Este deve ser um fim-de-semana diabólico para o metabolismo de Pacheco Pereira: ainda a sua crítica feroz está quente — aquela em que achou que o Público rejubilara com a candidatura de Elisa Ferreira ao Porto — e já a "Pública" dá hoje um destaque a Passos Coelho que não fica atrás do que é dado pelo jornal ao líder parlamentar Paulo Rangel.
Devo esclarecer que não conheço de perto Passos Coelho. Dele, guardo a imagem distante do jovem deputado irreverente, pelo que é improvável que o meu olhar esteja toldado por qualquer júbilo conservado em banho-maria desde então. Quanto ao PSD, só não me estou nas tintas porque acho lamentável esboroar-se um dos dois grandes partidos da alternância; e tenho a líder do partido como pessoa séria e credível.
Dito isto, é impossível deixar de assinalar um contraste: a evidente falta de conselheiros ou de uma máquina partidária que consiga catapultar Manuela Ferreira Leite para o patamar nacional que seria natural esperar-se, é exactamente o que não falta a Pedro Pasos Coelho, que consegue ir a todas e apresentar-se com o tom certo em cada uma e ainda lhe sobra tempo para inventar palcos que não existem e de onde sai reforçado.
Não sei o que mais está a contribuir para as insónias de Pacheco Pereira, mas é seguramente uma de duas: ou a visibilidade dada pelo Público a quem ele não gosta, ou a dor de ser cliente do jornal…

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Nem uma palavrinha? Só publicidade gratuita? Assim a seco? Sem mais?
Para um proclamado consultor em comunicação e ex-jornalista, é de gosto mais do que duvidoso.
O senhor Dr. José Pacheco Pereira não deixará de criticar o «Público» por dar guarida a uma personagem tão irrelevante como o senhor Pedro Passos Coelho, tenho a certeza absoluta disso.
É requerido que o tratamento por Dr. a um seja continuado no outro.
Só é pena o PPC não ter nada dentro da cabeça, não?
Não sei. Tal como escrevi, não o conheço.
Mas se ler a entrevista passa a conhecer: o mais absoluto vazio, embrulhado em páginas da
Fenomenologia do Ser de Sartre.
A mim dá-me pena é que JPP perca tempo com aquilo….
Nazaré
Só foi pena que o «índice do situacionismo» desta vez tivesse ficado esquecido, não foi? Toda a gente percebe porquê.