É preciso ter memória quando se fala do OE 2016 (7)


Sérgio de Almeida Correia,

«As projeções para a evolução da economia portuguesa encontram-se rodeadas de uma enorme incerteza e, portanto, com uma margem de erro superior à habitual, pelo que não será de excluir que os efeitos recessivos das novas medidas de consolidação orçamental possam vir a ser superiores aos projetados pelas entidades oficiais», diz a unidade numa análise preliminar à proposta de Orçamento do Estado para 2013 enviada ainda na terça-feira aos deputados.” – TVI24, 24/10/2012

0 comentários em “É preciso ter memória quando se fala do OE 2016 (7)”

  1. É preciso é indicar o contexto em que essas coisas são ditas — todo este rol de citações inúteis que vem fazendo: um no contexto da bancarrota em que se sabia que era necessário haver cortes e uma reforma do Estado que a Esquerda insiste em não permitir (porque ela alimenta o Estado para sobreviver) e o contexto de “fim” e “corte” com a austeridade com que o PS e as Esquerdas usurparam o poder por via Parlamentar.

    Mas é claro que isso a si não lhe interessa uma vez que é um comentador faccioso. Resta saber porquê quando a verdade e o bom-senso falam por si-próprios.

    1. A série de citações que o SAC em boa hora nos tem trazido estão todas datadas e o link para as mesma existe logo estão perfeitamente contextualizadas!

      Quanto á reforma do estado a mesma NÃO EXISTIU apesar de prometida na campanha eleitoral de 2011 pelos comparsas da Puf e a que se aludiu novamente após o irrevogável D. Portas ter sido encarregue da mesma (nem um guião teve coragem para fazer).

      OS 38 % por cento de votos ( em 2015 ) do Paf deveram-me á incompetência do PS que conseguiu apresentar um programa ainda mais neoliberal que o Paf e ao “cheiro” a rosas que se prolongou desde o final de 2014 até ás eleições consubstanciado no diluir da austeridade para não espantar a caça como disse o vidente da SIC, traziam-nos tão apertadinhos que nem um esboço de orçamento apresentaram em Bruxelas. a reforma do estado era cortar mais 600 milhões nas reformas, enfim… cambada de traidores e mentirosos.

      ” A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia.”

  2. Pois é caro Sérgio, “…as projeções para a evolução da economia portuguesa encontram-se rodeadas de uma enorme incerteza…” mas este ano não, está tudo sob controlo: as medidas adicionais vão ser preparadas mas “de certeza que não vão ser necessárias”.

  3. Pelo menos eu não sabia que o actual governo tinha tomado “novas medidas de consolidação orçamental” que podem ter efeitos recessivos…

  4. Não dever ser porém, a memória bem se entende, objecto de argumentação de destilação do contemporâneo “xico-espertismo” do ‘tempo novo’…

    Por exemplo, nem indo tão longe no tempo de esgravatanço de ‘memórias’, uma das esganiçadas de um dos pilares que justifica o ocupanço da Geringonça do odierno Capatraz Xuxa Costa, então candidata a Presidência da Nação, vociferava contra as subvenções vitalicias de Politicos – que, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2016, disparam de 700 mil euros (2015) para os 18,8 milhões de euros este ano. O candidato oficioso do ‘tempo novo’ da xuxalada veio logo clamar a um microfone que lhe puseram a frente que tal era inaudito.
    Passou ainda nem um mês, e nem aceno de iniciativa ou mesmo fronda parlamentar que se deveria seguir a tal alvoroço, para poupar á nação tais calores e ordenhas!!! Ainda para mais que seria facil obter uma maioria de 2/3 pois a tributação que acautelaria um tal abuso foi apoiada em 2014/15 pelo PSD e CDS.

    Mas esta supra mencionada ‘memória’, tão rentavel no ‘populismo’ de tretas que tem o mundo avassalado e com acelarado ‘medrar’ no tempo dos “You Tubes” do ex-alcaide, é porventura assinalada com a aquela sentença da D. Guilherme dos ‘reality shows’ da TVI, aka. como lusa ‘Maria Machadão’ do Bataclan de “Gabriela, Cravo e Canela” – “isso agora não interessa nada!”

  5. Qual o argumento que está subjacente a mais esta citação?

    É que se há alguma coisa que não falta à Esquerda é certezas.

  6. “os efeitos recessivos das novas medidas de consolidação orçamental”

    O que é agora mais provável é que, apesar do saldo das medidas do novo governo não ser de consolidação orçamental (sem medidas adicionais e rectificativas o déficit real vai disparar em 2016), vão mesmo assim ter efeitos recessivos (tudo aponta para que a economia vá pelo menos crescer menos do que em 2015).

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