Ecologistas da treta


Pedro Correia,

wm[1].jpg

 

Lançaram-se agora contra as beatas de cigarros na via pública, dedicando-se a um passatempo que adoram praticar: multiplicar impostos, taxas, coimas e um cortejo de proibições – da colheita mecanizada de azeitonas à noite ao “culto da vaca feliz” (seja lá o que isso for).

São livres de agir assim: cada partido escolhe as suas prioridades consoante a visão de sociedade que propõe aos portugueses e os instrumentos legais adequados para o efeito.

O que não faz o menor sentido é terem aproveitado a tribuna parlamentar, palco privilegiado de promoção política, para darem mais visibilidade a esta iniciativa… enquanto o dirigente máximo do partido, o deputado André Silva, exibia um vistoso garrafão de cinco litros em plástico. Precisamente o material que nos nossos dias provoca mais catástrofes ambientais.

Apetece-me chamar-lhes ecologistas da treta. E faço-o já, antes que concebam uma nova multa também para isto.

24 comentários em “Ecologistas da treta”

  1. Pode estar a dizer mal do plástico. De qualquer modo, mais uns anos e segurará nas mãos a cabeça decepada dum tipo qualquer que pisou uma traça.

  2. Não percebo, então o sr. não está a reutilizar o garrafão de plástico? Todos sabemos que não o podemos eliminar na totalidade das nossas vidas, mas podemos reutilizar e prolongar o seu tempo de vida útil.

    1. Exibir um garrafão de plástico na tribuna da Assembleia da República, com milhões de portugueses a ver, é um exemplo muito edificante para um partido que se diz “ecologista”.
      Lindo.

  3. Podia ter-se munido de um garrafão de vidro na vez de um de plástico? Podia.
    Mas não era a mesma coisa; o custo do de plástico vem incluído no preço da água mas o de vidro tem uma espécie de valor “acrescentado”.
    O importante aqui são as beatas (quem é que achou que um resto de cigarro sem préstimo e quem frequenta as igrejas diariamente “acode” pelo mesmo nome?).
    E um garrafão cheio, a 200€ cada beata é uma colecta que até dá para comprar garrafões de vidro.
    Mas nada disto é novo pois na Alemanha, na década de 80 já era proibido, na via pública, cuspir para o chão e “semear” beatas pelos passeios.
    O que nunca me ocorreria seria colher azeitonas durante a noite. Isso é verdade mesmo? Se é ´trata-se de uma violência para as tais aves migratórias como para as azeitonas que devem apanhar um susto tão grande que cairão das oliveiras sem necessitarem de abanões.
    Cumprimentos!

    -e sobre o aeroporto no Montijo? os Verdes (por exemplo) nada têm a dizer sobre o assunto? Ou disseram mas foi tão baixinho que nada se ouvio?

  4. Andam agora com a ideia peregrina de criarem um SNS para cães e gatos. Esta gente tira-as do cu com um gancho.

    http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2019-08-21-PAN-quer-criar-Servico-Nacional-de-Saude-para-caes-e-gatos

    Falando, com experiência, já existem seguros privados de saúde, para ditos amigos de patas, com uma mensalidade aproximada de15€ mês.

    Um desproveito de faladura, mas acredito que haja gente que as ache geniais

  5. Quanto às vacas felizes, que tal o Estado criar um subsídio para que os incapazes de amor, tenham enchançam de serem satisfeitos por corpos e mãos alheias? Um Sistema Nacional de Prostituição, Sexualidade e Bem Estar. Uma Sueca por cada português obediente e cumpridor das suas obrigações cívicas. Ou, então considerado o casamento como uma forma de apropriação masculina , da mulher (ao jeito dos anabatistas) , abrolhar uma lei que promova a troca de casais, e o sexo bio-ritmo acompanhada de benefícios fiscais?

  6. Que maldade. Ninguém o compreende.
    Só tenho pena que não tenha dançado com o garrafão, de forma a restabelecer os instintos em catarse purificadora através desse momento não verbal (acho que é esta a definição de biodança, de que é praticante).
    Isso sim era coisa digna de se ver.

    Isabel

  7. Resumindo : no bar de alterne, ali a S.Bento, os tradicionais números de circo vão sendo “enriquecidos” com novos imbecis apresentando velhas imbecilidades ( na imitação do que se faz “lá fora”…).
    “Franchisings”, como estamos fartíssimos de saber.

  8. O plástico é um material de excelência.
    Resistente, reutilizável, pode ser reciclado.
    Usar o plástico em si não é mau, usá-lo e descartá-lo sim.

  9. Não existe nada parecido com as “vinalia rustica”, “vinalia urbana”, com a “meditrinalia”, nem um qualquer “Baco” que divine os bons humores de tão insípida bebida, mais dedicada às moléstias do termalismo de gente pálida que só fala dos males dos intestinos. Buffff.

    Nem a água existe para ser engarrafada nem as garrafas foram feitas para transportar água.

    E mais ainda: as empresas d’águas são produtoras de garrafas de plástico e não de água. Ela já existe e sai em nascentes alegres… para lavar os pés… pela Páscoa, pelo menos.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *