me com os meus botões: O Rui se calhar devia perguntar é porque é que há tanta malta que não desenha assim ? Alias parece-me que o post são duas partes e nem ligadas. E não é exacto que PPC tenha prometido empobrecer-nos. Excluindo cada um ou classe que é objectivamente visada, a generalidade pensava que o emagrecimento era do/no estado. Não suponha que iria haver menos medicos, policias, que os seus proprios ordenados fossem cortados ou as reformas. Mal resumido: a malta pensava que os ricos iriam pagar a crise. E entre outras coisas “engraçadas”, cada dia há novos desempregados e surpreendidos. Como aquele individuo que militasse contra o perservativo, até ao dia que foi a correr compra-lo para uma cena extra-matrimonial. Segunda parte, o caso do secretario demitido. Lógicamente cada um dá o que pode e sabe, e o Rui é humano como todos. Mas, se isso interessa ?, ficamos sem saber contra que lutou exactamente o demitido, e no que se traduz de pratico para a nossa vida cotidiana. O mais provavel é que o secretario fosse do benfica e agora o novo é do porto, ou vice-versa. Estamos a falar de quê ? Vou passar a ter a energia mais barata ? Os nossos impostos vao deixar de financiar e subsidiar os produtores de energia ? Ainda agora mesmo, sobre o Sidónio do Pacheco Pereira, uns tantos insistem querer uma ditadura. Que parvos são. Explico: além de que podem já viver á margem da informação, até com uns auscultadores com musica e oculos escuros, e assim não se passar nada, passam um atestado de menoridade a si mesmos, pois no fundo querem um super pai que mande, que os obrigue. Ou seja: no caso da electricidade, entre nós existem muito mais que duas correntes. Assim, por ausencia de confronto, nunca ganhará uma delas. Entre um e outro secretario no máximo existirão nuances, ritmos.

  9. Tanto quanto me é dado entender da situação, o secretário de Estado demissionário terá tomado a única atitude que eticamente estaria ao seu alcance: esbarrando nas dificuldades em defender o interesse do Estado (logo da maioria dos seus cidadãos) que jurou cumprir, e provavelmente vendo-se privado do apoio esperado dos seus superiores hierárquicos, nada mais lhe restou do que tomar a decisão de demitir-se.
    Se assim foi, honra lhe seja feita, e todos assim procedessem, a bem da Nação.
    Mas infelizmente, até ao momento não se observou tão nobre atitude nos restantes membros do Governo. Das duas uma: ou não nasceram com a mesma coragem entre as pernas, ou então são bicho menor, tendo como objectivo o oposto ao do ex-secretário de Estado, dando-se antes ao aconchego proporcionado pelos gestores privados (mais conhecidos por lobby-gang, ou lobby-gangrena). Tal e qual o que fizeram os anteriores, e os anteriores aos anteriores, que eram os mesmos de agora, e iguais aos seus predecessores…
    Triste sina a minha, que desde o 25 de Novembro venho observando a destruição deliberada, sistemática, criminosa do Estado Português, por políticos a soldo de amigos de Peniche (ou de amigos do alheio…). Destruição, sim: disfarçada no início, mas agora frenética e atiçada pelo cheiro a sangue do nosso Povo e pelos ventos pseudo-liberais da nossa amada Europa, quais hienas arrancando as entranhas à vítima que se debate no chão, ofegante mas ainda com vida.
    Resta saber: portuguesas e portugueses, até quando?

    1. Até ao proximo 11 de Março, caro Oliveira. Pena é que o Vasco Gonçalves já tenha abandonado este mundo ingrato. Consola-nos pensar que a estas horas deve estar a fazer companhia ao Cunhal e ao Estaline num local bem quentinho, espero eu!

  10. Depois de ter lido este post sinto-me consolado. As pessoas começam a perceber que realmente este governo foi engolido pela máquina do corporativismo, ou como diz permanentemente Jerónimo de Sousa pelo “grande capital”. Infelizmente, por mais idealista que um governante seja não consegue impor nada neste país, seja ele secretário de Estado ou primeiro ministro. O governo não tem condições para enfrentar os grandes grupos económicos num momento em que está totalmente dependente de dinheiro exterior, maioritariamente proveniente de grandes grupos económicos.
    Infelizmente, o governo não se pode dar ao luxo de acabar com interesses financeiros, para isso não podiamos estar a dever dinheiro nem podiamos estar incorporados na máquina europeia.
    É neste momento que o nosso país tem de enfrentar as consequencias da má governação dos sucessivos governos PS e PSD.
    Se me acusam de só culpar um ou outro é mentira, apesar de achar que o pior governante foi o Cavaco, em 85, não discordo que o PS também não seja terrível.
    De qualquer modo, tenho pena de alguns governantes idealistas que pensaram que uma união com o CDS podia ser frutuosa. Pelos vistos, ainda são corruptos.

    P.S. – a corrupção de que falei no CDS ainda se mantém em grande parte do PSD.

  11. Bom dia.
    Creio estar só, mas nem por isso cedo.
    Há outros caminhos, e, empobrecer a classe média reduzindo-a aos limiares da pobreza é um erro que vão pagar caro.
    A obsessão da exportação, concorrendo contra países e ou multinacionais instaladas em países do terceiro e do sub mundo, entendam-se a China, a Coreia, a Índia, a Indonésia e quejandos em África, não resulta. Essa de facto só será possível com o empobrecimento da classe operária portuguesa, reduzindo a pouco menos que nada o salário mais generalizado em Portugal, para não falar deste ter sido o único país do mundo a achar normal trabalhar sem receber salário.
    Claro que há outra saída. Em primeiro lugar responsabilizar criminalmente e exigir a devolução dos milhões depauperados pelos políticos e empresários deste país que usaram e abusaram da herança do fascismo e depois dos créditos a fundo perdido para a integração na UE. Por três vezes fomos roubados. Do que herdamos, do que nos foi dado e do que pedimos.
    E esse dinheiro tem rosto. E há fortunas acumuladas em Portugal que chegam para diminuir drasticamente a nossa dívida externa. Só que agora “todos” dizem que esse dinheiro é dessas pessoas e empresas, e aceita-no como um facto consumado e irreversível.
    Mas não é.
    Por isso quando vejo os fazedores de opinião aceitar e mais, opinar que este é o único caminho, fico piurso.
    A nossa recuperação económica é possível exactamente caminhando no sentido contrário. Promovendo o consumo interno, e aumentando os salários às classes média e baixa para que consumam português.
    E de facto combater o clientelismo e as grandes instituições de que fala o cronista.(nisto ele acertou).
    Ter coragem política.
    Que é coisa que este governo não tem porque não quer. (Também seria uma ironia um governo laranja te-la).
    A verdade é que chafurdamos na mesma lama de sempre. Na relação promiscua entre o poder politico e o poder económico e na corrupta dança das cadeiras e dos jobs for the boys.
    E assim se criaram os interesses corporativos.
    Esse de que o cronista fala.
    E ninguém se revolta.
    E tudo fica impune.
    E ninguém se revolta.
    E nós de factos já estamos mais pobres.
    E ninguém se revolta.
    E até já acham inevitável o empobrecimento do povo, mas apenas só de algum… claro.
    E ninguém se revolta…

  12. Enquanto a EDP e o Mexia de Vasconcelos ganharam a guerra; O Passos perdeu o coração dos portugueses e dificilmente o voltará a reconquistar.

  13. é uma vergonha o que se está a passar no país, é tudo a roubar, agora até há quem lhe chame excesso de zelo, vejam só as artimanhas que estes ladrões, usam para meter ao bolso o nosso dinheiro, quando será que este povo abre os olhos, e declara guerra a estes larápios.

  14. ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes escrevem bem,discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações esão excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiencia que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a independência?”

    (Eça de Queiroz, 1867)

  15. Bom dia a todos! Escandalizar-me-ia se alguém manifestar surpresa com esta demissão. Depois do que se passou com o negócio da EDP e da REN e da nomeação de Catroga para a administração da EDP estávamos á espera de quê?? É óbvio que este primeiro-ministro não tem competência nem poder para governar o país. Não tem qualquer tipo de experiência profissional que o habilitasse a ser um primeiro-ministro, no entanto chegou lá. E porque chegou lá?? Porque neste país não é preciso ser-se competente para o governar e isso está mais que provado. O que interessa é que se tenham bons padrinhos. Este Passos Coelho é apenas e somente um pau mandado de Catroga , Ângelo Correia e outros barões do PSD. Estávamos mal entregues com o anterior governo e estamos mal entregues com este. No meu caso pessoal vejo uma cambada de políticos interesseiros e sem formação girando á volta dos que já antes tinham enterrado o país e que se vão perfilando á espera que lhes dêem o seu momento de fama e poder como recompensa de lhes terem lambido as botas anos a fio, relegando para segundo plano os interesses nacionais. É triste, mas olhando para este governo e seu primeiro-ministro e para a oposição encabeçada por outro individuo formado nas escolas da politica mas que do país real nada sabe chega-se facilmente á conclusão de que o nosso futuro só poderá melhor com o levantamento em massa do povo português, expulsando do país os sanguessugas que nos chupam até ao tutano colocando no poder homens com sentido de estado e não gentalha que governa para engordar os compadres. Falta-nos um líder mas eu tenho esperança que no meio de todas esta injustiças acabe por aparecer um. Revolução urgente precisa-se.

  16. Lamentavelmente as corporações deram um passo de gigante para que tudo fique na mesma. Ja havia dito a Passos Coelho que tinha de se esforçar para que lhe nao retirasse o voto que lhe havia confiado. Ora agora a situação é mais complicada. E nada do que digam pode fazer-me voltar atras. Espero que ainda tenha a coragem de arrepiar caminho e deixar de sacrificar quem votou nele – os portugueses – e ir buscar o que e nosso aos que nao votam em ninguem a nao ser neles mesmos.

  17. O que é que os senhores sabem a meu respeito para estarem a tecer essas opiniões disparatadas sobre a minha pessoa e o Governo de que me orgulho de ter pertencido?

  18. Estou curioso por saber quais os interesses que esse blog e você Rui, que escrevu o post, têm por trás de vocês??????

  19. Boa tarde Rui Rocha. Desta vez não me enganei no seu nome.
    por um lsdo eu concordo consigo, por outro eu sou daquelas pessoas que feliz ou infelizmente nunca acreditei nas promessas de Passos em campanha, porque do PSD nunca vieram bons ventos.
    Assim, tudo o que está a acontecer, toda esta insensibilidade social e política, continuando a calar os que discordam, arranjando centenas de empregos para os boys, apoiando os autarcas que o ajudaram a eleger, gastando milhares de euros em estudos e mais estudos, apreciações e equipes de coisa nenhuma, cortando a torto e a direito em reformas, vencimentos, saúde, etc. a pessoas que já nem conseguem esticar mais, tudo isto é a política do PSD/ CDS. Sempre assim foi, e quem se iludiu, ou a quem acreditou que iria ser diferente, eu lamento, mas a culpa foi desses.

  20. Não escrevo nunca pelo acordo ORTOGRÁFICO e ponto assente. Agora este Senhor, contráriamente ao que eu pensava dos politicos é SÉRIO luta contra quem quer ROUBAR O POVO. Bem haja.

  21. Há uma coisa que não consigo entender, um dos imperativos da troyka, era reduzir os ganhos excessivos na energia, já se fizeram três “exames” ao comportamento do governo, sem que nunca se tivesse tocado naquela cláusula, e mesmo assim, as apreciações são excelentes, mas o governo está ou não a cumprir o memorando?

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