E jackpot, há?


Ana Lima,

Maria Luís Albuquerque está a ser contactada pelas várias televisões que querem transmitir em directo os sorteios e que pretendem que seja a titular da pasta das finanças a apresentadora. Liliana Campos já se ofereceu para dar umas dicas quanto à indumentária a usar. A ministra, no entanto, já revelou que prefere o estilo de Serenella Andrade, enquanto aguarda ainda que a troika se pronuncie sobre o assunto.

Santana Lopes, na qualidade de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entidade gestora dos jogos sociais concedidos pelo Estado, disse a propósito que seria interessante ter uma piscina cheia de facturas onde pudessem mergulhar algumas beldades. Isto para tornar ainda mais apetecível o combate à evasão fiscal.

Apesar do interesse inicial, as administrações das televisões já mostraram a sua preocupação em relação às audiências. É que muitos funcionários públicos, mesmo desconhecendo a fundo as leis das probabilidades, têm-se mostrado pouco entusiasmados dado o reduzido número de facturas que inevitavelmente virão a pedir. 

O ministro da Economia veio, entretanto, dizer que está também a lutar pela criação de um sorteio semelhante para os estabelecimentos que passam as facturas. O prémio, neste caso, poderia ser uma descida no valor do IVA a cobrar no sortudo estabelecimento. “Ao menos um”, terá desabafado. 

6 comentários em “E jackpot, há?”

  1. Para merecer mesmo o nome de “economia de casino”, deveria ser roleta.
    Porém, na versão choldra calhou-nos a lotaria popular.
    Rien ne va plus…

  2. Ísto há muito que assumiu contornos do foro psiquiátrico, Ana. Já nada me admira.

    Essa do Santana Lopes está muito bem apanhada, sim senhora, why not?

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