Vi o final do jogo. E percebi por que motivo o Porto foi buscar o João Moutinho ao Sporting: é sempre conveniente ter no plantel pelo menos um jogador português.
(E para evitar uma série de comentários desnecessários: parabéns ao Porto. E ao Braga.)
Vi o final do jogo. E percebi por que motivo o Porto foi buscar o João Moutinho ao Sporting: é sempre conveniente ter no plantel pelo menos um jogador português.
(E para evitar uma série de comentários desnecessários: parabéns ao Porto. E ao Braga.)
as letras pequeninas para dar os parabéns demonstram o tamanhdo da azia!
Diabos, não há volta a dar. Fazemos assim: quando o Sporting ganhar qualquer coisa vai ver se eu não arranjo aspectos com os quais implicar. (Já agora, um conselho de amigo: espere sentado – não por mim, que cumpro as promessas que faço, mas porque pode demorar algum tempo até o Sporting ganhar qualquer coisa.)
E olhe que as letras são do mesmo tamanho das restantes. Estão é entre parêntesis.
Se quisermos ser exactos, mais dois internacionais portugueses alinharam de início: Varela e Rolando. É pouco, bem sei, mas o Arsenal e o Benfica alinham de início com ainda menos jogadores dos respectivos países. É a vida, ou como escreve o comentador anterior, a azia.
Obrigado pela informação. Eu não tenho azia. Teria azar se tivesse de ir à baixa logo à tarde.
Um comentário: Rolando subiu creio que embrulhado na bandeira cabo-verdiana. Nada contra, são as suas raízes. Mas é engraçado que Pepe use a bandeira portuguesa quando festeja no Real Madrid e Rolando a de cabo-verde. Faz-me lembrar os atletas franceses que nos mundiais celebram medalhas agarrados às bandeiras marroquinas dos outros medalhados.
Azia ou será regurgitação, da sua parte, meu caro?…
É o que dá viver com o Benfica debaixo da língua, neste caso do esófago – rumina algo que o post do Jaa não refere: o Benfica. Isto acontece a quem não sabe perder e, sobretudo, ganhar. Vá lá para os Aliados comemorar, aproveite para se juntar aos inúmeros desempregados estupidamente alegres…
Tinha em casa uma visita de Portugal que via o desfile de bandeiras e perguntava-se de onde eram. E o pior é que se tivesse sido o Braga (ou até o Benfica) a ganhar, o panorama não seria muito diferente.
Não vi o jogo. Mas não havia ao menos bandeiras portuguesas nas bancadas? Os treinadores, vá lá, são portugueses. Como de costume, ficamo-nos pelas hipérboles dissociadas da realidade. “Foi o triunfo da língua portuguesa”, ouvi dizer numa televisão. Quando nenhum dos hispano-americanos que jogaram em Dublin é capaz de arranhar duas frases no nosso idioma. Mesmo alguns que já estão há vários anos em Portugal.
Talvez algumas, Pedro (confesso que não me apercebi). Mas isso entende-se: esta é uma competição de clubes, pelo que havia esssencialmente do Porto e do Braga. O que me incomoda (como digo na resposta ao comentador abaixo) não é haver tantos estrangeiros na composição das equipas. Nada tenho contra eles. O que me incomoda são precisamente as “hipérboles dissociadas da realidade” (não podia concordar mais com a expressão).
Jaa, decerto exultou com o FC Porto vencedor da Taça UEFA e da Champions com uma MAIORIA de portugueses.
Aliás, todo o País reconheceu tanto essa portugalidade do FC Porto, de cujo nome houve Portugal, que nunca amesquinharam as suas conquistas na Europa, nem quiseram afastá-lo da Europa, nem atribuíram a forças ocultas os seus já imensos êxitos europeus.
É a chamada filosofia de sarjeta, já típica em ressabiados, que descobrem estas coisas na final e não as encontraram nas meias-finais onde outra equipa portuguesa não tinha mais portugueses em campo do que as que agora sofrem esse vexame.
As padradas do costume, partanto.
O “acórdão Bosman” já produz efeitos desde há 15 anos, mas apesar da “internacionalização” até de certos bloggers, continuam a não entender a realidade à sua volta.
Deve ser por isso que “puxam” pelo Real Madrid?
Zé Luís: exultei, sim senhor. E fico satisfeito que duas equipas portuguesas tenham chegado à final da Liga Europa. E a crítica que faço ao Porto faço-a ao Benfica ou a qualquer outro clube nas mesmas circunstâncias (incluindo, eventualmente, o Sporting, que não sei quantos estrangeiros tem). Para mim, a questão não é existir liberdade de contratação. Acho muito bem que exista. É de entidades portuguesas, que não se coíbem de afirmar representar Portugal, que muitas vezes são apoiadas por fundos públicos portugueses (na questão dos estádios ou da renegociação de dívidas fiscais, por exemplo), não se preocuparem em formar equipas com um mínimo de jogadores portugueses. Têm direito a isso. Da mesma forma que eu tenho direito a não gostar. Ou, para ser mais exacto, a achar que me merecem tanta consideração como EDP, GALP, PT, Sonae, Jerónimo Martins, etc, que também não olham a detalhes de nacionalidade mas pelo menos não me vêm (nem têm dezenas de comentadores nas rádios e televisões a fazê-lo) com discursos emocionado sobre representarem Portugal.
E, por acaso, não puxo pelo Real Madrid. Tenho uma ligeira simpatia pelo Barcelona, essencialmente por gostar da cidade.
No final do primeiro parágrafo devia ser “emocionados”, claro.
“FC Porto, de cujo nome houve Portugal, que nunca amesquinharam as suas conquistas na Europa”.
Não ouviu o presidente do seu clube denegrir a imagem europeia do Benfica, pois não, referindo-se ao golo do Vata?!…
Vexame teria sido se o Benfica fosse chamado de batoteiro pelo presidente da UEFA, pois o seu clube não recorreu de um castigo em Portugal que lhe subtraiu 6 pontos. Não lhes fazia falta, diziam eles…
O FC Porto é reconhecido não pela sua portugalidade mas pela sua regionalidade.
Também abordei esta “estória das bandeiras” e não só. E sem azia… Está aqui: http://quintaemenda.blogs.sapo.pt/6 9724.html