
Foto Alberto di Lolli/El Mundo
Freixenet pondera abandonar a emblemática sede catalã se o separatismo triunfar.
Seat estuda transferência da Catalunha para Madrid.
Vaticano pronuncia-se contra o separatismo catalão.
Santi Vila, membro do Governo autonómico, quer travar processo separatista.
Maioria anti-independentista vai sair à rua no domingo em Barcelona.
Mario Vargas Llosa será um dos oradores na manifestação anti-separatista na capital catalã.
Ultras nacionalistas preparam “cordões humanos” e uma greve geral sem prazo pela independência.

Repare-se neste título do El Pais (lincado):
manifestaciones contra el referéndum dan voz a una mayoría que rechaza el ‘procés’
Para este jornal (chamemos-lhe assim), há uma “maioria” que recusa o processo independentista e o referendo.
Que crédito podemos dar à honestidade e veracidade de uma publicação que desta forma se coloca a apoiar uma das partes?
Crédito têm os números oficiais do Govern que somados dão 100.88% de votos.
Upa, upa…
parece o 26.iv.74 no rectângulo
Parece mas não é.
Aliás, não parece.
Quanto à Banca e à catástrofe económica com que os unionistas ameaçam os separatistas é vergonhoso. Tentam através do medo, da chantagem, manipular a opinião pública catalã. Tentaram também por cá fazê -lo aquando das nossas eleições legislativas , através dos avisos da comissão europeia e do ministro de finanças alemão. Vinha aí o diabo com os comunistas à mistura. Como também usaram a mesma estratégia com os ingleses aquando do referendo Brexit. É isto que se designa por deixar o povo votar em consciência e liberdade? Através do medo – choque e pavor – tentam condicionar um processo eleitoral. E depois falam, esses hipócritas ao serviço dos interesses, no condicionamento com que a minoria dos radicais de esquerda ameaça a “maioria”catalã
Sacanas. Nojo!
A banca defende e protege os seus depositantes e os seus accionistas, como é óbvio.
Ontem as acções do Sabadell – quarto maior banco espanhol – valorizaram-se em 13% só com o anúncio da transferência da sede social após vários dias em queda.
Uma Catalunha “independente” ficaria fora da UE e a banca lá sedeada ver-se-ia de imediato sem acesso aos mecanismos de financiamento proporcionados pelo BCE.
As revoluções de rua e as greves gerais e as RGAs são muito giras mas chega sempre a hora de alguém pagar a factura.
Caríssimo, mal vamos quando os processos eletorais são condicinados pelos interesses económicos. Chegados aí, adeus democracia.
A diferença entre a ditadura de Maduro e esta é o grau de subtileza, mas em termos práticos é igualzinha.
Aliás o mesmo aconteceu na Grécia durante a campanha eleitoral. Para qualquer democrata que vê na democracia não uma mercadoria, tudo isto lhe deveria causar desconforto abdominal
Esse raciocínio não faz o menor sentido.
Pelo contrário: mal vai o sistema financeiro quando fica dependente dos humores políticos. Não há um banco que aguente.
O Sabadell e o CaixaBank estavam já a ser confrontados com fugas de capitais e fugas de depósitos. Tiveram de agir com rapidez. Tanto quanto sei não houve protestos dos clientes, antes pelo contrário. Incluindo alguns deputados separatistas, o que não deixa de ser irónico.
Não se trata só dos accionistas. Vários grandes depositantes (institucionais) já tinham começado a retirar o dinheiro. Foi isso (não a ideologia) que forçou a mão do Sabadell (aquele que tinha sede em Sabadell desde o século XIX, coisa pouca).
Agora acontece o contrário, com ayuntamentos nacionalistas a retirarem os seus depósitos em protesto (se bem que, depois de hoje, não vão sobrar bancos na Catalunha).
E se houver DUI começam as filas nos ATM, à grega/cipriota. Esta gente esquece-se que a democracia também é votar com a carteira e com os pés.
O melhor é os separatistas porem o dinheirinho debaixo do colchão. Ou confiar nos paraísos fiscais, o que talvez não lhes repugne nada.
Tem razão Nuno. Acontece o mesmo em WallStreet. Perante um conflito ou uma ameaça de guerra é ver todas as acções dos bancos e grandes empresas a virem por aí abaixo. Uma autêntica corrida aos depósitos.
Também sucedeu o mesmo em Inglaterra com o Brexit.
Ou com a crise financeira Internacional de 2007 e 1987 , ou com a crise das dotcom. Ou ainda com a de 1997….Foi um sprint aos depósitos.
Meu caro hoje as Corporações chantageiam os governos e os seus povos quando os programas políticos escolhidos democraticamente não são do seu agrado. E como máxima ironia é serem estas Corporações, pela sua ganância, as responsáveis pelas crises e não os governos, com as suas políticas, estas, muitas vezes ditadas pela alta finança e a sua ciência infalível.
A banca protege os seus administradores, seguidamente os acionistas de referência, pensa vagamente nos depositantes que não são administradores nem acionistas e está-se marimbando para o resto.
A banca protege os depositantes, como foi o caso, para não estar à mercê das convulsões políticas semelhantes às que ocorreram na Argentina em 2001 ou na Grécia em 2015.
Não consta que um só depositantes do Sabadell ou do Caixabank tenha esboçado o menor protesto pela transferência das respectivas sedes da Catalunha. E Alicante e Palma de Maiorca agradecem, seguramente, a prova de confiança nelas manifestada por estas entidades bancárias.
Aliás Valência, no caso (agora confirmado) do Caixabank.
O Pedro tem noção como em Bolsa a cotação das acções é criada?
Se me permite. Especulação.
Os bancos não protegem os seus depositantes. Isso era no tempo da outra senhora. Os bancos presentemente trabalham em prol dos seus maiores accionistas.
Fale com qualquer cliente de um banco e ele lhe dirá de que maneira o seu banco trabalha com vista ao seu interesse. Por hoje todo o depositante paga ao Banco para lá ter o dinheirinho, não recebendo nada em troca.
Ou fale com todo o pequeno accionista que foi ludibriado pelo BES, ou BCP, CGD
Conversa da treta. Os responsáveis do Sabadell e do Caixabank sabem muito bem que uma declaração unilateral de “independência” põe a Catalunha fora da União Europeia. Madrid vetará sempre a adesão desse pseudo-Estado à UE. E, sendo assim, a banca instalada na Catalunha perde a tutela do Banco Central Europeu e da Autoridade Bancária Europeia, vendo-se forçada a renunciar ao Fundo de Garantia de Depósitos proporcionado pelo sistema financeiro comunitário.
Agiram, portanto, na defesa não apenas dos accionistas mas sobretudo dos depositantes. Entre os quais se encontram, vale a pena sublinhar, vários dirigentes separatistas.
É a vida, como dizia o outro.
Mas espere! A Catalunha já é independente?
Não é. Nem nunca foi.