Acho a estratégia de combate a Bolsonaro que está a ser seguida no Brasil completamente errada. Um slogan de campanha a dizer “ele não” equivale a dizer “todos menos ele”, o que dá a entender aos eleitores que nenhum outro candidato é suficientemente bom para lhe disputar a eleição. Isso também aconteceu nos EUA em que o partido democrata, em vez de louvar as qualidades de Hillary Clinton, assentou a campanha nos defeitos de Donald Trump, com o resultado que se viu. Esse é um erro básico de estratégia em qualquer campanha. Como dizem os especialistas, “there’s no such thing as bad publicity”.
# Ele Não?
Luís Menezes Leitão,

Há uns anos saiu um estudo que relacionava a desigualdade social com comportamentos anti-sociais. Ou seja quanto mais desigual fosse um país menos capital social havia, como a confiança e a cooperação. Estranhamente estes comportamentos agressivos eram dirigidos não para os do topo (privilegiado pelo sistema) mas sim entre aqueles mais desfavorecidos socialmente . Possivelmente é um reflexo do que se passa no Brasil. Quando andamos fod…..não queremos que o vizinho se ria. Queremos que chore.
nos EUA em que o partido democrata, em vez de louvar as qualidades de Hillary Clinton, assentou a campanha nos defeitos de Donald Trump
O problema nos EUA foi que Hillary Clinton não tinha, consabidamente, qualidades. Toda a gente sabia e via que ela era uma péssima candidata.
No Brasil passa-se, ao que parece, a mesma coisa: os candidatos alternativos a Bolsonaro não têm qualidade que os recomendem de forma convincente.
Atira-se lama a Bolsonaro porque não há outra forma de apelar ao voto nos candidatos alternativos.
Vou aqui deixar um artigo que li num blog bem melhor que o Delito de Opinião. O artigo não se dirige a ninguém em particular mas assenta que nem uma luva. 91137
https://quintaemenda.blogs.sapo.pt/mas-9