E se fosse Biden a mandar invadir Portugal?


Pedro Correia,

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Imagine-se o Corvo e as Flores declararem independência unilateral, proclamando-se «estados soberanos», em ruptura com a República Portuguesa. No dia seguinte obtêm reconhecimento oficial de Washington, que para lá envia forças especiais em defesa e manutenção da «soberania».

Entretanto, Joe Biden faz uma solene alocução garantindo ter enviado os marines em socorro de populações insulares de língua inglesa, nomeadamente antigos emigrantes açorianos nos EUA, que viam os seus direitos à livre expressão neste idioma condicionados pelos lusofalantes.

Lisboa objecta, invoca a Constituição e a legalidade internacional, solicita a convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU, que condena a invasão. Mas a resolução é invalidada pelo fatal veto norte-americano.

Como represália, as forças dos Estados Unidos ocupam todo o arquipélago dos Açores e começam a disparar mísseis sobre o território continental português, atingindo sobretudo Lisboa e Porto.

Neste hipotético cenário, na fictícia República da Parvónia, logo um alegado «especialista em relações internacionais» se exibe em tournée de segunda-feira nas pantalhas televisivas proclamando que a decisão da Casa Branca é «totalmente imaculada à luz do direito internacional», pois os norte-americanos dão sequência «a um direito de defesa das Flores e do Corvo enquanto estados soberanos».

Na terça-feira, o protagonismo nos ecrãs cabe a um major-general à paisana: de dedo acusador em riste, aponta responsabilidades ao povo invadido, ilibando a potência invasora.

«Lisboa pôs o Presidente Biden num beco sem saída. O que haveria ele de fazer? Tinha de atacar território português, obviamente», sentencia o ínclito militar.

No serão de quarta-feira, avança outro major-general, tão convicto como o anterior na bondade dos alegados libertadores daquelas ilhas oprimidas por séculos de domínio lusitano. Nega em absoluto que as populações civis estejam sob fogo: «Washington só visa objectivos estratégicos de interesse militar.» Alertado para o facto de as ogivas destruírem hospitais, escolas, teatros, igrejas e centros comerciais, esboça um ligeiro sorriso, próprio de quem já espremeu as meninges em inúmeros jogos de estratégia: «Só pode ser propaganda do inimigo. O Presidente Biden não é louco nem irresponsável nem desumano.»

Nesse instante, num canal dos EUA, uma produtora televisiva atreve-se a exibir um cartaz exigindo o fim da intervenção norte-americana no arquipélago açoriano. Quase ao mesmo tempo, algures no exterior, um transeunte é detido por ousar exibir uma folha de papel em branco – outro protesto, embora mudo, contra a ofensiva bélica. Um e outro arriscam 15 anos de prisão por estes actos subversivos face às recentes alterações introduzidas no Código Penal.

Timidamente questionado por um jornalista sobre o possível desfecho da guerra, o major-general da quarta-feira rasga ainda mais o sorriso lá na Parvónia: «Guerra? Qual guerra? Estamos perante uma operação militar especial, nada mais.»

 

Texto publicado no semanário Novo

45 comentários em “E se fosse Biden a mandar invadir Portugal?”

  1. Essa é boa, e atendendo aos bombardeamentos de Lisboa e Porto, falta saber qual a razão, que nunca foi explicado, com excepção do míssil contra a torre da TV, não houve mais nenhum bombardeamento ao centro ou edifícios principais de Kiev. Ou se houve nunca foi mostrado.

  2. Perante essa situação, como reagir e comportarmo-nos?
    1 – Escolhermos o que fez o «regime de Zelensky & batalhão Azov»? Ou escolhermos o que fez a «Cultura Lusitana e Portucalense» desde há 8 séculos (e tantas outras Culturas e Povos mais fracos militarmente do que os seus vizinhos)?
    2 – Atacámos Espanha por causa de Olivença? O que fazem dezenas de países, ainda mais pequenos do que Portugal, perante vizinhos ainda mais fortes do que a Espanha, por esse mundo fora? A Escócia, a Catalunha, e tantas dezenas de outras Culturas e Povos não se deixam derrotar, exatamente porque não confrontam militarmente quem é mais forte e os domina «materialmente», e com essa estratégia evitam o seu desaparecimento.
    3 – O que escolhemos? Confrontarmos militarmente quem é mais forte do que nós, numa disputa em que seríamos destruídos? Ou, deixar que cá entrassem sem nos opormos militarmente, miscigenando e derrotando pelo tempo o opositor (como Gandhi fez na Índia perante o poderio militar Britânico)?
    4 – Se fizéssemos como o «regime de Zelensky & batalhão Azov» fez, destruíamos todas as infraestruturas de Portugal. Quantos mais armas pedíssemos, mais destruídos ficávamos. E menos probabilidade teríamos de sobreviver e continuar.
    5 – A «parte imaterial de uma Identidade» nunca é derrotada por uma «parte material (seja militar, económica ou política)». Basta introduzir o «factor tempo» para que essa “vitória da alma sobre o corpo” (como diziam os que nos antecederam, neste mesmo debate sobre a Sobrevivência e a Continuidade) se consuma.

      1. 1 – A razão é simples. O «batalhão Azov» é a parte ideológica do «regime Zelensky 2014-2021». Logo, é impossível separá-lo da acção e da perpetração política e militar. É parte oficial das forças armadas ucranianas do «regime Zelensky». Se quiser, usando um exemplo semelhante, é como os Templários foram nas Cruzadas.
        2 – A ideologia xenófoba de segregação entre “ucranianos” e “russos” (ver os dois Relatórios da ONU 2015 e 2016, disponíveis em PDF) é a causa próxima desta guerra.
        3 – A minha irritação aqui, no seu “Delito de Opinião», não é tanto por causa dessa evidência, é por causa de uma pessoa inteligente como o Pedro Correia teimar em não querer ver essa parte da causa.

        1. Eu vejo é um imenso fascínio dos putinistas que visitam este blogue pela brava rapaziada neonazi ao serviço do carniceiro do Kremlin.
          Gente que idolatra grupos como a Unidade Nacional Russa, o Exército Russo Ortodoxo, o Movimento Imperial Russo ou os Lobos da Noite. Tudo malta fixe, que conta com a bênção do ditador moscovita e do sinistro patriarca ortodoxo Cirilo, que incentiva à “guerra santa” contra a vizinha Ucrânia.

        2. Facto 1. Os Estados Unidos há muito que levantaram o embargo pedido no Congresso por motivo do Batalhão Azov.
          Facto 2. O Batalhão Azov não foi incorporado nas forças armadas russas. Os seus chefes nem são militares nem têm patentes militares. Foi sim administrativamente enquadrado no ministério do Interior – aliás uma evidente forma de o controlar governamentalmente.
          Facto 3. O batalhão Azov, hoje com artilharia e carros de combate, é uma se não a principal força de defesa de Maríupol, cuja população recusou a saída oferecida por corredor humanitário para a Rússia e só depois e a conta-gotas tem fugido para Mykolaiv.
          Pergunta-se: A população de Maríupol apoia uma força neo-nazi?
          Facto 4. A Ucrânia tem várias organizações de judeus, federadas no Vaad. Falando em nome do Vaad o investigador de anti-semitismo Vyacheslav A. Likhachev aprovou a decisão referida no Facto 1. E passo a citar:
          It must be clearly understood: there is no kind of ‘neo-Nazi Ukrainian militia’ now. Azov is a regular military unit subordinate to the Ministry of Internal Affairs. It is not irregular division neither a political group. Its commanders and fighters might have personal political views as individuals, but as an armed police unit Azov is a part of the system of the Ukrainian defense forces.
          it is necessary to clearly distinguish between the Azov regiment and political projects related to its former commander.

          Realço o seu antigo comandante.
          Pergnta final. Quando é que o andróide SAP3i pretende pedir a mudança de género para adquirir o género humano?
          Comentário final. Não sei o que incomoda mais, se professores a perguntarem a miúdos quando é que decidiram ser heterosexuais ou professores pró-Putín.

          1. O PROBLEMA DA HISTÓRIA
            1 – O problema da História (e do uso da “palavra” para descrever o Real), em termos hermenêutico ou científico, é poder ser contada exatamente ao contrário, usando os mesmos factos.
            2 – Os mesmos “factos/objetos” podem ter uma interpretação totalmente inversa e simétrica.
            3 – Essa polissemia e plurissignificação é uma limitação inerente à ferramenta “linguagem” (incluindo a “fala” e a “língua”). Uma prova que, em termos da Lógica (matemática), K.Gödel apresentou em 1931 no seu “teorema da indecidibilidade” (e que L.Wittgenstein tinha discernido 10 anos antes no seu “Tractatus…”
            4 – Só através da exteriorização de um “modelo do comportamento humano” é possível validar todas e quaisquer narrativas históricas. Sem isso, é impossível analisar a proporção entre “Objeto/Facto – Uso – Valor/Significado” (como já dizia, em 1140, Hugues de Saint-Victor em “De institutione novitiarum”) que cada autor manipula, em razão do seu interesse argumentativo.
            5 – Razão pela qual, na atual “Classificação dos Domínios do Conhecimento” (FOS), a História não é considerada “Ciência”.

          2. Do meu ponto de vista, a intangibilidade do esférico decorre das sinuosidade tecnico-tácticas adjacentes à linearidade do relvado e a verdade desportiva depende em alto grau e larga medida da disponibilidade de todos os agentes envolvidos na condução do processo dentro das quatro linhas de jogo mas principalmente nas estruturas que enquadram este fenómeno capaz de mobilizar a massa adepta e também os milhões que se acumulam sobre as mesas directivas em razão do qual eu não me calarei e sempre relatarei aqui tudo quanto sei e julgo saber ou talvez nem saiba nada por aí além mas mesmo assim contem com a minha voz que ressoará qual trombeta contra a investida castelhana nos plainos de Aljubarrota naquele ano em que a Ala dos Namorados conquistou a Taça Ibérica.

          3. Boa resposta.
            Mas não dê mais corda ao SAP3I – ele é um maloquinho da “história”, contada por ele ou pelos seus amigos. A história contada por outros, se lhe convier, é boa, mas se contrariar a sua narrativa é falsa. Não é possível discutir seriamente com gente deste jaez.

          4. Só me faz confusão quando ele começa a escrever metade do texto em maiúsculas.
            Gera poluição visual. Este blogue, não tarda nada, tem os ambientalistas à perna.

  3. As Flores e o Corvo – que estão na plataforma continental norte-americana, e não na europeia, ao contrário das outras sete ilhas dos Açores – não têm qualquer interesse para os EUA (nem para Portugal, aliás…). São ilhas acanhadas, ventosas e tempestuosas, nas quais é impossível ter tanto um bom porto como um bom aeroporto. Ambas elas têm maus portos e maus aeroportos, e não dá mesmo para melhor.

    Muito diferentes são as outras sete ilhas, notoriamente a Terceira e Santa Maria. E essas sim, os EUA já ponderaram anexá-las.

    1. Eles que tentem e vão ver a resposta musculada que Portugal irá dar. É só pôr os nossos quatro submarinos em acção e deixar de beber Coca-Cola durante uma semana. O Biden até se borra todo.

  4. Já há anos escrevi sobre isso. Basta um referendo. A lei eleitoral que temos permite que luso-americanos votem e são mais do que os habitantes nos Açores, muitos dos quais, estou convencido, preferiam a nacionalidade americana, E não apenas por motivos venais.

    1. Ainda haveremos de ver a “República Popular do Corvo” e a “República Popular das Flores” desencadearem movimentos soberanistas. Avalizados por doutos “especialistas em direito internacional público” e sagazes majores-generais reformados prontos a saltar para as pantalhas como nuvens de gafanhotos.

  5. Caro Pedro Correia faltou acrescentar que os mortos espalhados pelas ruas portuguesas são bonecos produzidos nas Caldas

    Pedro Cunha

      1. 1 – Tal como aquele major-general, e aquele presidente da comissão europeia, que, também veementemente nas TV’s, vieram dizer que havia (passo a citar): “Armas de poder de fogo maciço no Iraque. Sendo por isso que bombardeámos o Povo Iraquiano” (para não falar do Afeganistão, Vietnam, Coreia, Sérvia, etc.).
        2 – As expressões e os esgares horrorizados, e os ais histéricos dos políticos defensores da fação eua/nato/ue, e dos jornalistas atuais nas TV’s são agora exatamente iguais aos desse tempo.
        3 – Depois, vieram dizer que se tinham enganado. Não encontraram lá nenhuma arma daquelas.
        4 – Daqui a 3 anos, veremos se não acontece o mesmo. Estaremos cá para ver.

        1. Não se esqueça de mencionar também a Guerra Sino-Japonesa, a Guerra dos Boers, a Guerra Franco-Prussiana, a Guerra da Secessão nos EUA, as invasões napoleónicas, a Guerra dos Trinta Anos, a Guerra dos Cem Anos e as invasões mongóis.

          1. E, exatamente por isso, não devemos ter a precaução de não apoiar emocionalmente e cegamente qualquer um dos lados?

          2. Mas os agredidos não foram os falantes de russo durante 8 anos? Não é isso que os dois Relatórios da ONU dizem?

          3. Os agredidos são os ucranianos. Toda a população da Ucrânia, fale a língua que falar (e grande parte dos ucranianos são bilingues).
            Agredidos, desde logo, porque mais de dez milhões em menos de dois meses já se viram forçados a abandonar lares e haveres. Na mais gigantesca fuga em massa forçada registada no continente europeu desde a II Guerra Mundial.
            Agredidos porque viram casas, bens, propriedades agrícolas, unidades industriais, restaurantes, lojas, empregos de todo o tipo encerrados ou destruídos. Muitos reduzidos a escombros em cidades e vilas que pouco mais são do que ruínas.

            Agredidos são também os russos. Todos os russos. Oprimidos, censurados, aprisionados, censurados, silenciados.

            O agressor de ucranianos e russos é um só: Vladímir Putin.

  6. A IDEOLOGIA XENÓFOBA DA SEGREGAÇÃO DO «REGIME ZELENSKY&batalhãoAZOV».
    1 – Hoje, 12/04/2022, o embaixador da Ucrânia no Vaticano manifestou-se contra a intenção do Vaticano, na procissão da Via Sacra na Sexta-feira Santa, ter anunciado que a cruz será transportada por uma família ucraniana e uma russa.
    2 – O embaixador ucraniano, Andrii Yurash, afirmou que não aceita, e que está a trabalhar para explicar as possíveis consequências deste acto.
    3 – A verdade… é como o azeite na água.

    1. Leitura recomendada:
      La Russia torna al Medio Evo, de Maurizio Ferraris, no diário La Repubblica.
      https://www.repubblica.it/commenti/2022/03/17/news/la_russia_torna_al_medio_evo-341792009/

      «Interrompendo una proiezione verso occidente che ebbe inizio con Pietro il Grande, la Russia diventerà, come ai tempi dell’Orda d’Oro, uno stato vassallo non più di un Khan mongolo, ma della Cina. A meno che gli oligarchi, per difendere i propri interessi in Occidente, non la trasformino in uno Stato vassallo della Nato.»

      Excelente artigo. Putin prepara-se para transformar a Rússia num estado vassalo da China.

  7. A Rússia é uma superpotência militar e quer continuar a sê-lo. E se falássemos de Olivença?! Tem a vantagem de ser um caso concreto, não fictício, embora nos Açores já tenha havido um movimento independentista que contou com algum apoio americano. Bem, na verdade também podíamos falar desse caso açoriano. Parece que teve a ver com o facto dos americanos – outra superpotência militar – terem na altura nos Açores uma base aérea, as Lages. Bem, eu sou a favor que ninguém chateie os oliventinos. Acho bem o que se tem feito em relação a eles. Acho que mais do que isso não se deve fazer. E se, em 1975, os Açores se tivessem declarado independentes, ainda mais com o apoio americano, também teria achado bem que não se tivesse chateado os açorianos. Aliás, se eles tivessem o apoio americano que outra coisa é que nós poderíamos ter feito?

    1. A Rússia é «uma superpotência militar» mesmo tendo perdido a batalha de Kiev e retirado ao fim de 40 dias?
      Caramba, isso é frase digna dum major-general na reforma.
      Prepare-se para ser contactado pelos canais de televisão.

  8. Um bocadinho de whataboutismo faz muito bem à saúde. Temos, em primeiro lugar, uma “guerra contra o povo” americano. Teve início a 11 de Setembro de 2001. Teve mais recentemente um episódio agudo, já não dirigido somente contra o povo americano, mas agora contra o povo global. Este, por cá, teve início em meados de Março de 2020. A este episódio agudo da “guerra contra o povo” chama-se “pandemia”. Com aspas. Pelo meio tivemos o início da guerra na Ucrânia. Começou em 2014. Desde então não parou.

    1. O 11 de Setembro está esclarecido.
      Foi uma operação conjunta da CIA e do Pentágono às ordens da Casa Branca.
      Vai dar filme em Hollywood. Realizado pelo Oliver Stone.

      Tal como o 24 de Fevereiro. Sabe-se agora que a Ucrânia afinal foi invadida por forças da própria Ucrânia disfarçadas de militares russos para tentarem desacreditar o pacifista Putin, futuro galardoado com o Prémio Nobel da Paz.
      Para serem mais convicentes, os ucranianos desataram a disparar contra si próprios e a destruir as suas próprias cidades e a expulsar cinco milhões dos seus habitantes para países estrangeiros.
      Tudo isto aconteceu em obediência a instruções de Joe Biden e de Ursula von der Leyen, notórios neonazis.

  9. Agora… A guerra na Ucrânia tem início num momento de desligitimação democrática do poder em Kiev. Houve um golpe contra um governo legitimado pelo voto popular. Desde então o poder em Kiev não voltou a ser legitimado pelo voto de todos os ucranianos. De todos assim reconhecidos pelas instâncias internacionais. Os ucranianos da Crimeia e os de Donetsk e de Lugansk, neste caso das áreas controladas pelos separatistas/independentistas, não voltaram a votar para definir o poder estabelecido em Kiev. O massacre de Odessa, em 2014, a proibição de certos órgãos de comunicação social que não é de agora, de agora a proibição de 11 partidos políticos e a proibição dos homens ucranianos de se ausentarem do país (e das áreas controladas pelo exército e as milícias ucranianas) não melhoraram este quadro. Por outro lado, a anexação da Crimeia ocorreu de forma (quase) pacífica com a cumplicidade das autoridades locais eleitas democraticamente. As forças militares russas que operaram já estavam na Crimeia e estavam lá legitimamente. As forças ucranianas não reagiram. Foi-lhes dada a possibilidade de se retirarem para o continente ou se integrarem nas forças russas. Em Donetsk e em Lugansk aconteceu praticamente o mesmo. Houve cumplicidade das autoridades civis, policiais e militares locais. Autoridades civis eleitas também democraticamente. Aí a guerra começou quando as forças ucranianas vindas de fora, do resto da Ucrânia, cercaram a região. E os separatismos receberam reforços da Rússia. Acho que todo o mundo gostaria de não ser chateado e de apanhar com bombas em cima e de não ser deslocado. Mas a guerra em Donetsk e em Lugansk dura desde 2014 e é feita pelos dois lados, não só por um. Dá-se o caso de, na Crimeia, a maioria da população ser composta por russos étnicos e de nas outras duas regiões a maioria ser de russófonos. A Rússia está-se a aproveitar disto. E também do facto da Crimeia só ser ucraniana desde os anos 50 do século passado. De m toda a Ucrânia haver uma importante minoria de russos étnicos e de russófonos. Dos próprios ucranianos, no conceito antigo, serem russos pequenos, também serem russos. De toda a história comum… E de haver um nacionalismo ucraniano ferozmente anti-russo e… minoritário, Uma estranha (ou talvez não) aliança entre neo-nazis e judeus. O presidente do país é judeu. E os primeiros só têm alguma base eleitoral significativa no noroeste do país.

  10. Ser pelo «Zelensky&batalhãoAzov» e pelas sanções que a Nato/UE aprovou … é ser cúmplice da morte de milhares de Pessoas em África e na Ásia, e do empobrecimento de milhões de pobres e desfavorecidos no resto do Mundo. Os que agora apoiam isso (e os líderes políticos que foram cúmplices nestas sanções) hão-de ser chamados a pagar esse crime no futuro (mais próximo do que supõem). A Le Pen é apenas um primeiro aviso do que aí virá em termos políticos, nas próximas eleições desses países sancionatórios. É só esperar que a inflação e a perda de salários cheguem…

    1. O ditador russo deu ordem aos homicidas neonazis do bando Wagner para se infiltrarem em território ucraniano com diferentes missões. Estão encarregados, por exemplo, de assassinar o Presidente Zelenski, que já escapou a três atentados.

      Neonazis são também outros bandos às ordens de Putin, como o Taskforce Rusich ou os Lobos da Noite, gangue motorizado agraciado pelo carniceiro do Kremlin que inclui entre os seus membros outro assassino assumido, o ‘capo’ checheno Ramzan Kadírov.

      1. Uma coisa estou certo, sem o seu “Delito de Opinião” (honra lhe seja feita, Pedro Correia) não conseguíamos (todos) fazer a nossa penitência, e íamos todos direitinhos para o Inferno de Dante.

  11. Hoje, às 9.30, apareceu aqui um putinesco desvairado a disparar insultos.

    Vá lá, o sanguinário grupo neonazi Wagner ainda não aterrou em Portugal a disparar armas químicas, como tem feito em Mariúpol ao serviço do genocida russo. Por enquanto os seus compinchas tugas só disparam com palavra. Cheias de erros ortográficos.

    Remeti o putinesco para a Putilândia. Com bilhete só de ida.

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