eduardo prado coelho


Patrícia Reis,

Querido Eduardo

E passou-se mais um ano.

O tempo tem sempre o condão de me surpreender.

Já não compro o Público porque me custa ver que não estás.

As boas novas são as que já sabes: a maria manuel publicou a sara k, o verão de todos os silêncios, pela Planeta. Uma capa linda, um lançamento emotivo com várias leitoras (todas nós a invejar a bela voz da Filipa Leal, mas enfim, sabes como é a inveja das mulheres, quando não é má, é de admiração saudável). É um belo livro.

A MM tem uma história para desembrulhar e estamos juntas raras vezes, mas estamos sempre perto. A Inês continua na sua saga na Casa Fernando Pessoa, uma máquina de ideias e iniciativas e a nossa senhora dos milagres, já que dinheiro, como calculas, nem vê-lo. O Francisco José Viegas é novo secretário de estado da cultura – foi-se o ministério – e o Passos Coelho faz as vezes de PM. O ministro que comentarias seria o Paulo Portas que ficou com o MNE. Novidades literárias além da MM? Temos o livro de vida da maria teresa horta, as luzes de leonor, sobre a Marquesa de Alorna, a sua penta avó e uma lista infindável de livros novos, livros de desconhecidos, livros de vedetas de televisão, livros de vedetas de futebol, livros de pessoas que se acham (como se diz no Brasil) e livros de pessoas maravilhosas.

Terias muito para dizer e para escrever sobre tudo isto. Sei que é estúpido contar-te todas estas coisas porque estás num sítio onde as sabes, porventura, antes de mim e com mais pormenores, picantes ou não.

Uma coisa é certa, as saudades apertam os corações de todos os que te querem bem. Desculpa se uso o verbo no presente, para mim estás sempre aqui. Não consegui ainda eliminar o teu número de telemóvel e a MM diz que o tem com ela. Por isso mantenho essa ligação. Estranho? É um certo consolo. Preciso disso. Conclui que precisamos todos, alguns, e que já não existem ideias proibidas, pensamentos reservados.

Tudo é possível. Mais uma vez, regresso à ideia do bem e do mal, ideia que acarinhas, decerto, mesmo que de forma infantil. A infantilidade também mora comigo. 

Juntaram-se a ti alguns, terás companhia e histórias para partilhar.

Onde quer que estejas não deixes de te rir da vida mesmo na morte. A vida só tem graça quando se sabe olhar para ela. Como tu sabes. Um beijo P

16 comentários em “eduardo prado coelho”

      1. Bem, eu só sei da marquesa de Alorna, aliás D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre… Mas, é claro, estou disponível, como sempre, para saber novidades…

        1. Pronto, ganhou: sim, tem um erro, vou fustigar-me o fim de semana inteiro. Peço desculpa, tem toda a razão.
          Já agora acrescento apenas isto: não é curioso que a única coisa que chama a atenção seja um erro de escrita, claramente, enquanto se recorda uma das pessoas que nos acompanhou 10 anos no Público e em tantas outras coisas? Talvez seja eu que estou farta de ver pessoas a maldizer, a procurar o erro, a ver onde está a falha. A falha é humana. Avisei que não estou nos meus dias e longe de mim querer agredir alguém, mas sinceramente haja pachorra. Não gostava do Eduardo? Pois, está no seu direito. Gostava? Ainda bem. Quanto à marquesa de alorna, julgo que não se vai atirar de uma nuvem para me atormentar mais do que os meros mortais têm o condão de fazer, por isso irei corrigir e seremos todos muito mais correctos, cultos e certinhos. Como disse, não estou nos meus dias, mas desejo a todos um bom fim de semana e a si especialmente:)

          1. Adorei ler a sua carta! Fez-me ganhar o meu dia, que apesar do regresso do sol a estas terras do norte, ainda não lhe tinha permitido, plenamente, a sua entrada.
            Sara C.

          2. Só me pergunto por que motivo censurou o comentário em que eu dizia ter sido amigo do Eduardo desde a juventude de ambos. Não lhe convinha esse dado? Fiquei esclarecido. Acho que não preciso de voltar a lê-la.

  1. Transcende-me. Não consigo, por mais que tente, não consigo…

    Se não gostam de quem escreve nos blogues, ou do que escrevem aqueles que escrevem nos blogues, porque é que se dão ao trabalho de continuar a lê-los?

    Passem bem, passem de largo, não voltem, não insistam em martirizar-se com o que escrevem estes pobres seres inferiores que de forma honesta e limpa aqui vêm dar o seu contributo e se dão ao luxo de pôr o nome por baixo.

    Parabéns pelo texto, Patrícia. Ainda que como diz, Eduardo Prado Coelho possa saber de tudo o que lhe conta antes de si e com outros detalhes, tenho a certeza que terá adorado receber a sua carta.

    Quem não gosta de receber uma carta de um bom amigo?

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