“Mais medidas de austeridade seria erro em cima de erro.”
“O mais importante, neste momento, é ter a consciência de que se há um desenho mal feito, insistir no mesmo desenho só agravará o problema” – João Almeida, 15/03/2013, vice-presidente do CDS-PP

Eu diria que não é necessário mostrar que não há santos nesta matéria, a não ser por puro exercício de divertimento.
Isso resulta evidente para quem tenha esse subversivo hábito de pensar pela própria cabeça (uma vez mais, a questão é a do mal menor). Este exercício, agora no quinto episódio, sendo sem dúvida interessante numa perspectiva historiográfica, bem se poderá prolongar por inúmeros mais. E, sejamos honestos, por cada um ser encontrado outro, recíproco, apontando o dedo à demagogia, hipocrisia, mentira, venalidade, nepotismo e mais vícios que ocorra encontrar aos que agora estão de turno à mesa dos dinheiros públicos e sua sinecuras.
É uma questão de sensibilidade política do autor – de cada autor – e de sua capacidade de investigação nos arquivos da comunicação social. Apenas isso.
Em todo o caso e quanto ao exemplo agora citado, e porque de facto – sem sombra de dúvida – é preciso ter memória (e terá sido a proverbial falta de memória do eleitorado o que permitiu a consagração de uma geringonça como governo da república portuguesa; e quanto a isso a conta há-de aparecer), se é certo que “mais medidas de austeridade seria erro em cima de erro,” não será menos certo que pretender acabar com ela “desenhando” esse fim de forma a servir descaradamente uma clientela que o actual poder deseja lhe continue fiel, haja o que houver e porque é a da sua sobrevivência (do poder) que se fala, é coisa de traição a toda a restante população.
Traição e mentira, pois tudo o que para aí vem de aumento de impostos tocará a todos, até à função pública. E o desastre que se anuncia num prazo não muito distante também.
E porque é preciso ter memória, não esqueçamos, já agora, que afinal o estímulo do consumo, apontado como passo crucial para reanimar a economia, é afinal coisa a evitar. De acordo com a infinita sabedoria precisamente de quem, para sacar votos, o advogava encarecidamente.
Há um punhado de meses, apenas. Em matéria de chegar ao poder e fazer o contrário do prometido em campanha, por mim, estamos conversados.
Costa (nada a ver com esse)
Mais um “grupo de amigos do Passos Coelho” a falar do OE2016.
http://economico.sapo.pt/noticias/ces-al erta-para-riscos-elevados-de-concretizac ao-do-cenario-macroeconomico_242622.html